Applejack jovem canta para Apple Bloom dormir

Disponível em 1080p full HD

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Unidos em qualquer situação

Autor: TNTBrony

Tradução/edição: Drason

SINOPSE: Em uma tarde após terminarem os trabalhos na fazenda, Apple Bloom e Applejack descansavam embaixo de uma árvore. Durante esse momento de repouso, Apple Bloom faz uma pergunta inesperada à sua irmã mais velha.

“Applejack, posso te fazer uma pergunta?”

A pônei laranja levantava seu chapéu para ver a pequena irmã. Elas haviam terminado de colher as últimas maçãs do pomar e decidiram relaxar embaixo de uma árvore que proporcionava a elas uma grande vista da fazenda enquanto o pôr do sol começava a tocar as copas das árvores no oeste. Ainda havia tempo de sobra para tirarem uma rápida soneca antes das duas voltarem para o jantar.

“Diga docinho, o que você queria perguntar?”

“Eu queria perguntar sobre o futuro.”

Applejack levantava uma sobrancelha para a estranha pergunta vinda de Apple Bloom.

“O futuro?”

“Sim. Digo, seremos sempre assim?”

Applejack continuava confusa com a pergunta.

“Sempre assim… como?” Perguntava a pônei laranja.

“Como somos agora?” Respondia a potranca amarela.

Novamente a pergunta parecia vaga, mas os olhos de Applejack caíam sobre o flanco branco da irmã mais nova. Ela somava dois mais dois e interpretava que era mais um de seus dilemas sobre sua marca especial, sobre quando ela finalmente iria conseguir uma. Com sua irmã olhando para ela, Applejack rolava os olhos e deixava sair um leve suspiro.

“Apple Bloom, sei que é difícil, mas como já disse antes, sua marca especial irá aparecer na hora cert…” Ela foi interrompida.

“Não era sobre isso que eu estava falando.”

A pônei laranja foi pega de surpresa.

“Certo, sobre o que seria então?”

“Se nós, como irmãs, estaremos sempre próximas?”

Applejack olhava para a pônei amarela com uma expressão confusa.

“Qual o motivo dessa pergunta docinho?”

“Bem… porque o tempo nunca para e tudo sempre muda. Eu estou ficando mais velha e você e Big Mac também. Vocês dois já estão na idade em que podem se casar com alguém e irem embora.”

Applejack coçava a nuca com um casco, até porque ela ainda não havia cogitado a ideia de arrumar um companheiro e deixar a fazenda. A pônei laranja acreditava que algo assim seria mais provável de ocorrer com Big Mac, mesmo com seu jeito tímido e quieto, mas a verdade é que ambos irmãos sempre foram cautelosos nesse quesito, tratando essa possibilidade como uma grande responsabilidade, e talvez por isso mesmo que ainda não aconteceu com nenhum dos dois.

“E depois vai ser eu, Applejack. Ainda não descobri o que vou fazer com a minha vida, especialmente quando ganhar minha marca especial. O que vai ser de mim se no dia que eu conseguir a minha marca ela for relacionada com alguma coisa em que eu tenha que ir embora da fazenda?”

Applejack se sentava na frente de Apple Bloom, a olhando nos olhos enquanto ela desabafava suas preocupações. A pônei laranja já chegou a imaginar a possibilidade de ver sua irmã partir ao se tornar adulta, mas considerou uma preocupação precoce devido à idade dela.

“Bem, o tempo está passando e eu queria saber se lá na frente ainda seremos próximas?”

“Do que você está falando Apple Bloom, nós somos irmãs, mesmo se você partir, eu sempre estarei aqui no rancho quando você precisar de mim.”

Apple Bloom olhava sua irmã com os olhos arregalados antes de abaixar a cabeça, ficando em silêncio por um momento antes de falar novamente.

“Mas e se você não estiver? O pai da Lazy Mind disse que não sabemos o dia de amanhã e que por isso temos que aproveitar a vida o máximo que pudermos, mas eu não concordo com essa afirmação, ela me soa irresponsável, descuidada e equivocada!”

Applejack inclinava sua cabeça e colocava seu casco no ombro de sua irmã. Para alguém tão jovem, ela já tinha preocupações e a maturidade de um adulto, e isso sim preocupava a pônei laranja.

“Eu não quero que você vá,” Apple Bloom dizia enquanto se aproximava da pônei laranja e descansava sua cabeça no peito dela.

Applejack ficava em silêncio por um breve momento antes que Apple Bloom começasse a soluçar. Então a pônei laranja abraçava sua irmã enquanto começava a acariciar sua crina ruiva. Apple Bloom abraçava de volta antes de movimentar a cabeça para se encontrar com o rosto de sua irmã mais velha, que olhava para ela sorrindo.

“Você deveria se preocupar menos com essas coisas e pensar mais na sua infância,” Applejack dizia suavemente enquanto bagunçava o cabelo de sua irmã, “Eu não deixei o rancho porque sou feliz aqui com vocês, e se você está preocupada com isso, é porque você também está feliz aqui, e é exatamente pelo fato de nós amarmos uns aos outros que brota essa preocupação sua, como também é por essa razão que independentemente do que acontecer lá na frente, nós sempre estaremos unidas.”

“Mas e seu eu perder vocês que nem perdemos nossos pais?” Perguntava Apple Bloom aos soluços.

“Mesmo assim você não vai me perder, e vou dizer porque. Se lembra de alguma coisa sobre Mamãe e Papai?”

Apple Bloom pensava por um breve momento em seus pais quando duas lembranças vieram à sua mente. “Eu… me lembro de Mamãe cantando uma canção de ninar para mim… e também me lembro do papai fazendo caretas para me fazer rir e ensinando o Big Mac a fazer as caretas também.”

A pequena pônei amarela deixava escapar um sorriso.

“Então você não os perdeu.”

Apple Bloom parava de rir e olhava Applejack confusa enquanto continuava.

“Você está certa docinho, o tempo passa, as coisas mudam. Pôneis vêm e vão, mas não irão realmente embora enquanto nos lembrarmos deles. Basta nos recordarmos para eles continuarem vivos,” Applejack explicava, “Vovó Smith, Big Macintosh e eu ainda estaremos sempre com você. Caso você sair da fazenda e morar em outro lugar, mesmo em uma cidade grande como Canterlot, Manehattan ou Fillydelphia, eu sempre vou estar aqui com você,” Applejack pressionava seu casco no peito de sua irmãzinha se referindo ao seu coração.

“Desde que você se lembre, sempre serei sua irmã mais velha, para sempre”, Applejack a confortava, aconchegando sua cabeça na de sua irmã mais nova, que se aconchegava de volta.

A pônei ruiva abraçava sua irmã enquanto Applejack a pegava no colo e sentava embaixo de uma árvore. Apple Bloom descansava em cima de sua irmã mais velha ainda a abraçando, se acalmando. Applejack sorria e acariciava a crina de sua pequena irmã. Ela então começava a cantar baixinho.

“Nós somos Apples para sempre, Apples unidos,

Nós somos uma família, mas também somos muito mais,

Não importa o que enfrentaremos com o tempo,

Porque somos Apples unidos da raiz até o espírito”.

O real significado

 

Autor: Drizzle Quill

Tradução: Drason

SINOPSE: Applejack ensina para sua irmã mais nova o real significado da beleza.

 “Você não entende, Applejack!”

A pônei laranja sorria gentilmente, acariciando a crina de Applebloom. “Acho que entendo sim. Você teve um dia difícil na escola. Isso acontece com o melhor dos pôneis. Seja corajosa e forte ao passar por isso Applebloom, você vai superar.”

Applebloom empurrava o casco da Applejack para fora de sua cabeça e batia o pé dianteiro no chão com um olhar zangado. “Mas Applejack!” Ela choramingava em uma voz tão alta que Applejack tinha que achatar suas orelhas contra a cabeça para abafar o volume. “Você não entende! Ela me chamou de feia, uma pônei feia que mora em uma velha e suja fazenda! E… e…”

Sua voz foi abaixando até um guincho inaudível. “Ela está certa Applejack? Eu sou feia?”

De todas as perguntas do mundo, Applejack não esperava essa.

Parecia que o dia iria começar bastante normal.

Applejack estava cuidando de seu trabalho, tentando imaginar quando a próxima colheita de maçãs iria começar, quando de repente surgiu um som como trovão. Era realmente a Applebloom chegando da escola, batendo a porta e galopando escadas acima o mais rápido que suas pernas podiam carregar para ela se jogar em sua cama aos prantos. Applejack deixou seu cronograma de lado para cuidar de sua irmã mais nova…

…e agora isso estava acontecendo. Uma conversa que nunca poderia ter sido evitada. Applejack apenas esperava que isso poderia vir mais tarde, e não tão cedo. Mas foi inevitável. “Applebloom, querida,” Applejack sussurrava, tomando seu lugar na cama ao lado de sua irmã. “Quem fez isso com você?”

A resposta foi abafada; a cabeça de Applebloom estava enterrada no travesseiro. “Diafond Tifarfa.”

“A filha do Sr. Rich?” A pônei laranja piscou para o nada, como se tentasse se lembrar de uma memória distante. “Poxa, ela sempre me pareceu uma criança agradável.”

“Ela não é!” Applebloom respondia amuada, antes que seu corpo estremecesse novamente aos silenciosos soluços. “Ela arruinou minha vida, nem tenho certeza se está dizendo a verdade ou não!”

Enquanto ela continuava falando, sua voz aumentava mais e mais até chegar no nível de um grito; para mais uma vez Applejack achatar seus ouvidos. “Applebloom, é claro que ela está mentindo, e essa é a mais pura verdade.”

Rolando na cama, a potranca olhou para o teto, com seus olhos âmbar evitando contato com os verdes de sua irmã. Suas próximas palavras eram lentas e pensativas, como se ela tivesse considerado em dizê-las por muito tempo. “Mas o que ela disse… não era verdade? Nós vivemos em uma fazenda velha e suja… e minha crina é um pouco estranha… e o meu laço parece muito grande pra minha cabeça…” Ela fungava, como se tivesse medo de continuar.

Applejack suspirava ao deitar ao lado de sua irmã, com ambas olhando juntas para o teto, de alguma forma procurando por constelações de Luna escondidas na madeira, que dançava maliciosamente entre a tinta de cores vivas. Lentamente ela trazia um de seus cascos dianteiros em torno de sua irmã mais nova, a puxando para perto de si para que pudesse falar em seu ouvido.

“Agora ouça, Applebloom. O que estou prestes a dizer pra você é de conhecimento comum, algo que todo pônei deve ouvir e manter perto de seus corações, entendeu?”

Claramente se esforçando para evitar as lágrimas, Applejack sentia uma onda de alívio sobre ela enquanto Applebloom acenava, com seus olhos cor de âmbar transmitindo mais emoção do que ela pudesse expressar em palavras.

Não era fácil achar as palavras corretas. Por toda a sua vida, temia ter esse tipo de conversa como mãe. Naquele momento, Applejack era a figura materna mais próxima que Applebloom tinha. Embora sentisse como se estivesse se preparando para aquele momento em sua vida inteira, Applejack ficou horrorizada ao sentir que as palavras lhe faltavam.

Applebloom apenas esperava, como se estivesse a desafiando.

Em uma inalada de ar, Applejack começou.

“É verdade que alguns pôneis são muito bonitos. Eles têm belas crinas e olhos, ou asas majestosas, ou alguma outra palavra chique que não importa.”

“Como Rarity?” Applebloom perguntava baixinho.

“Sim, como Rarity.” Applejack sorria antes de continuar. “No entanto, mesmo se um pônei é muito, muito bonito por fora, não quer dizer que isso os fazem bonitos por dentro também.” Ela observava a reação de Applebloom para ter certeza que sua irmã estava entendendo e parava quando parecia o contrário; algo que se tornava nítido em seu olhar confuso. “Entendeu irmã?”

“Não tenho certeza,” Applebloom respondia timidamente. “Snips disse que Diamond Tiara é muito bonita. Mas mesmo que seja…” Sua testa franzia enquanto tentava interpretar o que sua irmã dizia. “Não quer dizer que é totalmente bonita?”

Aplejack assentiu a encorajando. “Mesmo que Snips ache que Diamond é bonita, que pode até ser verdade, e quanto ao seu coração?”

Applebloom olhava vagamente.

“Vou tentar de um modo diferente.” A pônei laranja pensava por alguns segundos, e então seus olhos verdes brilharam. “Applebloom, digamos que você estivesse olhando para o coração da Diamond Tiara. Você o veria como algo bonito como o lado de fora dela ou feio, como as atitudes dela?”

A resposta parecia vir por extinto. “Feio, claro! Cheio daqueles bichos parasitas que a Cheerilee mostrou na aula de ciências.” A ideia fez Applebloom soltar uma risadinha, mesmo em meio às lágrimas.

Applejack sorriu. “Viu? Mesmo se um pônei é bonito, também pode ter um coração feio.” Applebloom olhava para longe, refletindo, antes de voltar com outra pergunta, que Applejack acolhia com gratidão, sentindo como se ela realmente estivesse ajudando a sua irmã. “Mas e se um pônei é bonito e tem um coração bonito? Como Rarity? Isso é possível?”

“Claro!” a pônei laranja bufou. “Há muitas combinações entre bonito e feio. Mesmo uma certa pônei que pode pensar que é feia, apesar de ser a irmã mais nova mais bonita do mundo…” ela cutucava Applebloom no peito, fazendo com que ela suspirasse animadamente, “…e que também tem o coração mais lindo que já vi.”

As lágrimas finalmente pararam, e Applejack expirou. Toda aquela conversa a cansou; mas não era o mais importante. O importante era saber se ela ajudou sua irmã direito e conseguiu realizar a tarefa de uma mãe.

Ela fez tudo direito?

E julgando pela forma como Applebloom voava para ela em um caloroso abraço que foi calorosamente recebido, sim, ela tinha.

“Aww, vem cá irmã,” Applejack suspirava no ouvido de sua irmã, sentindo o toque frio das lágrimas molhadas da pônei amarela em sua pele.

“Está tudo bem, está tudo bem. Para mim, você é linda, com um coração igualmente lindo, e,“ ela dizia honestamente com sua voz soando suavemente como um sino, “isso é o melhor que se pode ser.”

Silêncio por alguns segundos; então Applebloom olhava para cima, com uma lágrima em seu olho. “Obrigada, Applejack.”

“Sem problemas. Eu apenas descrevo como vejo.” E ela queria dizer isso também, do fundo do coração. Algo lhe dizia que Applebloom sabia disso, e ela estava grata.

Havia silêncio por um momento; silencio que Applejack dava boas vindas. Era só ela e Applebloom e mais ninguém, trancadas em um abraço que parecia durar uma vida, antes que Applebloom explodisse rindo.

Applejack olhou para ela confusa. “O que?”

A pônei amarela suspirou em meio às lágrimas. “Eu estava imaginando a Diamond Tiara igual ao coração dela.” Ela explodia em um ataque de risos de novo, transmitindo seu agito para o corpo de Applejack.

Sua irmã sorriu. “com parasitas?”, ela brincou, fazendo Applebloom gritar de tanto rir.

“Besouros!”

“Aranhas!”

“Baratas!”

“Cobras!”

“Moscas verdes!”

No momento em que elas tinham terminado, ambas irmãs estavam deitadas na cama, exaustas de tanto rir, e totalmente sem fôlego. Elas olhavam para o teto, para as constelações escondidas na tinta da madeira, e mais uma vez veio o silêncio. Um bom tipo de silêncio satisfatório resultante do trabalho de Applejack. Ela fechava seus olhos em alívio, saboreando aquele momento com sua irmã.

Silêncio que foi quebrado por uma única palavra, falada por sua irmã mais nova rindo.

“Mofo!”