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Tutorial – Source Filmmaker (SFM)

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O Source Filmmaker, também conhecido pela sigla SFM, é uma ferramenta utilizada para criação de imagens e animações com a engine Source da Valve, mesma empresa que desenvolveu jogos como Team Fortress, Portal e Half life.  O programa é gratuito e já vem com diversos cenários, objetos e personagens para produção de animações, mas também permite que usuários importem seus próprios modelos. Pouco mais de um ano depois do seu lançamento, já existem diversas animações criadas por fãs, inclusive de MLP, que já possui uma infinidade de personagens e mapas desenvolvidos para o programa. 

Vídeo de apresentação de MLP ao SFM:

Na primeira parte deste tutorial, aprenderemos a usar os pôneis dentro do SFM, lembrando que é necessário ter o Steam instalado. Se você ainda não o possui, faça o download aqui.

Instalado e criado uma conta no Steam, pegue o SFM.

E por último, você vai precisar dos arquivos que possui os personagens de MLP, chamado MLP_OVERHAUL.

Com o SFM instalado, não o inicie ainda. Primeiro abra o arquivo que contém os materiais de MLP, você vai encontrar duas pastas, uma chamada “models” e outra “materials”, ambas devem ser descompactadas dentro do SFM, de acordo com as etapas abaixo:

Vá em Arquivos de Programas, na pasta STEAM/STEAMAPPS/COMMON/SOURCEFILMMAKER e depois na pasta GAME/USERMOD.  Observe que existe duas pastas com o mesmo nome daquelas que achamos no arquivo de MLP: “materials” e “models”. Você deve jogar o CONTEÚDO correspondente em cada uma delas, conforme ilustra a figura abaixo:

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Resumindo, deve ficar assim, dentro do SFM:

USERMOD/MATERIALS/MODELS/VN_MLP (para os materiais de textura e animação).

USERMOD/MODELS (para os objetos 3D).

Agora abra o SFM, assim que aparecer uma pequena janela, clique em CREATE para iniciar uma nova sessão. A primeira coisa que você deve fazer é carregar um mapa/cenário na janela “Primary Viewport”, para isso, leve o cursor do mouse na janela que contém a frase em vermelho “NO MAP LOADED”, então clique com o segundo botão do mouse. Na janela que abrir, vá em LOAD MAP:

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Vai aparecer uma lista com cerca de 100 cenários para selecionar, eu escolhi um chamado “Koth_harvest_final”, mas pode pegar qualquer outro que preferir. Agora vamos selecionar um pônei para usar no cenário, para isso você deve ir na aba ANIMATION SET EDITOR e depois CREATE ANIMATION SET FOR NEW MODEL:

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Observe que vai aparecer uma pequena janela onde será listado a incrível quantidade de mais de 7.500 modelos prontos para uso. Por ser muita coisa, usar a barra de rolagem para achar aquilo que nós queremos é quase impraticável, então para facilitar a busca, vá no campo FILTER e digite o nome do pônei que você quer a exemplo da figura abaixo, e em seguida, clique em OPEN:

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Antes de continuarmos, você deve ter conhecimento dos comandos básicos e de navegação, algo que ficaria muito extenso para eu desenvolver em texto. Por isso, segue abaixo um vídeo tutorial oficial feito por ninguém menos do que Bay Raitt, um dos desenvolvedores do programa. O vídeo é com áudio em inglês, mas há a opção para traduzir as legendas em português, e é importante você assistir pelo menos esse primeiro vídeo ou os demais tutoriais poderão ficar confusos:

Todos os vídeos oficiais estão disponíveis AQUI, também com a opção de traduzir as legendas para o português. Prosseguindo com o tutorial, veja que há vários pontilhados escuros nos pôneis, que se não forem removidos, sairão nas imagens ou animações que você renderizar. Para retirá-los, clique com o botão direito do mouse e depois RENDER SETTINGS:

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Na pequena janela que abrir, apenas desmarque o campo com o nome AMBIENT OCCLUSION, e o efeito de granulação sumirá:

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CRIANDO ANIMAÇÕES

Para criar animações, sejam elas estáticas destinadas apenas à criação de artes ou comics, seja para um vídeo, você precisa ter conhecimento dos três campos de trabalho disponíveis: o Clip Editor, Motion Editor e Graph Editor. No primeiro, você organiza as animações já criadas, no segundo você gera as animações e no terceiro pode-se editá-las. Desta forma, dependendo do que você for fazer, a primeira coisa é selecionar um desses campos:

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Vamos criar uma pose para a pônei, a primeira coisa a ser feita é levar o cursor do mouse até a árvore de objetos e clicar no nome da personagem:

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Agora clique em MOTION EDITOR ou simplesmente pressione a tecla F3. Feito isso, nós teremos três opções importantes para definir movimentos ou poses: as ferramentas MOVE, ROTATE (a mais usada) e SCREEN:

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A ferramenta MOVE, como o próprio nome já diz, serve para mover o objeto e colocá-lo na região do cenário desejado:

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A ferramenta ROTATE serve exatamente para gerar movimentos, esse é o instrumento CHAVE que deve ser dominado pelo usuário para criar animações:

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Para usar a ferramenta ROTATE em uma parte específica do corpo, você deve segurar a tecla CTRL, ao fazer isso irá aparecer vários pontos brancos no pônei. Esses são exatamente os pontos de articulações, portanto os locais onde podem ser gerados movimentos. Ao passar o cursor do mouse em cima deles, irá aparecer o nome da articulação:

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Conforme mostra a imagem acima, clique na articulação “neck”, a ferramenta ROTATE será ativada nessa articulação. Feito isso, leve o cursor do mouse até a linha vermelha da esfera e arraste-a para a esquerda, com isso ela irá movimentar a cabeça para a mesma direção:

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Basicamente, é assim que se gera movimentos nos pôneis: segurando a tecla CTRL e selecionando a articulação desejada, e depois usando a ferramenta MOVE para ajustar a posição do pônei no cenário. A ferramenta SCREEN tem a mesma função da ROTATE, mas sem focar nas abscissas x,y,z, portanto mais limitada e indicada para situações específicas. 

RENDERIZANDO/SALVANDO UMA IMAGEM

Vá no menu FILE/EXPORT/POSTER, irá aparecer a janela abaixo destinada à criação de imagens:

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Nessa janela, defina o formato da imagem (JPEG, PNG, etc.), e a resolução dela. Na parte chamada “output file”, você pode escolher outro local em que a imagem será gerada, ou simplesmente deixe no modo default. Em seguida, clique em EXPORT POSTER, onde a imagem finalmente será salva:

TESTE

Não deixe de assistir os demais vídeos tutoriais oficiais, que também possuem a opção para traduzir as legendas ao português, o que facilita a todos os interessados em trabalhar com o SFM, de um modo geral. 

Por fim, se você REALMENTE é fã de MLP, não faça nada violento, obsceno ou qualquer outro tipo de conteúdo que desrespeite a série. Já existe muito conteúdo ruim na web, não queira fazer parte disso. Faça a diferença ao invés.

INFORMAÇÕES  TÉCNICAS IMPORTANTES, FORNECIDAS POR HARRISON:

– Exportar um poster com oclusão ambiental ligada (e não otimizada) fará com que a imagem tenha “divisórias” de sombras, com espaçamento respectivo a sua resolução de render (não o tamanho final d poster, mas sim tamanho da sua tela atual)

– Posters não suportam correção de cor. Se você aplicar algum tipo de correção de cor ao seu vídeo dentro do SFM, a unica maneira de salvá-la é criando um único frame de vídeo ou copiando a imagem do Viewport para o clip board

– Em alguns mapas, aparecerão luzes brilhantes coloridas (até em alguns props às vezes), que pode ser facilmente corrigido com o comando -mat_specular 0 em seu console.

– Usar arquivos .bat para iniciar seu SFM pode ser mais eficiente do que lançar pela Steam. Você pode lançar o aplicativo com diferentes linhas de comando e configurações, para poder otimizar a criação e um outro para otimizar o render.

– Para usar mapas de HL2, você precisa descompilá-los e recompilá-los usando os binários do SFM (não é difícil, mas compilação de mapas e é muito demorado e exige uma CPU muito boa).

– Físicas no SFM é algo muito difícil de se reproduzir de modo automatizado. Existem scripts que fazem isso, mas estão em desenvolvimento (porem é legal tentar).

– Nunca execute comandos gráficos no console quando algum mapa estiver carregado, pois ele irá travar seu game completamente.

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Vetorização Automática com o Inkscape

imagem by stabizor

O Inkscape é um software especializado na criação de imagens vetoriais. Por ser freeware, é uma excelente alternativa, por exemplo, ao Corel Draw e Illustrator, devendo muito pouco em termos de recursos. Uma das ferramentas disponíveis é o sistema de vetorização automática, que como o nome já diz, dispensa todo o trabalho manual do usuário, vetorizando a imagem quase que instantaneamente. Vamos agora aprender a utilizar esse recurso.

Curiosamente, existe uma versão modificada do Inkscape chamado Ponyscape, criado por Flutterguy317. O objetivo, segundo a comunidade, não é apenas visual mas também para oferecer novos recursos voltados aos artistas bronies. Caso se interesse por essa versão, ou até mesmo em contribuir no seu desenvolvimento, visite o site: http://ponyscape-vectors.deviantart.com

CRIANDO UM VETOR AUTOMATICAMENTE

Carregue um desenho seu dentro do Inkscape, ou se preferir, salve a SEGUNDA imagem abaixo que será utilizada no tutorial, esse vai ser o desenho que irei vetorizar:

esboço

Observe acima que por ser um desenho feito à mão, está cheio de partes borradas por causa da borracha e alguns contornos claros demais, já que desenhei com grafite 0.5. O problema é que se os contornos estiverem muito claros, o Inkscape pode acabar não conseguindo detectá-los, e consequentemente o processo de vetorização automática poderá apresentar lacunas.

Por isso, antes de vetorizar, é importante aumentar o contraste do desenho, sendo que a cor preta é a mais fácil do programa detectar. Utilize um editor de imagem de sua preferência que possua o recurso de CONTRASTE, e também para remover partes borradas/desnecessárias, veja como ficou a minha depois do tratamento:

contraste

Feito isso, abra o Inkscape e vá em FILE/OPEN, e selecione a imagem tratada. Vai aparecer uma pequena janela perguntando se você quer o trabalho no modo “embed” ou “link”, escolha o primeiro e clique em OK. Se a imagem carregada estiver muito pequena no seu campo de trabalho, segure ALT e gire o botão do meio do mouse para ajustar o ZOOM, outra coisa que você pode fazer com o botão do meio é clicar e segurá-lo para arrastar a imagem.  Agora clique em F1 para ativar a ferramenta de seleção, e então clique na imagem. Ao fazer isso, veja abaixo que há várias setas pretas e pontilhados ao redor do desenho, indicando que ele já está selecionado:

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Agora vá no menu PATH/TRACE BITMAP para abrir essa janela, que é onde se utiliza a ferramenta de vetorização automática:

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Observe que existe duas opções de vetorização: na parte de cima da janela está o “SINGLE SCAN” e logo abaixo o “MULTIPLE SCANS”. No primeiro, o programa fará o desenho todo ser um único vetor, sem camadas ou grupos. Na segunda opção é exatamente o contrário, mas infelizmente não é possível definir quais partes serão grupos ou camadas (cabelo um, olhos outro, etc.), o programa define isso por conta própria. 

O Single Scan leva vantagem por deixar a imagem menos pesada e os vetores com melhor intensidade. Para usá-lo, simplesmente clique em EDGE DETECTION e depois no botão UPDATE, para mostrar em uma pequena janela (preview) como vai ficar a vetorização: 

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Agora clique em OK para iniciar o processo de vetorização automática, no meu PC levou menos de dois segundos para finalizar o trabalho, e este é o resultado:

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Agora vamos ver como ele se sai no MULTIPLE SCANS, clique em GRAYS e depois desative SMOOTH, como indicado na figura abaixo, em seguida novamente em UPDATE e OK:

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RESULTADO:

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Observe que no modo Multiple Scans, a diferença entre os dois ficou quase zero, de qualquer forma, o segundo (da direita) é um vetor. O tipo de lápis utilizado para desenhar também influencia na qualidade do vetor, que no meu caso, sempre utilizo lapiseira 0.5. Provavelmente não é a melhor opção.

De qualquer forma, podemos observar que a vetorização automática ainda não é melhor do que a manual, mas não deixa de ter suas qualidades, além de ser um recurso que tende a evoluir com o tempo e uma mão na roda para quem precisa agilizar seus trabalhos. Para maiores informações sobre o Inkscape, não deixe de consultar os guias oficiais, em português, disponíveis no site do programa: http://inkscape.org/doc/index.php?lang=en

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Novo tutorial para desenhar pôneis

Dica: comece desenhando seguindo o tutorial e depois tente desenhar sem olhar quantas vezes você puder, até ficar parecido com a ilustração acima. Faça isso com todo tutorial que você encontrar. Lembre-se que apenas a prática constante lhe ajudará a aperfeiçoar e desenvolver seu próprio estilo de desenho!

1) DESENHANDO AS FORMAS BÁSICAS

Os pôneis têm as cabeças muito grande, e os corpos ligeiramente na forma cilíndrica. Desenhe um grande círculo para a cabeça e dois pequenos para o torso/tronco. Ajuste o círculo menor (onde vai ficar o flanco), de forma que ele toque o segundo círculo maior situado abaixo da cabeça, a exemplo da figura:

2) CRIANDO AS FORMAS

Adicione um pequeno cilindro para o pescoço/garganta, e algumas linhas guia ao redor do torso (veja na figura abaixo as linhas em vermelho) para ajudá-lo a se orientar na hora de desenhar as pernas. Depois, no círculo menor, faça duas pequenas circunferências levemente ovais lembrando uma gota, para representar o flanco do pônei. Já para as orelhas, faça conforme demonstra a figura abaixo:

3) POSICIONANDO O ROSTO

Pôneis fêmeas possuem um pequeno nariz e olhos muito grandes. A maioria dos pôneis tem os olhos padronizados (com design parecido, variando apenas a cor). Pesquise seu personagem favorito para definir que tipo de olho você quer, mas antes faça as linhas guia tanto para os olhos como para o nariz, a exemplo das linhas em vermelho na figura:

4) DESENHANDO O ROSTO

Pôneis possuem nariz pontiagudo que faz uma curva entre o pescoço e a parte inferior da cabeça, além de uma curva muito acentuada para definir a boca, e cílios muito grandes:

5) DESENHANDO AS PERNAS

As pernas dos pôneis possuem formas extremamente simples. Desenhe um cilindro meio curvado (veja as linhas vermelhas abaixo, em ambos os lados as curvas devem estar na mesma direção) e certifique-se de que o cilindro seja mais largo na parte inferior, próximo do casco do que na superior, perto do ombro. Geralmente, os pôneis de MLP não possuem cascos desenhados. Já para as pernas traseiras, adicione uma curva na parte de trás do joelho para representar o conjunto flanco/perna. Observe na figura abaixo que você começa desenhando as pernas de trás bem na extremidade inferior dos círculos em forma de gotas (que são os flancos).

6) COMO DEVE FICAR O DESENHO ATÉ AQUI

Veja abaixo que muitas mudanças deverão ser feitas nessa etapa, a partir daqui serão feitos os contornos do pônei.

7) DESENHANDO OS CONTORNOS

Siga suas linhas guia para conectar as formas desenhadas até agora. Observe que não há nenhuma junta nas pernas da frente, é como se elas fossem uma só, diferente das traseiras que possuem uma pequena saliência na parte de trás, situada entre o flanco e parte inferior da perna. Adicione uma pequena curva no meio da orelha, e faça a parte de trás da cabeça (nuca) um pouco menos curvada (veja que a linha preta está um pouco mais afastada da azul). Adicione grandes pupilas para os olhos, e um ou dois pequenos pontos brancos que irão representar os brilhos deles.

8) LIMPANDO O DESENHO

Apague as linhas guia do esboço, veja abaixo como deve ficar:

9) DESENHANDO O CABELO/CRINA E CALDA

Na figura abaixo, o autor escolheu uma forma bem complexa para o cabelo, cheio de curvas. Observe que a crina tem que passar a ideia de volume, então a parte superior do cabelo (contorno de cima) deve ser desenhado afastado da cabeça, enquanto que a linha inferior (contorno debaixo) deverá “invadir” um pouco o interior da cabeça, passando pela testa (veja abaixo).

10) FINALIZANDO A CRINA

Observe que a linha do contorno da cabeça, na região da testa ainda está visível e essa parte deve ser apagada, assim como na parte de trás do pescoço.

11) LIMPANDO E COLORINDO OS CONTORNOS

O autor coloriu as linhas em azul usando um editor de imagem (que pode ser o  Photoshop, SAI, Gimp, etc). Não é necessário se você for desenhar somente no modo tradicional (com lápis de cor).

12) COLORINDO O DESENHO

Escolha uma cor de sua preferência, o autor escolheu azul com olhos verdes. A maioria dos pôneis não possuem variações de cores na pele, sendo geralmente apenas uma cor, mas nada impede de criar um pônei malhado, por exemplo.

13) ADICIONANDO SOMBREAMENTO

Os pôneis de MLP não possuem muito sombreamento, então apenas escureça um pouco a perna direita traseira para gerar efeito de profundidade. E adicione faixas em tons escuros e claros para os olhos, que vai passar a ideia de brilho com variação de luzes (gradiente). Não precisa ser igual ao do autor, ele exagerou na quantidade de tons.

14) A MARCA ESPECIAL

Como já é de conhecimento de todos, as marcas especiais denotam a personalidade dos pôneis, assim como seus talentos, interesses e hábitos. Normalmente as marcas não possuem contornos e podem ou não combinar com a cor do pônei. No caso do desenho do autor, está combinando com a cor dos olhos, mas existem exceções, como por exemplo Applejack, cuja cor de sua marca especial (três maçãs) não combina com o resto do corpo dela.

Autor: LazyCat

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Tutorial: escrevendo fanfic!

 

O Fandom brasileiro de MLP pode até ser recente, mas já possui o porte de várias comunidades estrangeiras criadas há muito mais tempo. Um exemplo disso é a quantidade de materiais elaborados por fãs que já pode ser encontrado, como comics, artes, histórias, dentre outros. No entanto, quando o assunto é fanfic, às vezes pode haver dificuldades para o autor transmitir as ideias de seu conto. Para auxiliar os escritores, o bronie Grivous elaborou um ótimo tutorial que irá ajudar a todos que queriam escrever uma fanfic, mas não sabia por onde começar. Boa leitura!

Autor: GRIVOUS

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Venho por esse tópico para tentar ao máximo auxiliar e orientar os futuros escritores que anseiam em escrever um conto simples como uma fanfic.
Primeira coisa que devemos nos perguntar: O que é uma fanfic?

Fanfic é a abreviação do termo em inglês fan fiction, ou seja, “ficção criada por fãs”, mas que também pode ser chamada do Fic. Trata-se de contos ou romances escritos por terceiros, não fazendo parte do enredo oficial dos animes, séries, mangás, livros, filmes ou história em quadrinhos a que faz referência, ou uma história inventada por eles. Os autores dessas Fics são chamados de Fictores.” – Wikipédia

Uma fanfic é um mero conto literário, feito por fãs para fãs. Fãs que compartilham pelos mesmos interesses de histórias e personagens conhecidos.
Assim como um livro, a fanfic aborda mundos e universos que você acha interessante que em seu show favorito tome um rumo diferente do que é de costume. Aquela vontade de fazer com que certo leitores se emocionem com o que você está escrevendo; que se envolvem com os personagens que você escolheu ou que você inventou; que se choquem com a sua forma de se expressar em seu conto. É você chamar atenção do leitor e, ao mesmo tempo, expressar o que você sente para ele sentir o mesmo que você.
Fanfic é uma forma literária de você se expressar o que você sente. É uma idéia que você quer compartilhar com outros que pensam na mesma coisa. É interagir com os pensamentos dos leitores, fazendo eles acreditar no que escreve. É a arte de fazer filmes… com palavras.
Se você sente aquela vontade de se expressar, mas não sabe desenhar, cantar, ou mesmo tocar um instrumento, aqui você tem chance de se destacar.
Se você está preparado para escrever uma fanfic, leia as dicas abaixo para orientar-se e pôr a mão na massa.

Como planejar sua história:

=> Escolha de Personagens:

A escolha de personagens parece ser uma etapa fácil para crianção do seu primeiro conto, mas sinto dizer que não é.
É uma etapa difícil, mas é mais fácil do que criar o seu próprio.

A escolha de personagens já criados do show involve compreensão de suas ações e de suas principais características para fazer um diálogo fluir naturalmente como uma nascente de um rio.
Ao escolher um personagem(ou mais), várias perguntas tem que se feitas a si mesmo para compreender o personagem e o que ele tem a oferecer a sua história:
“O que ele faz?”, “Quais suas características?”, “O que faz ele ser diferente dos demais?”, “Quais são seus medos?”, “Quais são seus desejos?”, “Ele é engraçado ou sério?”, “Ele é extremamente tímido ou abertamente extrovertido?”, “O que ele gosta?”, “O que ele não gosta?”, e várias outras que você irá se perguntar conforme “mergulha” fundo em seus pensamentos e em sua essência.

Com isso, poderá compreender o que o personagem possivelmente fará no ato seguinte, sem forçar a história para a cena acontecer.
Poderiamos usar, como exemplo para um curto diálogo, a Pinkie Pie e a Applejack.

Pinkie Pie é uma personagem alegre, sempre disposta a ajudar os outros e fazerem eles sorrirem, não importa como. Está sempre sorrindo e rindo. Em seus diálogos envolve assuntos aleatórios e dinâmicos, a ponto de confundir as pessoas por mudar quase sempre de assunto. Ela adora cantar, não importa o tipo de música, o que ela quer é fazer outros personagens sorrirem.

Applejack é uma personagem séria e carismática. Quando o assunto é trabalho e confiança, ninguém a supera. Num jeito bem interior e chamativo, ela orienta seus amigos com histórias cativantes e é sempre a primeira a dar o primeiro “casco” para ajudar alguém em dificuldades. Ela acredita que, através do trabalho duro e da confiança de seus amigos, pode-se conseguir tudo e um pouco mais.

Podemos seguir com um curto diálogo? Um exemplo segue-se abaixo:

Exemplo de uma Cena Escreveu:Rancho Maçã Doce, uma típica fazenda do interior, com sua horta quase infinita de macieiras prontas para serem colhidas de seus galhos. Uma família unida e esforçada mora neste pequeno pedacinho de terra, composta por quatro membros.
Applejack, um dos membros dessa família, saia de seu conforto para começar a sua rotina de trabalho: Colher maçãs.
O sol estava se erguendo no horizonte, apenas um pônei estava sendo aquecido naquela manhã por aquele sol. Applejack era um pônei responsável, ela sempre amou o que faz. Nunca se atreveu a reclamar ou amaldiçoar a vida que possuía. Ela era feliz, e isso era o que importava para ela. Colher maçãs; fazer doces com essas maçãs ao lado de sua avó e de sua irmã pequena; servir essas delícias aos seus amigos; ver seus rostos alegres apenas por saborear a essência de seu esforço e dedicação ao que faz.
Ela suspirou, sentindo o ar úmido e gelado da manhã. Os raios solares de Princesa Celestia esquentava seu corpo, e o vento frio batia em seu rosto. Já era hora.
Applejack trotou até a árvore carregada mais próxima. A mesma já tinha os cestos postos para juntar as maçãs que iriam cair. Num giro com o corpo, Applejack fica de costas para a árvore. Calculando o ponto exato para acertar o troco sólido da planta, ela apoia seu peso em suas patas fronteiras e ergue seus cascos traseiros no ar, ganhando impulso para o impacto. Essa concentração de força e equilíbrio era essencial para exercer uma força suficiente para apenas cair as maçãs maduras, sem misturar com as que ainda precisam amadurecer para serem apreciadas. Concentração… e equilíbrio.

“EI, APPLEJACK!”

“HÃ?! QUÊ?!” ▬ Applejack se desconcentrou e acabou dando um coice forte demais na árvore. A árvore sacudiu muito e, como uma chuva passageira, caiu todas as maçãs em cima dela.
A pônei que apareceu de repente, quebrando sua concentração, era rosa. Quando ela viu o que aconteceu, não se segurou.

“UAU! Como você é forte, Applejack! Numa única pancada, caiu todas essas maçãs?! Que massa!! Você faz isso com todas as macieiras da fazenda? Deve dar um trabalho que só! Imagina! Tirar TODAS essas maçãs de suas árvores, catar TODAS essas maçãs para o celeiro, selecionar TODAS essas maçãs para separar as bonitinhas das feiosas e as feiosas das bonitinhas, entregar TODAS essas maçãs para–”

Applejack ergue sua cabeça no meio das maçãs caídas, algumas ainda ficam empilhadas em cima de seu chapéu. A pônei rosa teve uma pontada. Tentou segurar o riso, mas foi em vão.

“HAhahahaha! Você parece a Carmín Quitanda! Hilário! Hahahaha! Se bem que a Camín Quitanda usava bananas na cabeça ao invés de maçãs. Espera! Ela também usava abacaxis, se me lembro bem. Ai! Era difícil prestar atenção em sua cabeça se o que chamava mais era os seus cascos, né?! Nunca vi um pônei sambar tanto como ela! Digo, já vi, sim, mas nunca vi alguém sambar tanto para tantos pôneis como ela!” – Ela tomou um fôlego de emoção, teve uma idéia brilhante – “E se eu começar a sambar para os novos pôneis que chegarem a Ponyville?!! Caraca, vai ser demais!! Eles vão ficar tão alegres e vão querer aprender a sambar comigo e… mas… eu não sei sambar! Preciso de alguém que me ensine! É isso! Vou procurar alguém para me ensinar, e, só assim, vou poder ensinar aos outros, que esses que aprenderam vão ensinar aos outros, que os mesmo vão ensinar os outros, que vão ensinar os outros, que vão ensinar os outros, que vão ensinar os outros, que vão ensinar os outros, –”

“AHH! QUÊ QUI SÊ QUÉ, CRIATURA?!” ▬ Applejack não aguentava mais o falatório da pônei rosa. Ela tinha coisas mais importantes para fazer. – “Num vê qui tô trabaiando?!”

“Sério? Parecia que você estava sendo soterrada por maçãs…”

Applejack gruniu e puxou seu chapéu para baixo, tentando tapar seus ouvidos.

“Afe, Applejack! Mau começou o dia e já tá nervosa, bufando tudo e todos? Acredito que seja pelo excesso de trabalho. Já pensou em tirar férias?”

“Apenas mi diga o qui qui cê qué, Pinkie… Qui qui cê vêio fazê aqui na fazenda à essa hora da minhã?”

” “O que eu vim fazer aqui?” Hm….” ▬ Pinkie coçou o queixo, pensativa ▬ “O que eu vim fazer– AH! Lembrei! Vim aqui de dar um bom dia!”

Silêncio. A pônei laranja ficou encarando a pônei rosada.

“Hã… Cumé?”

“É! Vim aqui te dar um bom dia!”

“Só isso?”

“Sim, só isso! Ah! E bom dia, Applejack!” ▬ E Pinkie virou as costas e saiu saltitando alegremente de volta para vila.

Applejack ficou alguns segundos olhando para a pônei rosada. Seguido de um grunido exausto, jogou-se em cima das maçãs caídas. ▬ “Ai, Celestia… Será um dia looongo…”
O céu, aos poucos, adquiria o tom azul celeste. O sol já aparecei por cima das montanhas. Enquanto Applejack olhava para as nuvens, um cisco azul rápido passou em sua frente, deixando um leve rastro de arco-íris por trás.

“Tá dando mole, Lydia?! Mexe esse flanco gordo aí que vai esmagar essas maçãs!!”

Applejack levantou-se da maçãs rapidamente e berrou alto, ▬ “Már mi dêxa, diacho!”.

O cisco azul saiu gargalhando, apenas deixando para trás um rastro colorido.

“Már será o impossívêr qui toda Êquéstria resorveu acordá cedo hoji?!! Arrê!!” ▬ Virou as costas, bufando, e andou até a colheita de maçãs.

Para escrever o “▬” em um texto, basta segurar o “Alt” e escrever “22” em seguida.

Alt + 22 = ▬

Nessa curta cena demonstrou os defeitos principais das personagens. Pinkie Pie, por ser alegre e energética, seu descontrole em falar demais e o que não é necessário faz os outros perderem a paciência, aponto de tentarem não ouvir mais ela.
E Applejack, por ser uma pônei esforçada e trabalhadora, seu nervosismo e impaciência flui quando não levam seu trabalho a sério ou quando o interrompem. Com isso, ela acaba ficando nervosa, até mesmo irritada com isso.
Mas não quer dizer que os personages são ruins ou só tem má qualidades. Você decide o que acrescentar neles. Demonstrar defeitos neles farão parecer mais reais, mais vivos. Todos tem defeitos, ninguém é perfeito. É nesses defeitos, e nessas qualidades, que nos fazem únicos. Assim como os personagens que você escolhe ou que você cria.

=> Criação de Personagens:

O primeiro passo para a criação de personagens é algo que já tocamos bastante lá em cima: pessoas (ou pôneis com personalidades humanas, e vice-versa) tem vantagens, defeitos e manias; estes três itens são indispensáveis.
Caso se sinta mais à vontade criando alguém parecido com você, vai na fé. É até mais fácil e economiza uma quantidade enorme de tempo para a criação. Mas o problema vem em seguida: se você tira todas as características suas, vai sobrar muito pouco para adicionar nas outras personagens.

Ironicamente, é muito mais fácil criar uma boa quantia de personagens se você pegar suas características e dividí-las igualmente. Você é conhecido por ser teimoso, falta de inocência, ser bom com as pessoas, ser extrovertido, ser aventureiro, ter a cabeça quente e falar demais? Que bom! Significa que você pode criar sete personagens diferentes usando apenas suas características!

Quando faltar características para outros personagens que você queira criar, pode-se usar personalidades de amigos(as), ou até mesmo conhecidos(as). Pegue tudo que sabe sobre eles(as) e divida nas personagens; há algumas características em comuns que não precisam ser repetidas, mas quanto mais diversificado, melhor; sem cair em contradição, claro.

É bom deixar claro que “características” ou “personalidades” engloba VANTAGENS, DEFEITOS e MANIAS! E não apenas uma delas.
Se algum dos seus amigos tiver traços, por exemplo, de TOC (Transtorno obsessivo-compulsivo) e sua história for de comédia, você tem uma das coisas que farão os leitores rirem, bastando usar sem exageros.

Toda a fórmula dita acima trata a solução de um dos maiores problemas vistos em personagens de fics: os(as) “Mary Sues”.

Personagens “Mary Sues” é toda personagem “perfeitinha” demais, aquela que não tem defeitos, não tem manias ou desvantagens, que é amada por todo mundo, que é bom em tudo.
Uma personagem esforçada é ótimo, uma Mary Sue não.

Na escolha de raças de pôneis, há as seguintes que são determinadas oficiais: Pégaso, Unicórneo, Terrestre, e Alicórneo.

Pégasos são pôneis com asas. Podem voar livremente pelo céu, até as alturas mais altas e em grande velocidade. É uma raça bem atlética e tudo o que eles querem é adquirir velocidade e mais velocidade para voar.
Muitos pégasos tem a personalidade ou característica principal de ser impaciente. Com ele, tudo tem que ser rápido, nem enrolação ou corpo-mole. Se algo não for direto e de seu interesse, ele simplesmente ignora e foge em procura de algo interessante para fazer.

Unicórneos são pôneis que possuem um chifre em suas testas. Esse chifre tem habilidades místicas de executarem magias como de levitação, teleporte e até viagens no tempo! São muito inteligentes e tentam resolver seus problemas de forma mais lógica possível. Por usarem magia para qualquer tipo de afazeres pessoais, são mais conhecidos por serem seres graciosos e elegantes. Não são muito de usar a força bruta e preferem permanecer com os “pés-no-chão”. Tem uma personalidade forte(independente do que for) e expressam de forma deliberada quando a tensão e o nervosismo forem grandes ou algo sai errado do que planejara.

Terrestres são pôneis normais, que não possuem asas, nem chifres mágicos. Por serem incapazes de voar ou de usar magia, suas vantagens são sua força e velocidade. Por treinarem mais coices e correrem em grande velocidade do que Pégasos(que treinam apenas seus vôos e os músculos de suas asas) e Unicórneos(que treinam suas magias e suas inteligências com leituras e memorização de magias), são mais fortes e mais rápidos que ambos. São mais esforçados em conseguir o que quer por pôrem mais “mão-na-massa” e não dependem de asas ou magias para fazerem coisas mais simples ou complicadas para eles. Por terem emoções ou impulsos mais controlados que muitos Unicórneos e Pégasos, são facilmente vistos como pôneis pacientes e muito educados. Mas isso varia de personagem a personagem.

Alicórneos são pôneis com asas e chifres. Eles são a representação das três raças principais unidas: Pégaso, Unicórneo e Terrestre. Assim como possui várias vantagens e qualidades dos três, também possuí suas desvantagens e defeitos. É impossível ter tudo de cada. Dificilmente um Alicórneo é forte como um Pônei Terrestre se ele treinar apenas vôo ou é inteligente como um Unicórneo se ele não estuda.
Suas características ou personalidades são um pouco misturadas já que pode possuir a paciência de um Terrestre e a impaciência de um Pégaso. Definir suas características e personalidades; vantagens e desvantagens; qualidades e defeitos; ficam totalmente ao seu critério.
Alguns autores vêem Alicórneos como Divindades, seres divinos. Dificilmente se vê Alicórneos como cidadãos ou habitantes normais de cidades(grandes ou pequenas). Por serem a unção das três raças, numa união harmônica, possuem um diferente papel nas histórias do que as outras três raças comuns.

Obs: Quer criar um alicórnio? Nada lhe impede, só que a depender da história, a existência de tal alicórnio será “conveniente demais”, deixando tudo “muito fácil”, então é bom pensar não incluí-lo em situações que ele é “útil demais”.
Como, por exemplo, seu grupo de personagens de Pôneis Terrestres e um Alicórneo estão presos em um desfiladeiro e não conseguem subir. O Alicórneo poderia levar um por um em suas costas ou usar sua magia para teleportá-los até o topo do desfiladeiro.
É essa uma das razões do porque de personagens principais que são terrestres(no sentido “pé-no-chão”) por facilitarem e muito as coisas para a construção de situações e momentos críticos para os personagens superarem durante o desenvolvimento da história.

Criou um personagem? Ótimo, agora não tire a essência desta sem nenhuma razão! Esse erro é estupidamente comum e condena em diversas histórias.
Tem uma personagem tímida e fraca? Não a faça ser extrovertida e forte sem nenhuma explicação convincente, ou seus leitores não aceitarão tão facilmente.
Crie seus personagens de um jeito, atentando a todas as suas características. Lembrar que eles são mutáveis, mas não mutantes, e deve saber usá-los da forma mais aceitável possível. Parece o óbvio, mas em muitas obras isso não segue nem mesmo tal óbvio.

=> Ambiente:

A localização do ambiente não é necessária ser tão óbvia assim; ela pode servir como uma espécie de mistério(descrição dos locais sem identificação, pensamento em conjunto com os personagens) e, às vezes, é necessário que o leitor não saiba mesmo onde o personagem está. Por exemplo: um personagem foi abatido e acordou enquanto era carregado. É óbvio que você vai descrever tudo que ele vê e todo lugar por onde ele passa, mas nem sempre é bom falar onde está acontecendo, ou boa parte da essência cai para fora.
O ambiente pode ser descoberto junto com o personagem, descrevendo aos poucos os itens ou objetos de cena que ele vê no cenário presente. O estilo varia de autor pra autor.

=> Tempo e Espaço na História:

Não apenas é ideal saber do tempo em que se passa a história, como também não se deve cometer deslizes em relação a ele. Se a história se passar somente em Equestria, é tudo mais fácil, por conta de que o passado é bem parecido com o presente em My Little Pony, exceto algumas coisas como a de que anos atrás não existia Ponyville e há mais de 1000 anos atrás, quando Luna não havia sido banida na lua, não existia Equestria. O resto é liberdade total até que vire Canon(oficial) e isso ainda depende da vontade do escritor de realmente se basear em “canonices”. O resto é pura e livre liberdade.

Mas se envolver o mundo humano, precisa saber de trocentas coisas, como as vestimentas da época, a tecnologia, a forma de agir de homens e mulheres, as modas da época… e por aí vai. Se passar no presente, ainda possa ser que cometa o erro de “tecnologias ultrapassadas”, mas é mais difícil. Sendo um conto de época, precisa retratar bem a época que deseja descrever em sua história.

Obras que retratam a antiga Equestria são ótimas, porque não há quase nada Canon(oficial). Se o problema for a liberdade, pois vai ter, e muita, caso se apegue a isso. E é o que recomendamos para escritores que não querem limitações e, ao mesmo tempo, não gostam de criar uma “dimensão paralela” ou “portais tridimensionais”.

Organização Textual:

=> Narração:

Narração é um tipo de texto que relata uma história real, fictícia ou mescla dados reais e imaginários. O texto narrativo apresenta personagens que atuam em um tempo e em um espaço, organizados por uma narração feita por um narrador.
Tudo na narrativa depende do narrador, da voz que conta a história.

Tudo depende do tipo de narrador que você representa na e durante a história. No caso, podemos tentar identificar o seu tipo de narrador. Os mais comuns são: Narrador-personagem, narrador-observador e narrador-onisciente.

O narrador-personagem conta na 1ª pessoa a história da qual participa, além como narrador, também como personagem.
Ele tem uma relação íntima com os outros elementos da narrativa. Sua maneira de contar é fortemente marcada por características subjetivas, emocionais. Essa proximidade com o mundo narrado revela fatos e situações que um narrador de fora não poderia conhecer. Ao mesmo tempo, essa mesma proximidade faz com que a narrativa seja parcial, impregnada pelo ponto de vista do narrador e do personagem.
O tempo verbal(passado ou presente) na narração varia de autor para autor, fica ao seu conforto escolher.

Exemplo de narrador-personagem:

Citar:”Celestia, minha guia. Como vim parar nessa floresta? Essas árvores altas podem estar cheias de criaturas horripilantes, devo sair de perto delas o mais rápido possível! Mas do que me adianta afastar dessas plantas gigantes se há essas crateras odiundas pelo chão? Valei-me, minha princesa, como queria sair dessa floresta! Floresta suja e imunda.
Não consigo me lembrar de muita coisa. Nem de como vim parar aqui e muito menos de por quê estou aqui. Eca, essa lama mole pelas minhas patas brancas não me deixam me concentrar. E esses galhos se batendo uns nos outros não param de me chamar atenção. Sempre penso que pode haver alguma morcego, cobra, ou mesmo uma onça para me atacar! Pelo amor de Celestia, me ajude! Quero encontrar o caminho para fora desse mato assustador!”

Neste exemplo, o narrador-personagem demonstra o estado de pânico do personagem. Ele descreve o tempo todo que quer sair dessa floresta e o quanto está com medo de ficar sozinho dentro dela, a ponto de clamar por ajuda, mesmo que seja por ajuda de Celestia, sua princesa.

O narrador-observador conta a história do lado de fora, na 3ª pessoa, sem participar das ações do personagem. Ele conhece todos os fatos e, por não participar deles, narra com certa neutralidade, apresenta os fatos e os personagens com imparcialidade. Não tem conhecimento íntimo dos personagens nem das ações vivenciadas.
O tempo verbal(passado ou presente) na narração varia de autor para autor, fica ao seu conforto escolher.

Exemplo de narrador-observador:

Citar:”Joe andava, cada vez mais, em busca de abrigo. Tudo que conseguia ver era a grande neblina em sua frente, que não permitia a visão de nada mais do que dez metros.
Em sua face era possível notar o medo que sentia; estava sozinho, com frio e com fome. Não sabia onde estava e nem sabia se chegaria a algum lugar.
Repetia aquele processo há horas; não sabia se estava andando em círculos ou se estava em algum campo aberto, mas estava prestes a desabar e desistir de tudo que buscava.
Ouviu um barulho. Era o primeiro som que ouvira há horas e não era nada bom.
Queria fugir, mas suas pernas não respondiam. Estava mais empacado do que um jegue.
Sentia que o responsável por aquele barulho assustador estava cada vez mais perto.
Era o fim?”

Neste exemplo há uma grande quantia de mistério e a narração serve bastante para ajudar o leitor a vivenciar a cena. Fazendo o leitor sentir a mesma dúvida e tensão que o personagem, mas de forma imparcial.

O narrador-onisciente(comumente conhecido como “Narrador Deus”), varia o uso da 3ª Pessoa com 1ª pessoa, há momentos narrativos que descreve como 3ª, outros como 1ª. Esse narrador conhece todo o pensamento de todos os personagens, sabe onde tudo está acontecendo, como está acontecendo e por quê está acontecendo, além de conseguir mostrar coisas que os personagens não tem acesso, como uma armadilha mais a frente. Tem também o narrador que está lá em terceira pessoa e é mais como um personagem “invisível”. Nesse caso o que você fará será a descrição de tudo o que os personagens estão vendo e, a depender da ocasião, nem de tudo assim.
O tempo verbal(passado ou presente) na narração varia de autor para autor, fica ao seu conforto escolher.

Exemplo de “Narrador Deus”:

Citar:”Joe andava, cada vez mais, em busca de abrigo. Tudo que conseguia ver era a grande neblina em sua frente, que não permitia a visão de nada mais do que dez metros.
Ele sentia medo, não sabia o que veria. Não sabia onde estava e nem sabia se dormiria em alguma cama naquela noite.
Provavelmente o seu medo aumentaria se soubesse que estava indo em direção a uma aranha gigantesca, que não gosta nem um pouco de visitantes. Sua última alimentação aracnídea foi há algumas horas e estava bem disposta a comer corpos consideravelmente grandes e bem frescos, para azar de Joe.
Ele também não sabia que, se resolvesse seguir a leste, encontraria um abrigo confortável e aquecido, em que seu dono é conhecido por ser bastante dócil.
Aquele nevoeiro não passaria tão cedo também; se fosse morto naquela ocasião, dificilmente achariam seu corpo, se é que sobrasse alguma parte dele para contar história. Seria devorado rapidamente e sem muita chance de gritar, sendo que sua voz não seria ouvida por ninguém que pudesse ajudá-lo.
E aquilo era o mais provável de acontecer.”

Neste exemplo, o mistério é completamente anulado; o narrador é direto, retrata todo o arredor e o triste e provável futuro que Joe terá.

Aí viria uma das possíveis perguntas: Qual é a narração certa, a correta?

Simples: Nenhuma delas.
Não existe “narração certa” e, sim, a adequada.

Em “Admirável Mundo Pônei”, fanfic do usuário Fluttershy, usa uma mistura; o narrador não é onisciente e nem onipresente; ele é apenas onisciente na maior parte da narração, mas pode passar a ser em terceira pessoa, saindo da primeira pessoa(assim como ocorre em “Narrador Deus”). Isso não é uma redação, então o escritor tem completa liberdade para escrevê-la.

Ainda assim existem dois grandes problemas que não podem ser cometidos em nenhuma das três ocasiões (narrador-onisciente, narrador-personagem e narrador-observador) no quesito “ambiente”:

O primeiro problema é esquecer de descrever algo de grande importância; os personagens tem o total direito de não notarem em tudo, mas o narrador não pode fazer isso se for necessário que algo seja perceptível para o bem da história.

O segundo problema é exatamente o inverso: a descrição de “enrolation” de coisas desnecessárias ao redor.
Que tenha uma vela caída em uma das mesas, um pedaço de carvão jogado perto da lareira ou uma mosca que pousou em cima do frango do jantar; a pergunta é: É relevante? É necessário? Vai mudar alguma coisa na história? Se não, você tá cometendo a velha “encheção de linguiça” e se busca isso apenas para deixar o texto maior, está agindo errado, muito errado.
Você até pode fazer esses detalhes oriundos caso sua história necessite esses detalhes para transmitir emoção, mas sempre no bom senso e sem exagero. Se não, o texto fica muito parado e cansativo de ler.

Mas há uma coisa que pode ser adicionado aqui também: o fato da importância da narração.

Por quê é importante a narração e a descrição em uma Fanfic?

Fluttershy(membro e moderador deste fórum) comentou uma vez no tópico da fanfic da membra Rari3(ou Rarity), “Eu Quero Acreditar”, algo bem simples: “diálogos são bons, pensamentos melhores ainda e narração é o suprassumo”.
Porque é isso mesmo. Um dos maiores erros que escritores cometem é encher de diálogos e acharem que está suprindo. Não, não está. Ao mesmo tempo que a narração, às vezes, pode ser exagerada; nenhum dos extremos é bom.

=> Descrição:

Descrever é caracterizar alguém, alguma coisa ou algum lugar através de características que particularizem o caracterizado em relação aos outros seres da sua espécie. Descrever, portanto, é também particularizar um ser. É “fotografar” com palavras.

No texto descritivo, por isso, os tipos de verbos mais adequados (mais comuns) são os verbos de ligação(SER, ESTAR, PERMANECER, FICAR, CONTINUAR, TER, PARECER, etc.), pois esses tipos de verbos ligam as características – representadas linguisticamente pelos adjetivos – aos seres caracterizados – representados pelos substantivos.

Ex. O pássaro é azul.
1 – Caractarizado: “pássaro”
2 – Caracterizador ou característica: “azul”
O verbo que liga 1 com 2 : “é”

Num texto descritivo podem ocorrer tanto caracterizações objetivas (físicas, concretas), quanto subjetivas (aquelas que dependem do ponto de vista de quem descreve e que se referem às características não-físicas do caracterizado).

Ex.: Paulo está pálido (caracterização objetiva), mas lindo! (carcterização subjetiva).

A descrição vem junto com a narração e é de fundamental importância também. Assim como a narração e diálogos, o exagero também não é bem-vindo. Óbvio que muitos autores não iriam concordar com isso, como o próprio Tolkien, que escreve muito, mas leva três a cinco páginas para descrever o formato de uma montanha ou que tal personagem subiu a colina(!), mas aí é mais questão do público-alvo: a maioria das pessoas prefere uma descrição mais branda, do tipo que sirva o suficiente para identificar o que está lá; outros preferem um pouco mais que isso, mas sem exagero, com “enrolation” ou “Tolkienismo”.
Apartir daqui dá para tirar a decisão final.

Mas o que podemos dizer de antemão é que a descrição é MUITO importante na/para história e esta só acontece se houver narração. Justamente, por conta disso, que o excesso de diálogos não é legal. O autor NUNCA deve usar o diálogo excessivo visando escapar da narração, até porque torna a leitura rápida (obrigatoriamente rápida) e confusa pois, se sabe o quê tais personagens falaram, mas não sabe quem está fazendo o quê, dando idéia que os personagens conversam um com o outro parados, sem se mexerem.

O uso excessivo de diálogos se torna aceitável somente se as coisas estiverem acontecendo muito depressa, como uma perseguição ou qualquer coisa que contenha adrenalina. Mas, ainda assim, a narração prevalece, mesmo que seja apenas três ou cinco linhas de narração e/ou descrição.

=> Como identificar um texto narrativo e um texto descritivo?

Eis um exemplo de um texto que tirei do nossa curta histórinha com Applejack e Pinkie Pie lá no começo, em “Escolha de Personagens”:

Citar:“Rancho Maçã Doce, uma típica fazenda do interior, com sua horta quase infinita de macieiras prontas para serem colhidas de seus galhos. Uma família unida e esforçada mora neste pequeno pedacinho de terra, composta por quatro membros. <= Isso ?? uma descri????o>
Applejack, um dos membros dessa família, saia de seu conforto para começar a sua rotina de trabalho: Colher maçãs.
O sol estava se erguendo no horizonte, apenas um pônei estava sendo aquecido naquela manhã por aquele sol. <= Isso ?? uma narra????o> Applejack era um pônei responsável, ela sempre amou o que faz. Nunca se atreveu a reclamar ou amaldiçoar a vida que possuía. Ela era feliz, e isso era o que importava para ela. Colher maçãs; fazer doces com essas maçãs ao lado de sua avó e de sua irmã pequena; servir essas delícias aos seus amigos; ver seus rostos alegres apenas por saborear a essência de seu esforço e dedicação ao que faz. <= Isso ?? uma descri????o>
Ela suspirou, sentindo o ar úmido e gelado da manhã. Os raios solares de Princesa Celestia esquentava seu corpo, e o vento frio batia em seu rosto. Já era hora.
Applejack trotou até a árvore carregada mais próxima. A mesma já tinha os cestos postos para juntar as maçãs que iriam cair. Num giro com o corpo, Applejack fica de costas para a árvore. Calculando o ponto exato para acertar o troco sólido da planta, ela apoia seu peso em suas patas fronteiras e ergue seus cascos traseiros no ar, ganhando impulso para o impacto. Essa concentração de força e equilíbrio era essencial para exercer uma força suficiente para apenas cair as maçãs maduras, sem misturar com as que ainda precisam amadurecer para serem apreciadas. Concentração… e equilíbrio.[size=x-small]<= Isso ?? uma narra????o>

=> Dinamicidade:

“Dinamicidade” vem de “dinâmico”, que se refere ao movimento, a energia, o troca-troca.
Quando você faz trocas de cenas para outras que estavam acontecendo no mesmo momento ou horas mais tarde depois do ocorrido, ocorre uma dinamicidade entre cenas e acontecimentos, deixando a história mais dinâmica, mais envolvente.

Cortes temporais são ótimos para descanso do leitor E do escritor, pois não são todos que tem a capacidade de escrever um capítulo em uma sentada e o interrompimento de uma escrita aleatoriamente causa grandes chances de uma variação positiva na qualidade da escrita.
Para o leitor, funcionam como um momento de pausa. Óbvio que toda divisão de capítulos traz isso naturalmente, mas, a depender do tamanho do capítulo, o leitor não consegue ler numa lapada só uma única cena ocorrendo, então os cortes servem bem para os intervalos, fazendo o leitor “acordar” de que há outras situações e revira-voltas ocorrendo neste exato momento da história.
Além disso, funcionam bem para o passar de uma cena para outra quando o escritor termina de contar um momento importante para história e deixa o leitor puto da vida por ter passado para outra cena nada haver com a situação atual.

Um exemplo de cortes(temporais ou não) numa história é quando um personagem seu está conversando algo sério com um amigo. Ele, por exemplo, acabara de perder um emprego e se encontra arrasado para enfrentar situações difíceis financeiramente. Seu amigo está tentando consolá-lo com uma conversa amigável, que tudo dará certo e que ele tem pessoas que se preocupam com ele e que podem ajudá-lo.
De repente, há um “corte na cena” onde a esposa do amigo está lavando os pratos na cozinha, se perguntando onde estará seu marido, imediatamente pensando que ele esteja no bar até tarde, enchendo a cara com os amigos e colegas de trabalho.

Isso é dinamicidade, é a arte do troca-troca de cenas, de mostrar outros lados de uma situação ou visões diferentes entre personagens e o leitor.

Outro exemplo de dinamicidade numa história, além de cortes temporais, são cenas que envolvem multíplos diálogos entre mais de um personagem, podendo ser uma conversa de três a seis personagens ao mesmo tempo.
Cenas com mais do que três pessoas (pôneis?) são demasiadamente pesadas de escrever, com muitas pessoas(pôneis?) se mexendo e conversando, muitas ações para descrever e narrar, tornando chato não só para o escritor(por ter que escrever muito) como também para o leitor(por ter que ler muito o que o escritor escreveu). Nada impede de fazer uma cena perfeitamente boa com muita gente(pôneis?) junta, mas o ideal é que evite/controle bem essas cenas com muitos participantes ativos durante o decorrer da trama.

Como Começar a Escrever:

“Como eu começo?”: sim, faz parte do planejamento para a criação de suas primeiras linhas e palavras, mas assim como o fim, tem grande importância e precisa ter os mínimos detalhes pensados. Se teve uma idéia, pense se ela pode ser usada no início; sendo boa ou não, não descarte-a: pode ser que esta seja útil mais a frente e aí, só lhe resta a pensar no início.

Mas há algumas coisas básicas, como o fato que o início tem que ser atrativo para os leitores, aquela velha coisinha de “primeira impressão”, ou a história não tem muito futuro. Ela pode melhorar, tornando-se a melhor fic de todos os tempos, mas se não começar aceitavelmente bem, poucas testemunhas vivas sobrarão para defender tal ideia, então é bom pensar em um início que prenda o leitor e aí a liberdade é livre: pode ser por ação, drama, originalidade, “bizarrice”, cena engraçada… não importa.
O que realmente importa é que o resultado de tudo isso seja um início com louvor e que você tenha orgulho ao escrever.

Agora, sem mais delongas, vamos começar a planejar sua primeira história:

=> Planejamento: Muitos dizem que isso é algo desnecessário em muitas histórias, que foram escritas improvisadas na maior parte, mas a falta de planejamento na história pode causar alguns problemas como:

Alongamento desnecessário de capítulos: Por conta de não saber como os capítulos terminarão, os escritores ficam perdidos sem saber quando terminar, criando capítulos ora minúsculos, ora gigantescos.

Finais-meio e finais-epílogo: O primeiro são os finais que acontecem aleatoriamente, quando a história está no clímax, quando o mocinho está prestes a ficar com a mocinha ou o vilão finalmente terá o cruel destino que merece, e simplesmente termina. O segundo são os finais que acontecem bem depois do que deveriam, inclusive estes são BASTANTE comuns. Os dois são ruins e podem causar um grande “baque” na imagem do escritor.

Abandono da história: existem escritores que não conseguem escrever de forma improvisada por muito tempo e chega um momento que não conseguem mais improvisar, consequentemente desistindo e chamando erroneamente de “Writer’s Block”(ou “Bloquei Mental”).

O planejamento é importante justamente para saber quando e como a história vai começar e terminar. Não precisa planejar TUDO que aconteça, mas saiba pelo menos o básico do começo, meio e fim.
Saber o fim, por outro lado, é REALMENTE necessário, senão a história vai alongar e alongar… e alongar… até que sobrem poucos leitores, sendo que a maioria destes só acompanham na esperança de que o escritor saiba, pelo menos, o fim daquela miscelânea toda.

=> Originalidade: Costumamos dizer que ser original não é um atributo TÃO necessário assim e, por mais que você se esforce para pensar em uma grande ideia, provavelmente alguém já pensou antes de você(histórias com bronies ou humanos em Equestria? É, muitos já tiveram essa idéia). É um dos fatores do porquê de considerar boas histórias serem melhores que as que se apegam pela originalidade da mesma. Temos certeza que não somos os únicos nesse mundo a pensar dessa forma.

Não se deve prender ao original porque, até mesmo se for REALMENTE original, não é o suficiente para caracterizar como uma boa história. O ideal é que você tenha uma boa idéia, mas que saiba desenvolvê-la. Não estou dizendo para apelar para o clichê ou coisa do tipo, mas também não deve achar que uma ideia é ruim só porque já foi usada outras vezes. Quem busca perfeccionismo na escrita, dificilmente vai a algum lugar.

“Minha história é boa ou não?”: Sinceramente? Quem deve dizer isso é o próprio escritor para si mesmo. Se não se sente bem com a sua história, desista, porque dificilmente você vai conseguir passar o que realmente quis nela.

Claro, não precisa achar que sua história é “A Melhor Fanfics De Todos os Tempos” ou “O Suprassumo da Fodasticidade”, porque isso também causaria o problema de não ver falhas em certos pontos em sua fic e, quando estas forem citadas e apontadas por seus leitores, você possivelmente não irá aceitá-las.
Mas a modéstia exagerada também enche o saco. Se não acha que está escrevendo algo bom e nem se sente bem ao escrever, minha dica é que pare. Não vale o esforço e forçar só piora.

=> Atualizações: Nunca abandone a história por muito tempo, pois você pode perder leitores fiéis. E parece que não, mas atualizações frequentes demais podem ser uma faca de dois gumes no futuro: se você atualizar mais de uma só vez, seus leitores ficarão exigentes e se eles ficarem exigentes, você pode acabar se forçando a escrever qualquer coisa somente para saciar tais exigências. Not good, not good at all.

Caso a história seja grande e/ou você leve muito tempo para escrever, é bom deixar avisado ao leitor. Que atualize de dois em dois meses, mas se o leitor não tiver tal informação, vai acabar desistindo pela lentidão da história, então não engane-o: seja sincero e diga que o intervalo entre capítulos é/pode ser grande.

Leu tais dicas e tem uma ideia em mente? Está cofiante de si mesmo e da história? Está com a mão coçando para meter dedadas em seu teclado velho? Ponha em prática e mete bronca!

Boa sorte, pequeno Padawan!

Colunas, Tutoriais

Tutorial: desenhando pôneis!

Você já viu aqui um tutorial ensinando a fazer Pôneis 3D, agora que tal aprender a desenhá-los do modo tradicional?

Esse tutorial está dividido em 25 passos, os 14 primeiros são teóricos, e a partir do décimo quinto começa a prática!

Autor: PuzzlePieces

Passo 1: Começando pela cabeça, a primeira coisa que deve ser observada aqui são as perspectivas. Quando vista de lado a cabeça parece redonda, mas ao ser vista de frente ou por trás, possui uma aparência mais oval. Os olhos são colocados abaixo e perto do focinho e as orelhas se iniciam da parte de trás da cabeça até acima dela.

Passo 2: Mais alguns exemplos de cabeça, dessa vez masculinas. Nesse caso ela á mais quadrada no nariz do que na pônei fêmea. Os olhos também são um pouco menores.

Passo 3: Os olhos possuem várias formas e estilos. Basta observar na figura abaixo que a íris e os cílios podem ser posicionados em vários pontos diferentes.

Passo 4: As expressões também possuem uma grande variedade, desde raiva, tristeza, assustado e determinado.

Passo 5: Uma das partes opcionais do pônei é o chifre de unicórnio. Ele é colocado no meio dos olhos a cerca de um nível acima deles, e bem na frente das orelhas.

Passo 6: No caso de um pégasus, há vários exemplos de como se desenhar a asa, seja dobrada, aberta, indo para cima ou para baixo. As extremidades possuem quatro penas, uma com tamanho diferente da outra. A segunda de cima pra baixo é sempre a maior. Há também mais três penas menores que ficam mais no interior da asa.

Passo 7: As asas devem se ligar ao corpo próximas do ombro, como pode ser vista aqui:

Passo 8: Agora as pernas. Na opinião do autor é a parte mais difícil de desenhar, porque se errar uma delas, pode afetar todo o visual. Dessa forma, deve-se verificar se as pernas são todas do mesmo tamanho, se as juntas estão todas no lugar certo e posicionadas corretamente. De acordo com a imagem abaixo, comparando a perna do pônei com um braço ou perna humana, deverá ficar assim: o número 1 é o ombro/quadril, 2 representa o cotovelo/joelho, 3 seria o pulso/tornozelo e 4 o dedo das mãos/pés.

 

Passo 9: O autor incluiu alguns exemplos de como podem ficar as pernas frontais:

 

 

Passo 10: Assim como as traseiras:

 

 

 

Passo 11: E aqui estão os três estilos de cascos usados em MLP. A simples é a mais comum, como também tem aquele com mais detalhes, vista no Big Mac.

 

 

Passo 12: Sobre o cabelo/crina, deve-se haver o cuidado de não deixá-lo com o formato da cabeça, sobrepondo-se a este, pois isso dará a impressão de que ela foi apenas pintada, ao invés de realmente ter o cabelo. Por isso a crina deve ter VOLUME, como exemplifica a figura abaixo. 

 

 

 Passo 13: Quanto à calda ela começa exatamente onde o osso termina. Dependendo do estilo que será usado, ela ficará estreita, cônica ou espalhada.

 

 

Passo 14: Há também a opção de elaborar roupas para o pônei, e dependendo do design/estilo, cada um terá seu próprio caminho para fazê-lo. Em qualquer caso deve-se analisar a figura abaixo e entender como as roupas se ajustam no peito, meio e quadris. A saia, por exemplo, virá acima da parte de trás, sendo que seu comprimento, altura e volume dependerá do posicionamento da calda que irá ou não influenciar na posição/formato da saia.

 

Passo 15: Agora vamos ao que interessa! desenhar um pônei do zero. Começamos desenhando três círculos: um para a cabeça, um para os ombros e um para os quadris. Iremos conectar os três com uma linha, que também irá determinar o posicionamento do pônei. Feito isso, “mapeie” a cabeça com mais duas linhas cruzando entre si, uma na horizontal e outra na vertical, como mostra na figura abaixo:

Passo 16: Em seguida desenhe o focinho e a boca seguindo a linha vertical, veja como deve ficar:

Passo 17: Agora vamos desenhar os olhos, chifre e orelhas. Veja que os olhos ficam bem em cima da linha horizontal.

Passo 18: Nessa etapa criaremos um pescoço (como mostra as linhas vermelhas abaixo) e conectá-los à cabeça e corpo.

Passo 19: Mais uma vez observando as linhas vermelhas, veja como ficaram as pernas frontais. Fica a seu critério como posicioná-las, para isso reveja o passo 9.

Passo 20: Reforce o local representado mais uma vez pelas linhas vermelhas para finalizar o flanco.

 

Passo 21: Agora veja como ficou a perna traseira, com uma das linhas ligada ao flanco e a outra disposta bem no meio.

 

Passo 22: E aqui desenhamos a perna do outro lado, lembrando que o passo 10 exemplifica os tipos de pernas traseiras.

 

Passo 23: Nesse passo vamos desenhar a calda, veja que o autor fez uma bem original, com traços de corte. Também fica a seu critério o estilo que irá usar.

 

Passo 24: O autor também desenhou uma crina/cabelo para combinar com a calda. Lembre-se de desenhá-lo com base no passo 12.

 

Passo 25: Finalmente, desenhe a marca especial do seu pônei, com a opção de adicionar alguns acessórios como fez o autor colocando pulseiras, brincos e até um microfone.