Fanfic, Fanfics estrangeiras

A garotinha e o milagre

A garotinha e o milagre

Uma garotinha foi para o quarto e pegou um vidro de geléia que estava escondido no armário e derramou todas as moedas no chão.

Contou uma por uma, com muito cuidado, três vezes. O total precisava estar exatamente correto. Não havia chance para erros.

Colocando as moedas de volta no vidro e tampando-o bem, saiu pela porta dos fundos em direção à farmácia Rexall, cuja placa acima da porta tinha o rosto de um índio.

Esperou com paciência o farmacêutico lhe dirigir a palavra, mas ele estava ocupado demais. A garotinha ficava arrastando os pés para chamar atenção, mas nada. Pigarreava, fazendo o som mais enojante possível, mas não adiantava nada. Por fim tirou uma moeda do frasco e bateu com ela no vidro do balcão. E funcionou!

– O que você quer? – perguntou o farmacêutico irritado. – Estou conversando com o meu irmão de Manehattan que não vejo há anos -, explicou, sem esperar uma resposta.

– Bem, eu queria falar com o senhor sobre a minha irmã -, respondia a garotinha no mesmo tom irritado. – Ela está muito, muito doente mesmo, e eu queria comprar um milagre.

– Desculpe, não entendi. – disse o farmacêutico.

– O nome dela é Cloudchaser. Tem um caroço muito ruim crescendo dentro da cabeça dela e o meu pai disse que ela precisa de um milagre. Então eu queria saber quanto custa um milagre.

– Garotinha, aqui nós não vendemos milagres. Sinto muito, mas não posso ajudá-la. – Explicou o farmacêutico num tom mais compreensivo.

– Eu tenho dinheiro. Se não for suficiente vou buscar o resto. O senhor só precisa me dizer quanto custa.

O irmão do farmacêutico, um senhor bem aparentado, abaixou-se um pouco para perguntar à menininha de que tipo de milagre a irmã dela precisava.

– Não sei. Só sei que ela está muito doente e a minha mãe disse que ela precisa de uma operação, mas o meu pai não tem condições de pagar, então eu queria usar o meu dinheiro.

– Quanto você tem? – perguntou o senhor da cidade grande.

– Dois bits -, respondeu a garotinha bem baixinho. – E não tenho mais nada. Mas posso arranjar mais se for preciso.

– Mas que coincidência! – disse o senhor sorrindo. – Dois bits! O preço exato de um milagre para irmãzinhas!

Pegando o dinheiro com uma das mãos e segurando com a outra a mão da menininha, ele disse: – Mostre-me onde você mora, porque quero ver a sua irmã e conhecer os seus pais. Vamos ver se tenho o tipo de milagre que você precisa.

Aquele senhor elegante era o Dr. Carlton Armstrong, um neurocirurgião. A cirurgia foi feita sem custos para a família, e depois de pouco tempo a irmãzinha teve alta e voltou para casa.

Os pais estavam conversando alegremente sobre todos os acontecimentos que os levaram àquele ponto, quando a mãe dizia em voz baixa:

– Aquela operação foi um milagre. Quanto será que custaria?

A garotinha sorriu, pois sabia exatamente o preço: dois bits! (Mais a fé de uma criancinha).

Em nossas vidas, nunca sabemos quantos milagres precisaremos.

Um milagre não é o adiamento de uma lei natural, mas a operação de uma lei superior.

Autor: Homero Boechat

Fanfic, Fanfics nacionais

Uma lição sobre a vida

Uma lição de vida

Uma professora, diante da sua turma, sem dizer uma palavra pegou um cesto grande, mas vazio, e começou a enchê-lo com maçãs.

A seguir, perguntou aos estudantes se o cesto estava cheio. Todos estiveram de acordo em responder que “sim”.
A professora pegou então cinco caixas de fósforos e despejou todos os palitos dentro do cesto.
Os fósforos preencheram os espaços vazios entre as maçãs. A professora voltou a perguntar aos alunos se o cesto estava cheio, e eles voltaram a responder que “Sim”.

Após a resposta, a professora pegou uma caixa de areia e a derramou para dentro do cesto. Obviamente que a areia encheu todos os espaços vazios e a professora questionava novamente se o cesto estava cheio. Os alunos responderam-lhe com um “Sim” retumbante.

A professora em seguida derramou uma jarra de café ao conteúdo do cesto e preencheu todos os espaços vazios entre a areia.

Os estudantes riram nesta ocasião. Quando os risos terminaram, a professora comentou: “Quero que percebam que este frasco é a vida. As maçãs são as coisas importantes: a família, os filhos, a saúde, a alegria, os amigos, as coisas que os apaixonam. São coisas que mesmo que perdêssemos todo o resto, a nossa vida ainda estaria cheia.

Os fósforos são outras coisas importantes, como o trabalho, a casa, o carro, etc. A areia é todo o resto, as pequenas coisas.

“Se tivéssemos colocado primeiro a areia no cesto, não haveria espaço para os fósforos, nem para as maçãs. O mesmo ocorre com a vida. Se gastarmos todo o nosso tempo e energia com coisas pequenas, nunca teremos lugar para as coisas que realmente são importantes. Prestem atenção às coisas que realmente importam. Estabeleçam suas prioridades, e o resto é só areia.”

Um dos estudantes levantou o braço e perguntou: – Então e o que representa o café?
A professora sorriu e disse: “Ainda bem que perguntou isso! O café é só para mostrar que por mais ocupada que a nossa vida possa parecer, há sempre lugar para tomarmos um café com um amigo.”

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A lei do caminhão de lixo

A lei do caminhão de lixo

Um dia peguei um táxi para o aeroporto. Estávamos rodando na faixa certa, quando de repente um carro preto saiu do nada do estacionamento bem na nossa frente. O taxista pisou no freio bruscamente, deslizou e por pouco escapou de bater em outro carro, foi por um triz!

O motorista do outro carro que quase causou o acidente sacudiu a cabeça e começou a gritar para nós, nervosamente. Mas o taxista apenas sorriu e acenou para ele, fazendo um sinal de positivo de maneira bastante amigável.

Surpreso, lhe perguntei: Porque você fez isto? Este cara quase arruinou o seu carro! O motorista do táxi me ensinou o que eu agora chamo de “A Lei do Caminhão de Lixo.” Ele explicou que muitas pessoas são como caminhões de lixo. -Andam por aí carregadas de lixo, cheias de frustrações, cheias de raiva, traumas e desapontamento. – À medida que suas pilhas de lixo crescem, elas precisam de um lugar para descarregar, e às vezes descarregam sobre a gente. Nunca tome isso como pessoal. Isto não é problema seu, é dele. Apenas sorria, acene, deseje-lhes sempre o bem, e vá em frente. Não pegue o lixo de tais pessoas e nem o espalhe sobre outras pessoas no trabalho, EM CASA, ou nas ruas. Fique tranquilo… respire E DEIXE O LIXEIRO PASSAR. O princípio disso é: Pessoas felizes não deixam os caminhões de lixo estragarem o seu dia. A vida é muito curta, não leve lixo com você! Limpe os sentimentos ruins, aborrecimentos do trabalho, picuinhas pessoais, ódio e frustrações. Ame as pessoas que te tratam bem. E trate bem as que não o fazem.