Diferenças

Diferenças

 

Conta-se que os animais da Fluttershy decidiram fundar uma escola. Para isso, reuniram-se e começaram a escolher as disciplinas. O Pássaro insistiu para que houvesse aulas de vôo. O Esquilo achou que a subida perpendicular em árvores era fundamental. E o Coelho Angel queria de qualquer jeito que a corrida fosse incluída. E assim foi feito. Incluíram tudo, mas cometeram um grande erro. Insistiram para que todos os bichos praticassem todos os cursos oferecidos. O Coelho foi magnífico na corrida, ninguém corria como ele. Mas queriam ensiná-lo a voar. Colocaram-no numa árvore e disseram:

“Voa, coelho!”.

Ele saltou lá de cima e “pluft”… coitadinho! Quebrou as pernas. O Coelho não aprendeu a voar e acabou sem poder correr também.  O Pássaro voava como nenhum outro, mas o obrigaram a cavar buracos como uma toupeira. Quebrou o bico e as asas e, depois, já não conseguia voar tão bem e nem mais cavar buracos.

Sabe de uma coisa?

Todos nós somos diferentes uns dos outros e cada um tem uma ou mais qualidades próprias dadas por Deus. Não podemos exigir ou forçar para que as outras pessoas sejam parecidas conosco ou tenham nossas qualidades. Se assim agirmos, acabaremos fazendo com que elas sofram e, no final, elas poderão não ser o que queríamos que fossem ou, ainda pior, elas poderão não mais fazer o que faziam bem feito.

Respeitar as diferenças é amar as pessoas como elas são!

“Nenhum de nós é tão bom quanto todos nós juntos!”

Amigos pra Valer…. fazendo o dia nascer mais feliz!

Autor Desconhecido

My Little Fortress: TeamWork is Magic – Parte 8

Autor: Xaldensmutanthamster

Tradução: Matheus Dinero

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Woot! Eu fui um dos vencedores do concurso Comic Life? Valeu mesmo pelo apoio pessoal! Agradeço também ao Drason por promover esse concurso pra gente, vlw!

8ª Parte do MLF! Depois de um tempo, já acostumada com o lugar, Pinkie e o seu Sentido agem muito estranhos durante as batalhas…

——–

Pinkie correu para fora do respawn, um sorriso estampado em seu rosto. Sem saber, como sempre, um RED Spy esperava nos embasamentos do RED, esperando por sua próxima vitima. ‘Aquele pônei rosa faz sempre a mesma coisa. Aparece saindo saltando da sala e mata tudo o que vê. Eu pego ela quando ela virar as costas’ Ele a viu correndo em direção à ponte. ‘Perfeito. Agora só vou pular e…’ Antes de ele terminar seu pensamento, ele viu uma estranha tremedeira em sua cauda. Ela parou no meio da rampa. Ele saltou no chão, aterrissando bem atrás dela como um fantasma. Antes de ele ficar visível, ela deu um chute feroz para trás, acertando em cheio em seu rosto e derrubando-o no chão, morto. Pinkie virou-se, surpresa, mas encolheu os ombros e continuou andando.

“O que aconteceu?” Spy coçou sua cabeça. “Não tinha jeito algum ela ter me percebido”

“Ei, francezinho! Quer dar um jeito de ajudar a gente a se livrar desse maldito Heavy que tá impedindo nossa saída?” O Scout vermelho passou correndo por ele, abrindo a porta para revelar que ela estava na frente da sala, disparando incontrolavelmente.

“Feh, típico” Ele ficou invisível e andou em direção à porta. O Demoman passou correndo na sua frente e ela virou-se para atacá-lo. A porta fechou antes de ele ver o resultado. Ele chegou perto, ainda invisível, mas parou quando ele ouviu sua voz do outro lado da porta.

“Orelhas se batendo… piscadelas… joelhos tremendo”

“Ótimo, ela está distraída. Agora eu posso chamar isso de uma morte súbita’ Ele saiu pela porta e ela se virou, rachando seu casco da frente na sua mandíbula invisível, matando ele.

“Mas que diabos!?” Ele renasceu, com as mãos na cabeça. Ela bateu-lhe no mesmo lugar de antes. “Não tem como ela me perceber!” Ele correu para fora da sala, furiosamente procurando por ela. Ele chegou perto e, de alguma forma, ela o notou. Ele rapidamente saltou dos embasamentos, mas ela pegou-o primeiro.

Ele estava quase espumando pela boca quando ele pegou o Dead Ringer. A minigun da Pinkie começou a girar. Ele correu até ela, levando alguns tiros. Mais um pouco e ele deixou cair o falso cadáver e manobrou atrás dela, reaparecendo e dando cortes com sua faca descontroladamente. Ele errou uma vez e ela se virou.

“POR QUE”

Ele deu um corte em seu braço.

“VOCÊ”

Outro corte que ele errou.

“NÃO”

Outro corte em seu braço.

“MORRE!!?”

Pinkie se apoiou, depois pegou umas luvas de boxe atrás de suas costas e bateu nele com toda a sua força. Ela olhou ao redor confusa. Dash se aproximou dela.

“E aí Pinkie, beleza? Eu não vi você o dia todo. Você tá bem? Você parece meio assustada”

“Meu sentido Pinkie ficou prevendo o dia todo, mas nada está acontecendo. E toda vez que eu tento me livrar disso eu continuo batendo em alguma coisa invisível!” Pinkie olhou ao redor, olhando para o céu.

Dash olhou para o espião morto. “Pinkie, eu acho que você vai ficar bem. Vamo lá, eu preciso de uma ajudinha pra tirar aqueles idiotas da nossa base” Pinkie seguiu Dash, ainda olhando ao redor.

O RED Spy sentou na sala do respawn, humilhado. “Dane-se, eu vou atrás daquele coelhinho de agora em diante”

——–

O grupo sentou ao redor da fogueira, compartilhando suas histórias dos dia-a-dias, e geralmente batendo um papo. Todos pareciam estar de bom humor, exceto Applejack, cujos olhos estavam paralisados olhando no fogo.

“Alguma coisa errada, Applejack?” Ela olhou para cima e notou que Twilight estava olhando para ela, com uma preocupação óbvia em seu rosto.

“Sim, tô bem” Ela tentou sorrir, mas seus olhos a traiu.

Twilight olhou para ela. “AJ, você sabe que você é terrível em mentir”

Ela suspirou. “Eu acho que tô com saudades de casa. Sinto falta da Applebloom, Big Mac e a Vovó” Ela pensou na sua fazenda e a sua família.

Twilight olhou para baixo. “Eu acho que todos nós estamos assim. Eu não vi o Spike desde… Há quanto tempo estamos aqui?” Ela se preocupou por causa das cartas para Celestia que ela não pôde fazer. Toda vez que ela aprendia alguma lição nova sobre amizade, ela escrevia e colocava na sua mochila. Mas ela estava ficando sem papel muito rápido.

“Quase 2 meses” Rarity falou imediatamente. “Sweetie deve estar muito preocupada” Ela esperava que sua irmã ficaria com alguém. Com sua única babá despedida, Sweetie não poderia cuidar dela mesma por dois meses.

“Eu aposto que Gummy tá fazendo a festa lá sem mim” Pinkie imaginou ela abrindo a porta e encontrar seu quarto despedaçado, marcas de mordidas em toda parte. A imagem fez ela rir baixinho.

“Tomara que os animais estejam tudo bem sem mim” Fluttershy olhou para Angel, que estava em uma competição de olhar feroz com o Soldier. ‘Ele é um dos poucos que sabe se cuidar sozinho. Oh, tomara que alguém esteja tomando conta deles’

“Bem, a Grande e Poderosa Trixie não tem tempo para se preocupar com casa! Pra que isso, se ela viaja pelo todo o país, fazendo do mundo a sua casa!” Mesmo com seu volume de sempre, ela lançou um olhar incrédulo para baixo. “Silencio… Trixie iria odiar se vesse sua ultima turnê terminar numa certa controvérsia” Ela sacudiu sua cabeça. Todos haviam se acostumado com ela. “E eu aposto que você tá sentindo falta da Scootaloo, Dash”

“Eu acho” Dash disse deprimente, em voz baixa. Na verdade, enquanto ela sentia falta da criança que a tratou como um ídolo, ela percebeu que não tinha tantos motivos como os outros para voltar. Os Wonderbolts e Scootaloo eram mesmo os únicos motivos. Seu coração quase saltou pela garganta quando ela pensou nisso. Mas ela tentou não mostrar isso para os outros. Se havia uma coisa que ela recusaria a mostrar, seria a fraqueza. Para o seu alívio o assunto mudou para algo mais animado.

Derpy estava longe do grupo, com seu caderno novamente. Enquanto os outros conversavam, ela preferiu não deixar os outros vê-la escrevendo. Todos a conheciam como desatenta, ou estúpida, e ela aceitou isso porque não poderia mais mudar. Não naquele momento. Ela sacudiu a cabeça tirando a máscara, que estava personalizada para apenas cobrir o focinho. Ela segurou a caneta na sua boca.

‘Querido diário.

Receio que minhas paginas podem ficar muito grandes para caber nesse diário. Enquanto estou escrevendo, eu chego ao final de 12 ou mais paginas, por isso vou tentar ser mais breve, a fim de prolongar sua longevidade.

Tenho escutado a Sra. Sparkle falando que está tendo dificuldades em compreender as cópias azuis. A parte mais difícil parece ser a compreensão da relação espacial desse universo com o nosso. Porém, parece que descobrimos a localização, tudo o que falta a fazer é adquirir uma grande fonte de energia suficiente para ligar o teleporte. Portanto as cópias azuis foram alteradas para isso.

Os outros começaram a falar de casa. É estranho, eles parecem evitar o assunto quando for possível, tentando puxar a angústia para trabalhar na solução.

Eu sinto tanta falta dela. Meu coração dói muito quando penso que talvez eu nunca vou poder ver a Dinky novamente. É a minha sincera esperança que nenhum mal pode acontecer a ela, ou para mim. Ela precisa de sua mãe…’

Algumas gotas de lágrima mancharam a tinta da folha antes de ela perceber que estava chorando. Ela enxugou seus olhos com seu casco e assinou, fechando o caderno. Quando ela colocou o caderno no chão, ela sentiu uma mão em seu ombro. Ela olhou para cima no vidro refletivo dos olhos do Pyro, que pareciam preocupados. Ela fungou, e deixou o caderno pra lá. Depois de ler pelas páginas, o Pyro acenou com a cabeça solenemente e sentou do lado dela. Pareceu estranho, mas ela se sentiu segura com seu novo amigo. Ela ficou com sono, deixando os estalos do fogo serem a única vista antes de ela adormecer.

——–

“Sra. Pauling, como seus mercenários passaram hoje?” Sra Pauling ouviu a voz atrás dela, com os olhos grudados nas telas mostrando cada lugar de 2-Fort, RED e BLU. A magricela Administradora tomou um trago de seu cigarro.

O de sempre, madame”

“Como se você estivesse com seu entusiasmo de sempre”

“É que eu tive uma longa noite” ‘E que longa noite, hein’ Ela pensou. Ela levantou, deixando a Administradora sentar na sua poltrona de sempre.

“Bem, vá cuidar dos seus deveres. Não estamos te pagando para você relaxar”

“Sim madame” Ela pegou sua prancheta e dirigiu-se ao seu escritório de sempre, com a cabeça tonta. No dia anterior ela estava encarregada de assistir as câmeras, e tinha ouvido a conversa do Sniper. Ela tentou esquecer seus atos naquele dia, não vendo as câmeras, mas assistindo às fitas antigas.

Ela suspirou e olhou para o primeiro item escrito na prancheta. Ela fez uma careta quando ela pegou o telefone e discou. “Sr. Hale?”

“Ah! Isso que é valente, Sra. Pauling! Você está me chamando por causa das novas armas para a temporada?”

“Sim”

“Bem, eu não estou com elas”

“Como assim-“

“Eu acabei com aqueles caras. Bando de preguiçosos, gastaram uma semana para fazer uma espingarda! Os chapéus não são a solução mais fácil?”

“Não Sr. Hale, era pra você estar com as novas armas”

“Ops, desculpe então mocinha, eu não tenho nenhuma”

“Nenhuma?”

“Uma placa de protesto de hippies ajudaria?”

“Acho que sim, mas… Sr.Hale? Sr. Hale?” Ela desligou quando a linha cortou. Ela odiava falar com aquele homem. “Esses pôneis… estão mudando tudo. As rotinas, as pessoas, tudo… Eu não acho que isso vai terminar bem…”

“Sra. Pauling” Seu interfone zumbiu.

“Sim, Administradora?”

“Esqueça tudo o que você está fazendo. Eu tenho outro trabalho para você”

——–

Angel relaxava nas costas de Derpy enquanto ela andava, procurando pelos inimigos. Os dois se tornaram amigos inseparáveis por um simples motivo: não precisavam dizer uma palavra para se comunicar. Os dois trabalhando juntos pendurados, Angel cuidando dos maiores e mais longes alvos e Derpy com os inimigos mais próximos. Ele tirou o capacete sobre os olhos, começando a cochilar. Uma parada repentina o acordou. Ele olhou para cima e viu que estavam na beira da ponte. Ele lançou seu olhar para baixo das pranchas para ver o Pyro inimigo parado do outro lado, olhando para eles. ‘Provocando a gente’ Angel levantou. Ele pegou seu pequeno lançador de foguetes e atirou. O inimigo não se moveu. Só antes do míssil atingir, uma compressão de ar emanou e o míssil mudou seu curso de volta para eles.

Derpy se abaixou rapidamente, o míssil passando sobre sua cabeça. Ela se levantou lentamente. Angel olhou para a marca chamuscada na parede, quando se virou viu um sinalizador o atingindo, colocando-o em chamas. Com o resto de sua força ele puxou o gatilho novamente antes de ele morrer. O inimigo criticou o míssil de volta, mas agora ela estava pronta, puxando o segundo gatilho e mandando de volta para ele.

O inimigo mandou de volta, sem se mover. Derpy retornou para ele, também sem se mover.

Para o inimigo.

Para ela.

Para o inimigo.

Para ela.

O míssil voava pra trás e para frente pela ponte, apenas dois combatentes fazendo nenhum movimento, a não ser o puxar do gatilho. O mundo parecia se mover em câmera lenta quando ela calculava exatamente quando ela puxaria o gatilho.

Ela mandou pela ultima vez. ‘Estou sem munição!’ O inimigo puxou pela segunda vez e o lança-chamas travou. Um olhar de pânico e o Pyro desviou saltando para a direita, o míssil se colidindo na base RED. Um ar de tensão entre os dois pareceu durar uma eternidade. Seu oponente deixou seu lança-chamas no chão e andou atravessando a ponte, nenhuma arma nas mãos.

Ela permaneceu em sua guarda. ‘É um truque’ O Pyro se aproximou ainda mais. Ela ficou confusa quando ele amigavelmente estendeu sua mão para ela. Timidamente, ela o agarrou, e eles compartilharam um firme aperto de mão. O Pyro correu para o outro lado, pegando o lança-chamas e desaparecendo no edifício.

Ela se sentou por um momento, tentando entender o que aconteceu. Quando ela saiu de seus pensamentos, uma pata branca estava acenando na frente de seu rosto. Ela olhou para o Angel nervoso, que pulou nas suas costas e apontou em direção ao edifício. Ela sorriu de baixo de sua mascara e seguiu para frente.