O pônei de Oasis – Parte III

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Autor: ROBCakeran53

Tradução: Drason

SINOPSE: Equestria ainda estava sendo reconstruída após a derrota de Tirek, e as seis novas governantas de Ponyville ajudando em sua reconstrução. Tudo mudou de maneira inusitada quando a Princesa Celestia entregou a elas uma carta descrevendo acerca das façanhas realizadas por um único cidadão da cidade de Oasis conhecido como Senhor Baker, e a forma como superou Tirek. Com a missão de descobrir se os relatos eram verdadeiros, as seis pôneis devem ir até a referida cidade para investigar. No entanto, elas irão descobrir que o Senhor Baker não era exatamente quem ou o que elas esperavam.

_______

Desde que Tirek havia passado pela cidade, até Thomas Baker se encontrava com uma disposição menos encorajadoura. Não era como se as coisas estivessem indo mal, apenas não estavam sendo conduzidas corretamente. Por exemplo, desde o dia que Tirek havia sido derrotado e banido, isso acarretou no afastamento da maior parte de seus fornecedores por duas semanas, até voltarem os telegramas. Em um certo ponto, isso era compreensível.  Haviam rumores de que em comparação com os danos que Manehatan havia sofrido, Tirek havia sido uma faca de dois gumes quando passou por Oasis.

O que ele não perdoava, era o fato de que havia sido prometido pelos seus fornecedores, várias vezes em duas semanas, que conseguiria obter os suprimentos necessários para entrega, apenas para descobrir que não foi isso que aconteceu. Havia muita coisa acontecendo, com certeza. Todos estavam ocupados limpando a bagunça. Se os seus fornecedores haviam simplesmente dito a verdade, que levaria muito tempo para entregar, ele compreenderia para trabalhar em cima dos atrasos. Eles poderiam pelo menos terem sido francos e falarem: “quando nós soubermos, você vai saber.”

Thomas se encontrava caminhando de volta à cidade, empurrando um carrinho de mão pequeno demais para sua altura, cheio de ferramentas e alguns outros equipamentos limitados. Ele tinha pensado que a remessa ocasional de pregos para telhados era um estorvo. Isso porque, era praticamente o único equipamento que lhe restava, e estava grato pela combinação.

Seu fornecedor também havia esquecido de enviar alguém para recuperar os pregos que sobravam.

Entrando na cidade propriamente dita, com sua mente à deriva, Thomas não percebeu o buraco aleatório enquanto a única roda de seu carrinho ia direto para ele, arremessando suas ferramentas e equipamentos pelos arredores, fazendo ele se curvar ainda mais para compensar.

“Carrinho de mão estúpido.” Thomas reclamava.

“Oh, bem no começo da tarde Senhor Baker!” Senhora Billfold o chamava a partir da estação de correios ao lado do prédio do prefeito.

“Olá Senhora Billfold.” Thomas parava, baixando o carrinho de mão e esticando os braços. “O Swift está trabalhando hoje? Tenho algumas cartas para enviar.”

“Temo que não, querido. Ele já deve ter partido para as entregas. Você deve achá-lo em sua loja se correr, não faz muito tempo que ele saiu.”

“Obrigado, senhora. Farei isso.” Thomas pegava novamente o carrinho, marchando em direção à loja.”

Bem, sua casa longe de casa, como ele gostava de chamá-la.

Uma outra coisa que havia azedado seu humor há poucas semanas foram os próprios cidadãos. Todos sentiam como se devessem alguma coisa a ele. Eles tentariam ajudá-lo com seu trabalho, mas na última vez que o sherife o ajudou, toda a construção veio abaixo. Havia uma razão para ele ser o carpinteiro, e porque o prefeito estava atualmente estabelecido atrás do posto de correios. Ele deixava sua mente vagar, mantendo um ritmo estável com o carrinho de mão, e percebendo os pôneis pelos arredores.

Para uma terça feira, a cidade estava bem ativa. A varanda de Sunny Side estava repleta de pôneis, conversando e sussurrando uns com os outros. Um casal de pôneis parava para observá-lo, o fazendo suspeitar que a discussão era… bem, sobre ele. Com um guincho em seu carrinho de mão, o grupo inteiro de pôneis paravam a conversa e se viravam para ele. Sorrindo, acenando, sem fazer contato direto com os olhos. Thomas parava, com a sobrancelha levantada, enquanto varria seu olhar através dos espectadores.

Em um dia normal, Thomas teria perguntado. Pôneis costumavam ficar de boca aberta com ele como anos atrás, claro, mas isso foi quando ele ainda era novo na cidade. Ele balançava a cabeça, continuando. No momento ele estava cansado, chateado e frustrado; o estranho comportamento dos cidadãos naquela tarde era a última coisa em sua mente.

Ele suspirava. Outras três horas desperdiçadas neste dia. Com alguma sorte, ele seria capaz de salvar o resto do dia com um par de seus outros projetos na loja, depois de conversar com Swift e receber uns telegramas.

Finalmente, sua loja estava em exibição, a porta estava entreaberta e a mensagem de “aberta” sacudia.

Eu… não me lembro de ter deixado aberta…

Ele deixava o carrinho de mão, um pouco forçado, fora da pequena varanda, então começava a caminhar. Um pônei rapidamente se esquivava da frente da porta, permitindo que ele entrasse; Thomas jurava que reconhecia o boné de entrega de Swift na cabeça do pônei.

Ele foi imediatamente cumprimentado pelas seis pôneis dentro da loja. Honestamente? Ele não se importava muito no momento. Estava exausto de suas três horas de caminhada por quase nada. Seus olhos acendiam, observando o sherife e o prefeito.

O prefeito estava visivelmente nervoso, mas apontava para a direita de Thomas. Thomas olhava, observando o carteiro tenso, com o chapéu quase caindo da cabeça.

“Oh ótimo, você está aqui. Cartas?” Thomas estendia a mão.

“Oh, uh, s…sim, claro, Tom. Aqui vamos nós.” O pegasus tirava várias cartas de sua bolsa com os dentes, gentilmente as colocando na palma da mão de Thomas.

Por que ele está tão nervoso? “Obrigado.” Thomas caminhava até o fogão, jogando as cartas na mesa e pegando uma caneca pendurada na parede. Ele derramava um pouco de café. “Além disso, tenho um par de telegramas que preciso que você envie para mim.”

“C…com certeza, Tom.” O pegasus trazia um bloco de notas e lápis, pronto para fazer anotações. Thomas notava que o Sherife continuava observando as seis pôneis, mas ele balançava a cabeça e decidia que era da conta dele. Por que eles estavam em sua loja, ele não sabia, mas ele podia muito bem ser cortês.

“Prefeito, Sherife, querem café?” Perguntava Thomas, olhando por cima de seu ombro. Ambos pôneis balançaram as cabeças. Thomas deu de ombros, “E quanto a vocês, senhoras?”

De uma só vez, todas as cinco, não, seis pôneis, uma delas, a amarela, estava escondida atrás das demais, balançaram suas cabeças.

“Sirvam-se.” Ele se sentava, tomando o líquido escuro e elevando a parte de trás da cadeira, jogando seus pés na borda da mesa, se equilibrando nas duas pernas. “Certo, o primeiro telegrama é para o jogo de gás e óleo, com o dobro de oito para Manehatan. Escreva exatamente o que vou ditar pra você, Swift.”

“Igualmente precisaremos logo de querosene. Pare. Tenha bits para a próxima entrega. Pare. Também precisamos de lanterna de querosene para a fazenda do Jack, pago antecipadamente. Pare. Responda se incapaz de entregar nesta sexta. Pare. Tom Baker. Pare.”

“Isso é tudo?” Swift perguntava.

“Para o momento, sim.” Ele tomava outro gole. “O próximo telegrama é para o armazém de suprimentos de Shanty Shack, código sete um sete sete de Manehatan.”

“Hum… perdoe-me…”

Thomas olhava para a pônei que falava, sua crina púrpura escura saltava quando ela dava um passo à frente.

“Estarei com você em um momento, senhorita.” Ele se virava para Swift, ditando outra carta para ele. “Shanty, ainda sem madeiras ou telhas. Pare. Você tem até esta sexta feira para entregar meus bens ou eu irei até lá pessoalmente. Pare”

“É… isso?” Swift perguntava.

“Oh, certo, assine Tom Baker… pare.” Ele tomava outro gole de café. “Tudo bem, é isso. Obrigado Swift.”

O carteiro Swift olhava entre as pôneis e Thomas. Ele estava “pregado” no local.

“Swift, precisa de mais alguma coisa?” Thomas perguntava.

“N…não, mas é que… não posso sair,” Swift sussurrava.

“O que? Por que?” Thomas percebia ele olhando para as seis pôneis. Ele sorriu. “Swift, elas são bonitas, mas você está trabalhando.”

Swift gaguejava, tentando e falhando em dizer alguma coisa. “N…não é isso!” Seu rosto ficava vermelho, “É porque aparentemente estou preso.”

Thomas quase cuspiu o café, tossindo enquanto nivelava a cadeira de volta em suas quatro pernas. “Preso? Por que? Você atropelou pôneis voando de novo?”

“O que? Não! Isso só aconteceu uma vez!”

“Sherife, por que você está prendendo Swift?” Thomas levantava uma sobrancelha, se lembrando da aparência do sherife. “E por que você está vestindo a minha camisa?”

“Bem, como parece, não sou eu quem o prendi. Na verdade, nós três estamos presos.”

Thomas piscava. “Sherife, não há mais ninguém com autoridade nessa cidade para efetuar prisões.”

“Bem, a Princesa Twilight diz o contrário.” O Sherife olhava para a alicornio roxa.

“Ela?” Thomas olhava para Twilight. “Com que autoridade?”

Twilight foi pega de surpresa. “Na autoridade da princesa que eu sou!”

Thomas piscava, olhando para ela. Em poucos instantes começava a rir, até se sentar na cadeira em gargalhadas. Todas as pôneis na sala olhavam para ele confusas.

“Isso é bom, sherife. Por um momento você me fez rir.”

“Espere, o que?” Ambos Twilight e o Sherife perguntaram juntos.

“Sabe, eu estava tendo um péssimo dia hoje, mas isso animou um pouco meu espírito. Obrigado pelos risos.” Thomas tomava mais um gole do café, relaxando em sua cadeira.

“Thomas, lamento estragar seu humor, mas estou falando sério e ela é uma princesa,” O prefeito disse.

Thomas abaixava seu copo de café, olhando para a alicórnio roxa. “Ela não é um pouco pequena para, como se diz… Pegasucornio?”

“Ei! Isso me ofende!” Disse Twilight batendo um casco no chão, “ e é Alicornio!” Ela terminava, sacudindo as asas.

Chifres e asas…oh…

“Droga,” Disse Thomas, batendo seu copo de café na mesa. “Vocês não disseram que iriam se livrar dela?”

“Bem, foi essa a tentativa, até você se intrometer!” Disse o prefeito.

“Na verdade, nós estávamos prestes a sermos levados sob custódia da princesa.” Acrescentou Swift.

“Não está ajudando Swift!”

“Ok, acalmem-se.” Uma das pôneis entrava na discussão, com sua vibrante crina arco íris passando sobre seu rosto. “Estou meio perdida aqui. O que exatamente está acontecendo?”

Twilight falava: “Eu acho que o prefeito, sherife, e o pônei carteiro…”

“Ei! Não tenho nada a ver com isso!”

“…estavam tentando nos enganar antes que descobríssemos o que Senhor Baker realmente era… ou seja lá o que ele for,” Disse Twilight, ainda olhando Thomas.

“Ugh, eu não quero ter essa discussão de novo…” Thomas gemia, simulando tédio. Ele começava a mexer em sua correspondência.

“Veja bem Princesa Twilight, nós não estávamos exatamente seguros de como você iria lidar com a aparência de Thomas, então nós queríamos fazer você acreditar que ele era um pônei,” o prefeito dizia.

“E o que o levou a acreditar que uma espécie diferente determinaria como eu iria reagir?” Twilight perguntava.

“B-bem, não tenho certeza…” O prefeito balbuciava.

“Mas olhe para ele princesa! É um macaco sem pelos com seis pés de altura!” O prefeito afirmava, apontando para o Thomas.

“Muito obrigado!” Dizia Thomas, “Pelo menos ainda não sou calvo!” Ele passava seus dedos no cabelo, apenas para ter certeza.

O sherife continuava. “Nós honestamente não tínhamos nenhuma evidência de como você reagiria ao Tom, então nós tentamos distorcer um pouco a verdade.”

“Um pouco? Você tentou se passar por ele!” Disse Applejack.

“Applejack está certa, querida,” disse a unicórnio branca. “Eu soube logo de cara que essa camisa que você está usando não era de pônei, embora esse azul combina bem com sua pele.”

“Eu honestamente estou aliviado que vocês não tentaram capturar ele, ou bater nele com uma arma para estudá-lo,“ Disse Swift.

 Todos os pôneis – e um não impressionado humano – olharam para o pegasus carteiro.

“Swift, pare de colocar ideias nas cabeças delas e vá entregar as cartas,” Disse Thomas, “não se esqueça dos meus telegramas.”

“Mas a princesa, e a prisão, e…”

“Ela não pode prender você, Swift.” Thomas abria um dos envelopes.

“E como você sabe disso, senhor seja lá o que for?” Rainbow Dash voava até o rosto de Thomas, com seu nariz o tocando.

“Porque, senhora cabelo cafona, a realeza pode apenas ordenar uma investigação, mas não pode agir diretamente sem confirmar as evidências,” Thomas dizia, empurrando seu nariz contra o dela. “Além disso, não fique voando na minha loja por favor, você vai fazer uma bagunça com as papeladas.”

“O nome é Rainbow Dash!” ela dizia, fazendo uma rápida pose no meio do ar, então pousando de volta para o chão de madeira, “e quanto a essa sua papelada…”

“Na verdade…” Twilight começava, arranhando o chão com um casco, suas bochechas ficavam vermelhas de vergonha, “Ele está certo.”

“Você quer dizer que tudo o que ele falou…” Applejack começava.

“Foi apenas ardiloso, sim,” Twilight abaixava a cabeça. “Luna tem me mostrado alguns de seus truques de coação,” Então Twilight olhava de volta para Thomas. “Que me faz imaginar, como você poderia saber disso?”

Thomas abaixava a carta que estava lendo. “Hmm? Oh, eu não sabia,” ele retornava sua atenção para a carta, e em seguida olhando para o sherife. “Ei sherife, Gilded disse olá e que está indo bem.”

“Oh bom, fico feliz em saber que o império de cristal ainda não o desgastou,” o sherife comentava.

Os olhos de Twilight contorciam. “Você…. mentiu?”

“Tecnicamente,” Thomas dobrava a carta e colocava ela de volta no envelope. “Eu estava blefando.”

“Bem então, desde que parece que tudo esteja bem e Tom não é um perigo imediato para se tornar uma exibição em zoológico, eu digo para nós deixarmos essas jovens pôneis se entenderem com o Tom, não é prefeito?” O sherife dizia, empurrando o esgotado pônei para fora da porta.

“Bem-isso é…eu não acho… digo… nós deveríamos…”

“Até logo prefeito, sherife. Foi um prazer vê-los essa tarde.” Thomas dizia enquanto os dois pôneis saíam, Swift já havia saído provavelmente quando desviaram as atenções dele.

Com um aceno do seu chapéu de sherife, os dois pôneis se curvaram para Twilight e saíram pela entrada, deixando Thomas sozinho com as seis pôneis. Ou, como sua memória recordava da carta, Princesa Twilight Sparkle e os elementos da harmonia. O que eram esses elementos da harmonia?

Uma das pôneis tossia, chamando a atenção de Thomas de volta para o grupo. Todas elas estavam embaralhadas ao redor, não diretamente olhando para ele, enquanto elas examinavam suas mercadorias e prateleiras ou encontrando um local muito interessante no chão para olhar e analisar. Ele continuava mexando em suas cartas, com todas sempre tossindo. Ele olhava para cima, apenas para vê-las mordendo seu lábios, sem saberem o que dizer.

“Então Senhor Baker.” A mais elegante do grupo dava um passo à frente, com o resto de suas amigas soltando um suspiro coletivo.

Thomas suspirava também, “Apenas Thomas, senhorita…?”

“Apenas Rarity, querido. Diga-me, quanto custa essas argolas na vitrine?”

E então todas elas soltaram um gemido coletivo.

“Sério Rarity, a primeira pergunta a fazer é sobre as argolas de cortina na vitrine que essa coisa vende?” Rainbow protestava.

“Por que?” estou tentando quebrar o gelo, apenas isso.”

“Rainbow Dash! Isso foi rude! Ele não é uma coisa, ele é… um…” a pônei amarela assustada afundava atrás de Applejack, evitando o olhar de Thomas.

“Sim, vamos começar por aí!” Twilight batia um casco no chão. “O que é você?

“Exato! O que é você, hein? Hu??” A pônei rosa pulava da mesa. “Um macaco falante?” Ela aparecia acima de seu ombro.

“Não.” Thomas gemia.

“Um guaximim?”

“Não.”

“Um peixe unicórnio?”

“Mas o que o faz você pensar isso??”

“Você não pode deixar escapar nada quando se tenta resolver um mistério.” Ela soprava seu cachimbo.

Thomas colocava o resto das cartas na mesa, desistindo da ideia de ler todas hoje.

“Sem ofensas, nós nunca vimos nada como você antes.” Disse Twilight. “Eu levo minhas pesquisas seriamente, e não me recordo de nada em sua forma em qualquer de meus livros.”

“Sim, e livro é o que ela mais tem,” Rainbow Dash acrescentava, então abaixando suas orelhas e murmurando, “Bem, tinha.”

Thomas suspirava, caminhando em seguida até o balcão, e de uma de suas muitas raques retirava uma grande pilha de papeis, batendo as folhas no balcão.

“Todas as respostas para as perguntas que você fez estão aqui.” Ele batia seus dedos na pilha.

“O que é isto?” Twilight levitava o bloco de papel em direção dela.

Rarity apoiava sobre o ombro de Twilight. “Thomas Baker: O homem mais interessante do universo?”

“Parece com algo que Rainbow Dash escreveria,” Aplejack brincava, arrancando um grunhido de Rainbow.

“Eu não entendi, você escreveu isso?”

“Em partes,” Thomas disse, andando até sua mesa. “Eu fiquei louco de pôneis, grifons e o seja lá o que mais andava nesta cidade me perguntando as mesmas coisas que vocês. Então Bob e eu escrevemos isso.”

“Quem é Bob?” Pinkie perguntava, mas sem ter resposta.

Twilight levantava uma sobrancelha, abrindo a primeira página. “Capítulo um: Eu sou um humano.” Twilight olhava de volta para Thomas, “O que é um humano?”

Thomas gesticulava seu dedo indicador em um meio círculo. Entendendo a sugestão, Twilight virava a página. “Capitulo dois: talvez você pode perguntar o que seria um humano?”

“Toda pergunta que você tem para mim está aí com a respectiva resposta. Eu tenho coisas melhores para fazer do que responder um monte de perguntas que não tem absolutamente nenhuma relevância por eu estar aqui. Então, se você me desculpar, eu tenho trabalho a fazer.” Thomas andava até porta com a placa “apenas funcionários.”

“Ei, espere um minuto espertão!” Dash se arremessava até a porta, apenas para ela abrir e a cabeça de Thomas ficar pra fora.

“Não pode ler? Empregados apenas. Você não é uma.”

“Mas nós não terminamos ainda! Temos sérias perguntas para…”

“Sim, sim, sobre ter salvo a cidade, ou seja lá que outras estórias os cidadãos falaram sobre mim. Olhe, leia aquilo para ter as perguntas bobas respondidas, então quando você estiver pronta nós conversaremos sobre porque esses pôneis são bons de coração mas não sabem quando manter suas bocas fechadas. Então até lá.” Ele fechava a porta novamente.

“Bem, isso foi rude.” Disse Rarity.

Então a porta abria de novo; “Oh Rarity…”

“Sim?” Rarity perguntava.

“Aquelas argolas de cortina são duas por um bit, ou se você comprar dez delas apenas quatro bits.” Disse Thomas.

“Oh, obrigada?” Rarity olhava a porta sendo fechada de novo. “Bem, talvez não tão rude, mas ainda um pouquinho.”

“Então agora fazemos o que, Twi?” Applejack perguntava.

“Acho que agora nós lemos isso,” Twilight acenava a pilha de papel maciça no ar, “e voltamos depois.”

“Ugh, vamos ter que ler essa coisa por dias!” Dash resmungava.

“Bem, eu posso ler ele enquanto vocês garotas descansam um pouco. Princesa Celestia disse para nós tentarmos relaxar enquanto estivermos aqui. Ela estava preocupada sobre nós ficarmos sobrecarregadas de serviço,” Twilight olhava para um pequeno panfleto na raque, alguma coisa sobre quais decisões são as melhores escolhas.

“Certo, mas não é justo você fazer todo o trabalho. Eu tenho uma ideia,” Applejack começava, então olhava atrás dela.

Rapidamente, a porta fechava uma polegada.

Applejack ria. “Eu irei discutir com vocês todas em nosso quarto.

“Tudo bem, parece como um plano então.” Rainbow Dash disse.

“Ugh, eu estou com fooooome. Podemos ir agora?” A pônei saltitante dizia.

“Sim, Pinkie, vamos. Sunny Side disse alguma coisa sobre voltar antes da comida esfriar.” Twilight disse, conduzindo sua comitiva para fora da loja de Thomas.

Enquanto a última pônei caminhava através da porta, Thomas se arrastava para fora da outra porta, soltando um pesado suspiro enquanto ele se enclinava no quadro.

“Essa vai ser uma daquela semanas…”

Twilight e o resto de suas amigas caminhavam através das ruas da cidade. Enquanto elas passavam por cada construção, pôneis paravam e se curvavam, acenando suas cabeças, inclinando seus chapéus, com a maioria deles dizendo “olá” ou “boa tarde”.

“Esses pôneis são todos educados,” Fluttershy dizia em meio ao grupo.

“Eles certamente parecem bastante fáceis de lidar,” se Sunny Side for assim também,” Disse Applejack.

“Sim, ou mentirosos como o Prefeito e o Sherife,” Disse Rainbow Dash.

“Você tem que admitir, Dash, eles tiveram uma razão justa para o que fizeram. Apenas não executaram bem o plano,” Disse Applejack.

“Eles ainda poderiam ter dito a nós a verdade. Digo, tudo bem que o Sr. Baker é algum tipo de monstro ou seja lá o que for. Ele é apenas uma espécie estrangeira que nós nunca vimos ou ouvimos falar antes,” Twilight virava a página do livro que Baker havia dado a ela.

“Então, Applejack,” Rarity começava, chamando a atenção de suas amigas, “o que exatamente é este plano? Eu presumo que é alguma coisa que o Senhor Baker não gostaria?”

“Você adivinhou certo, Rarity. Vamos dar a Twi um tempo para ler aquele bitelo de livro enquanto o resto de nós passamos algum tempo com o “velho Tom”.

Rainbow voava em círculos. “Oh, entendi! Como uma rodada de interrogatório!”

“Eu sou boa nisso!” Pinkie falava pulando alto.

“Tudo o que nós temos que fazer é apenas passar o tempo com ele, duas de cada vez. A última coisa que temos que fazer é forçá-lo a pensar que nós queremos informações. Vamos parecer como se estivéssemos interessadas no que ele faz, falar com ele a respeito.”

Twilight parava, tirando os olhos do livro. “Eu tenho que dizer Applejack, que esse é um plano muito inteligente.”

Applejack olhava agora para a varanda da hospedagem de Sunny Side. “Bem, Sunny disse que o lenhador gosta de manter as coisas para si mesmo. Então talvez se um par de nós ficarmos juntas dele um pouco, talvez ele irá se abrir para nós uma vez que nos conhecer melhor.”

“Bem, é o bastante por enquanto, eu estou com fome!” Rainbow suspirava no ar. “E isso cheira muito bem!”

“Eu quero alguma coisa deliciosa na minha barriga! Disse Pinkie, pulando na varanda.

“Nós temos que comer, e depois ir para os nossos quartos. Eu suspeito que nós dividiremos um quarto de casal”. Disse Rarity perto da varanda.

“Eu estou exausta. Você e eu, AJ?” Rainbow Dash perguntava enquanto voava até a varanda por cima de Rarity.

Applejack seguia logo atrás. “Por mim tudo bem, Dash.”

As quatro pôneis caminhavam para dentro, conversando entre si enquanto as duas restantes ficavam do lado de fora. Fluttershy não podia deixar de perceber que Twilight ociosamente olhava de volta pelo que ela presumia ser a loja do Sr. Baker.

“Um, Twilight?” Fluttershy sussurrava.

Twilight piscava, sacudindo sua cabeça e olhando para sua amiga, “Sim, Fluttershy?”

“Eu estava apenas imaginando, você está bem?”

“Ah sim, claro.” Twilight olhava de volta para as ruas.

“Tem certeza? Você esteve olhando de volta para a loja do Thomas Baker desde que saímos.”

Twilight suspirava, sentando-se e apoiando o livro nela. “Isso simplesmente não faz nenhum sentido, Fluttershy. Uma espécie completamente nova, inteligente e capaz de se comunicar e aparentemente alfabetizada, conforme demonstra esse livro, e ele esteve aqui vá se lá saber por quanto tempo. Nenhum pônei sequer parou para perguntar a si mesmo ou chamar atenção. E se ele fosse perigoso? E se ele fizesse algo errado vindo aqui? E se…”

Fluttershy descansava um casco no ombro de sua amiga. “Twilight, eu acho que se houvesse algum problema, aqueles pôneis já teriam feito aquilo que eles achassem certo. E quem sabe, talvez já fizeram. Ele aparentemente foi bem aceito pelos pôneis dessa cidade porque o que ele fez foi bom, não ruim. Então antes de você se preocupar sobre isso, eu acho que nós precisamos saber mais sobre ele, conforme o plano de Applejack.”

Twilight sorria. “Obrigada, Flutrtershy. Isso é o que eu precisava ouvir.” Ela ficava de pé. “Se Thomas esteve aqui por tantos anos como afirmado antes, e os pôneis não estão fugindo de medo deles, então não temos com o que nos preocuparmos.”

Fluttershy sorria, acenando em concordância.

“Bem, eu acho que nós deveríamos ir para junto das outras agora. Elas devem estar doidas nos esperando.” Twilight pegava o livro e começava a caminhar com Fluttershy logo atrás dela.

As duas pôneis caminhavam através da porta de entrada e foram imediatamente saudada por diversas sensações de uma só vez atingindo suas faces. Enquanto a sala de jantar de Sunny Side estava vazia exceto por três garanhões jogando baralho em um canto e as amigas de Twilight no meio rindo entre si, ela percebia no bar o tal anteriormente mencionado “único rádio” da cidade tocando algum tipo de música country, alguma coisa que era fácil para Applejack adivinhar batendo seus cascos para se igualar à música.

A próxima coisa a saudar elas foram os cheiros. O aroma das comidas vindo da cozinha atrás do bar era o bastante para manter um pônei com o apetite aguçado.

“Twilight! Fluttershy, venham aqui, rápido!” Rainbow Dash exclamava, acenando com um casco.

Twilight e Fluttershy pegavam um assento com suas amigas, todas com grandes sorrisos.

“Qual o problema?” Twilight perguntava, curiosa.

“Oh, você não vai acreditar no que vimos, Twi.” Applejack sorria, “garçonete, senhora, mais dois copos de água por favor!”

“E um outro sarsaparilla por favor!” Pinkie acrescentava com um arroto.

Havia um gemido vindo de dentro da cozinha. “É pra já.” A garçonete dizia relutantemente.

As orelhas de Twilight se levantavam. “Eu reconheço aquela voz vindo da cozinha…” Twilight tentava se lembrar, mas logo teve sua dúvida sanada.

Uma pele azul juntamente com uma crina azul e prateada andava até a mesa. Trixie soltava um sorriso forçado no momento em que se aproximava. Enquanto seus olhos se encontravam com o de Twilight, seu sorriso desmanchava e se transformava em uma carranca enquanto ela marchava levitando com ela uma bandeja com dois copos de água e uma garrafa de sarsaparilla. Ela colocava eles para baixo com um clink que era alguma coisa entre educação forçada e exasperada.

Twilight continuava boquiaberta para Trixie, que retornava os olhares com um impressionado olhar de si mesma.

“Pode rir. Suas amigas não perderam essa oportunidade,” Trixie olhava morosamente o sorriso de Rainbow.

Twilight piscava. “O que? Por que eu riria? Estou mais chocada por você estar aqui.”

“Bem, uma apresentadora viajante tem pouca garantia, não tem? Depois daquele desastroso amuleto de alicornio, eu segui oeste. Essa cidade sempre tem um lugar para descanso, e ainda estou esperando aquele carpinteiro consertar minha carruagem.”

“Você quer dizer Tomas?” Fluttershy perguntava.

“Aquele bocó alto com duas pernas? Sim, esse mesmo.” Dizia Trixie.

“Qual o seu problema com ele?” Twilight perguntava.

“O problema com ele é que ainda não terminou minha carruagem! Ele quer o pagamento de imediato, mas como posso pagá-lo se preciso da carruagem para fazer dinheiro? Então estou encalhada aqui, trabalhando para a Senhora Suny Tonta e seu marido mudo, ganhando a metade do que poderia estar ganhando se já estivesse fazendo minhas apresentações!” Trixie dizia, ajustando seu avental. “Mas já conversamos o bastante, o que vocês querem comer?”

“Nós já pedimos, querida, apenas Twilight e Fluttershy precisam do cardápio,” Rarity levitava os cardápios até as duas.

Twilight pegava seu menu, o abrindo. Ele era dividido em três categorias:

Herbívoro.

Onívoro.

Carnívoro.

Twilight apenas olhava o menu por vários momentos, pensamentos saltavam em sua cabeça como uma máquina de pimball fora de controle.

“Eu não tenho a noite toda,” Dizia Trixie com um de seus cascos batendo na mesa.

“Uh, eu não estou com fome agora. Apenas alguns fenos frescos está bom.’ Twilight devolvia o cardápio para Trixie.

“Muito bem.” Ela pegava os cardápios, então começava a caminhar de volta para o bar. “Bob! Outro pedido!” Ela gritava, batendo as anotações na pequena janela atrás do bar.

“Você viu aquilo também, não viu?” Fluttershy perguntava.

“O que?” Twilight perguntava.

“O cardápio.”

“Oh sim, apenas me pegou desprevenida.”

Rainbow abaixava seu hamburguer de feno. “Eh, relaxa, cabeção. Pelo tempo que conheci Gilda foi o bastante para saber que não são todos que se alimentam apenas de grama e feno.”

“É verdade. Senhor Baker disse alguma coisa sobre outras espécies frequentando esta cidade, então nem todos se surpreendem mesmo.” Disse Rarity, tomando um gole de água.

“Não apenas isso, mas havia uma seção de carnívoros. Apenas para devoradores de cadáver. E se isso for para Tom?” Twilight perguntava.

Rarity enxugava sua boca com um guardanapo. “Bem, vou me assegurar de perguntar a ele quando Fluttershy e eu o visitarmos amanhã.”

“Espere, o que?” Flutershy guinchava.

“Sim, como assim você e Fluttershy?” Rainbow Dash perguntava encarando Rarity.

“Bem, é muito simples, querida. Fora do nosso grupo de pôneis alegres, Fluttershy e eu somos as mais qualificadas para li dar com isso. “

Todas piscaram, fitando Rarity.

“Você apenas queria aquelas argolas de cortina, não?” Applejack perguntava.

Rarity tossia.

“Mas, hum… por que eu?” Fluttershy perguntou.

“Para responder as perguntas de Twlight, claro! Você é expert com animais, e pode provavelmente decifrar seus hábitos alimentares apenas falando com ele. Não apenas isso, se ele é um comedor de cadáver, você pode relacionar-se com ele e fazê-lo confessar.”

“Bem, acho que sim.” Fluttershy esfregava um casco na mesa.

“Qual é a sua cara!”

Todas a seis pôneis se viraram na direção dos pôneis que jogavam pôker.

“Full house de novo! Você está trapaceando, eu sei disso,” um pônei terrestre preto dizia, arremessando as cartas na mesa.

“Você tem dito isso por vinte anos, e ainda demonstra.” Um pegasus marrom, o aparente vencedor, começava a juntar seus ganhos.

“Eyeup,” um unicórnio cinza dizia, tragando um cigarro.

Com o som de um sino, Trixie servia os pedidos dos pôneis.

“Mais alguma coisa? Ou posso finalmente tirar esse avental pagador de mico?”

Pinkie sacudia sua sarparila de garrafa vazia.

“Estamos satisfeitas.”

“Awww…”

“Estamos todas, obrigada, Trixie.” Disse Twilight.

“Hmm, certo…. de nada.,” Trixie se afastava. “Bob, estou indo! Se elas precisarem de mais alguma coisa, é com você.”

O sino tocava.

“O que é agora?”

O sino tocava novamente, e um casco negro segurava um prato sujo da janela do bar.

“Serio?! Vou ter que lavar os Pratos? Trixie detesta este trabalho!”

Enquanto Trixie caminhava até a cozinha, Sunny Side aparecia no topo das escadas da sacada.

“Bem, aguentem aí queridas! Vejo que vocês estão apenas na hora da cama antes de nós fecharmos a cozinha por esta noite. Como estava a comida?”

“Oh, estava ótima, obrigada Sunny,” Fluttershy disse.

“Sim, eu devo admitir, chegou perto das receitas da vovó Smith.”

“Bem, nós tentamos o melhor. Eu acabei de terminar de arrumar seus quartos. Vocês terão que dividí-los em pares, se não tiver problema.”

“Está bem. Você está muito ocupada?”

Sunny se virava para Twilight. “Não como eu gostaria, o movimento está muito fraco. É que nós temos tido problemas com o encanamento, e o velho Tom não teve a chance de consertar ainda. Pobre rapaz que se enterrou em trabalho nas últimas semanas.” Sunny suspirava.

“Eu entendo. Nós vimos o quadro em sua loja,” Disse Applejack.

“Eyup. Ele encontra várias formas de se manter ocupado,” Disse Suny Side. “Com sorte uma vez que Tom terminar suas outras tarefas, ele irá trabalhar no encanamento.”

“Estou surpresa que ele não esteja fazendo isso agora. Esse problema do encanamento não afeta muito o seu trabalho?” Perguntou Twilight.

“Bem, é claro que sim, ainda mais por causa do hotel ao lado. Mas fui em frente e disse a Tom para priorizar seus trabalhos mais importantes, e depois ele poderia terminar aqui “.

“O que ele tem que seja tão urgente?” Perguntou Applejack.

Sunny sacudia sua cabeça lentamente. “Ele esteve trabalhando na casa de Gonden Ametist na maior parte de seu tempo.”

“A sua casa foi a mais danificada por Tyrek?” Rarity perguntava.

“Sim, foi. Desde então, nem podia ser chamada de casa. Eu usaria o termo barraco no sentido literal, querida.”

“Por que eles estão morando em tais condições?” Fluttershy perguntou.

“Bem, vendo como a coisa está, muitos pôneis não tinham muito tempo pra nada. Eles literalmente vagavam pela cidade com bolsas vazias e ferraduras enferrujadas. Esta cidade teve sua última chance para começar novamente e consertar a si mesmos. Eles construíram suas barracas sem qualquer material que eles pudessem se deparar ou falta de recursos.”

“Isso é terrível.” Disse Twilight.

“Tom esteve tentando seu melhor para ajudá-los. Ele tem ido aos arredores em seu tempo livre para ajudar a reforçar paredes, reparar telhados com vazamento, até dando a eles um chão sólido do que apenas terra.”

“O que faz a situação de Golden Ametist ser mais terrível para renovar a casa inteira então?” Rarity perguntava.

“Bem, seu marido recentemente foi aceito na guarda real e está atualmente no Império de Cristal. Tom disse a ele que ele daria o melhor para cuidar dela, especialmente depois que ela teve seu primeiro filho há oito meses atrás. Ela é uma pequena anja.”

“Não me admira então que ela seja prioridade.” Disse Rarity.

“Uma vez que ele conseguiu deixar habitável, eles se mudaram, e Tom tem trabalhado sobre o restante enquanto recebe suprimentos.”

“Uau, ele parece estar fazendo muito por essa cidade,” Fluttershy disse.

“Sim, ele acha que nos deve ou algo assim.”

“Por que você diz isso?” Twilight perguntava.

“Bem, se não fosse pelos consertos ele seria um exilado. Eles abriram uma casa para ele, e com o Senhor Fixits sendo o carpinteiro na época, ele era perfeitamente adequado. Tom trabalhou para o senhor Fixit em sua loja e ao redor da cidade. Mas é principalmente porque…”

“Duster… me passando a perna!”

Twilight e suas amigas se viraram novamente para os três pôneis jogando poker, enquanto Sunny Side apenas suspirava.”

“Há apenas cinquenta cartas aqui,” o pônei terrestre negro disse, segurando a carta com um casco.

“Agora como em Tartarus você sabe disso?” O pegasus marrom revidava.

“Por causa do isqueiro da carta,” o pônei terrestre disse, elevando seu casco para cima e para baixo com a carta ainda perfeitamente equilibrada.

“Não há como você dizer isso apenas segurando ela em seu casco.”

O pônei terrestre batia a carta sobre a mesa na frente do pegasus. “Conte-os.”

“Ugh, aqui vamos nós de novo; desculpem-me queridos,” Suny Side trotava até eles. “Já foi o bastante por essa noite, senhores.”

“Mas Sunny…”

“Não! Eu não quero ouvir nada disso. Já é péssimo o bastante eu li dar com isso durante os últimos vinte anos, mas para fazê-lo na frente de uma princesa e suas amigas não dá!”

“Espere, nós ainda temos uma princesa?” O pegasus perguntava, olhando para a mesa de Twilight. “Eu não me lembro da Celestia ser purpura,” ele colocava um par de óculos, “ou baixa.”

Twilight batia sua cabeça na mesa, soltando um gemido frustrado. Trixie escolheu esse momento em particular para sair da cozinha, com sua face manchada de sujeira.

“Trixie, querida, um último favor. Poderia mostrar à princesa e suas amigas seus quartos enquanto eu cuido desses três bobos?”

“Bobos? Não somos bobos, somos clientes!”

“Com apenas isso de bits não são não.” Sunny argumentava. “Fora!”

Trixie olhava para Twilight e suas amigas, todas com várias expressões. Estranhamente o bastante, Trixie repetia Twilight soltando um gemido frustrado; o rádio partilhava seus sentimentos.

“Trixie detesta essa cidade…”

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[Audiolivro] – Sem Palavras para Descrever – Apresentação

O autor Grivous teve uma ótima ideia ao criar um audiolivro com a fanfic que ele mesmo escreveu. É um bom recurso para quem quer ouvir textos enquanto realizam outras tarefas, e futuramente irei disponibilizar no blog um botão am cada fanfic com a opção adicional de ouvir os textos. Bela iniciativa, Grivous! Se você também tem um audiolivro da sua fanfic ou de qualquer outra estória que você gostou, mande para nós :)

Visite o canal do Grivous no Youtube clicando AQUI

Leia a fanfic “Sem Palavras para Descrever” clicando AQUI

O pônei de Oasis – Parte II

Ferramentas

CLIQUE AQUI PARA VER A PRIMEIRA PARTE

Autor: ROBCakeran53

Tradução: Drason

SINOPSE: Equestria ainda estava sendo reconstruída após a derrota de Tirek, e as seis novas governantas de Ponyville ajudando em sua reconstrução. Tudo mudou de maneira inusitada quando a Princesa Celestia entregou a elas uma carta descrevendo acerca das façanhas realizadas por um único cidadão da cidade de Oasis conhecido como Senhor Baker, e a forma como superou Tirek. Com a missão de descobrir se os relatos eram verdadeiros, as seis pôneis devem ir até a referida cidade para investigar. No entanto, elas irão descobrir que o Senhor Baker não era exatamente quem ou o que elas esperavam.

——

O trem foi longo e cansativo. Mais do que a viagem até Appleloosa, que tinha um pequeno povoado literalmente… em lugar nenhum. Twilight perguntava para si mesma como o trem se mantinha operando naquela região desértica.

Enquanto ocupada em seus próprios pensamentos, Applejack tossia. “Meu primo Braeburn me disse que há muitas caravanas que viajam por toda Equestria. De que maneira eles obtém seus proprios suprimentos? Provavelmente fazem a maior parte deles com os próprios cascos.”

Twilight acenava, olhando de volta para a janela, que era a coisa que ela mais havia feito nas últimas dezoito horas.

“Ainda estou surpresa que você trouxe uma árvore inteira para eles, Applejack.” A voz de Rarity atraía o olhar de Twilight para suas amigas. “Você nem mesmo sabe se tem algum Apple morando lá.”

Applejack riu. “Confie em mim quando digo que há muitos Apples lá fora, eu ficaria chocada se não houvesse pelo menos um na cidade. Mas mesmo que acontecesse de não existir, independentemente disso eu a entregaria. Tenho certeza que poderiam fazer bom uso dela.”

“Bem, pelo menos você está trazendo alguma coisa para ajudar,” Rainbow amuava, sentando-se em outro banco.

“Olhe docinho, não é culpa sua que eles ainda estejam tendo problemas com a máquina de fazer nuvens.  Quando estiver consertada você poderá trazer depois.”

“Sim, sim,” Disse Dash, acenando seu casco e olhando a janela. “Ugh, quanto tempo ainda vai durar essa viajem?”

Twilight esfregava os olhos e então pegava um mapa de seu alforge. “Bem, se meus cálculos estiverem corretos, mais ou menos uma meia hora.”

“Oh, finalmente! Vou poder descansar assim que encontrar um hotel,” disse Rarity, arrumando seus cílios com um espelho de bolso.

“No entanto, eu temo que isso não é tudo. O trem não vai parar na cidade, ainda teremos que caminhar uns oito quilômetros a partir da estação.”

Rarity abaixou o espelho. “Você não pode estar falando sério, né?”

“Eu disse para trazer seus sapatos,” afirmou Applejack, cutucando Rarity. Com isso, o último trecho do trem foi completado com as reclamações da unicórnio branca.

Com um solavanco final do trem, ele finalmente parava, com o vapor sendo liberado da chaminé. Twilight levitava a grande macieira de Applejack, e Rarity a bagagem de todos. Assim que saíram, o trem foi rápido ao partir, com o maquinista não querendo perder mais tempo no local em que não costumava passar com frequencia.

As seis pôneis olhavam ao redor e para a pequena plataforma feita inteiramente de madeira, bem como a pequena casinha situada nela. Para a surpresa de Twilight, realmente havia um pônei nela.

“Bem vindas a lugar nenhum,” dizia ele por meio de um sotaque nativo do local, com toda e qualquer emoção perdida em seu tom.

“Nós estamos, hu…” Twlight tossia com a poeira levantada pelo trem que persistia em ficar no ar. “Nós vamos para Oasis. Por acaso há alguma carruagem que possa nos levar até lá?” Perguntava a unicórnio roxo.

Ele imediatamente se animava, observando a coroa em sua cabeça. “Oh, Princesa Twilight Sparkle! Lamento por isso. É que… “ele tossia”, deixa pra lá. Na verdade, tem uma carruagem vindo para buscá-la, e estou surpreso que ainda não esteja aqui, certamente eles estão tentando esconder as últimas garrafas de cidras antes de vocês chegarem lá,” ele ria.

Twilight levantava uma sobrancelha, mas logo percebeu uma nuvem de poeira vindo na direção deles.

“Falando neles…”, disse o pônei da estação. Twilight apertava seus olhos, mal era capaz de ver o pônei puxando a grande carroça. “Oh, o pônei que vai puxar sua carroça é o Road Rage. Boa sorte.”

Antes que Twilight pudesse perguntar o porquê do “boa sorte”, o pônei puxava para baixo uma proteção de metal da janela, a trancando, e então caminhava para fora da pequena casinha. Depois, como um andarilho no deserto, ele simplesmente seguia em frente, nunca olhando para trás. Apenas andava para o que parecia ser uma direção aleatória.

A carruagem fazia uma parada abrupta, quase arremessando o pônei que estava dentro para a frente.

“Me ajude, Road Rage. Se você fizer isso com a Princesa Sparkle dentro desta carruagem, terei que jogar você em uma jaula por um mês!” A voz de dentro gritava.

“Sim, sim, entendi, Prefeito.” O pônei puxador olhava para as seis pôneis. “Oh, e por falar nisso.”

“O que o pônei dentro da carruagem quis dizer com essa frase?” Twilight pensava.

“O que? Oh Princesas!” O pônei gritava, saindo da carruagem. Sua gravata vermelha brilhante entrava em um confronto terrível com sua pele verde e crina dourada. “Não percebi que vocês já estavam aqui. Estranho, o trem estava…” ele olhava para o relógio dourado de bolso, “minha nossa, foi realmente pontual? Essa é a primeira vez.”

“Bem, tendo uma princesa esperando é bem óbvio,” Disse Rainbow Dash com um sorriso.

“Suponho que sim. Bem, por que vocês todas não entram e eu começarei as apresentações fora desse sol?”

Elas acenaram, e embarcaram na grande carruagem, Twilight colocava a árvore em cima dela, enquanto Rarity guardava as bagagens no porta malas. O prefeito foi o último pônei a entrar, mas não sem algumas palavras bem escolhidas.

“Road Rage, estamos tentando chegar lá vivos, então nada de gracinhas.”

“Sim, sim, entendi, senhor Prefeito. Segure sua gravata.”

“Eu o faria se não fosse a razão de você sair que nem louco.”

Road Rage revirava os olhos enquanto o Prefeito caía sentado bruscamente no banco após o solavanco.

“Perdoe-me, alteza,” disse o prefeito, sentando próximo a ela.

“Tudo bem,” Twilight ainda estava tentando esconder o desconforto daquela situação. “E por favor, apenas Twilight Sparkle. Ainda sou nova para o título de princesa.”

“Oh sim, parabéns aliás.”

“Obrigada,” Twilight respondia com um aceno.

“Mas onde estão minhas maneiras? Eu sempre esqueço as apresentações. Sou o prefeito Billfold.”

“Oh, então é você que escreveu as cartas?” Perguntou Rarity.

“Bem, é o que estava na carta, mas foi minha esposa que escreveu para mim. Minha letra é um garrancho.”

“Estou surpresa que você conseguiu se tornar prefeito então. Não escreve muito?” Twilight perguntou.

“Escrever é trabalho de secretário.”

“Sei…”

“Então, posso perguntar quem são suas amigas?”

“Ah, desculpe, esta é…”

“Espere, espere, você não sabe quem nós somos?” Rainbow perguntava. “Mesmo?”

“Eu temo que não, jovem pegasus.”

“Mas como? Nós somos as heroínas da história.”

“Rainbow!” Applejack sussurrava.

“Qual o problema? Só acho estranho que nenhum pônei saiba quem nós somos.”

Twilight tossia. “Por favor, perdoe Rainbow Dash, prefeito Billfold.”

“Apenas prefeito está bom.”

“Certo, prefeito. Ela fala antes de pensar.”

“Ei!” Rainbow Dash protestava.

“E as minhas outras amigas são Applejack, Rarity, Fluttershy e Pinkie Pie.”

“Isso!” Gritava Pinkie Pie saltando na cara do prefeito.

“Oh sim, olá.” Ele recuava, enquanto a pônei rosa voltava para o seu lugar.

“Então, você realmente nunca ouviu falar de nós?” Rainbow perguntava mais uma vez.

“Bem senhorita Dash, a verdade é que as notícias demoram muito tempo para chegar até nós.”

“Vocês não tem um jornal?” Perguntava Rarity.

“Oh não, embora quando viajantes vêm para a cidade, ocasionalmente trazem consigo um jornal ou algo similar. O último foi há… um ano e meio atrás.”

Twilight piscava. “Um ano e meio?”

“Sim.”

“Tenho certeza que vocês têm rádio, há um canal de notícias.”

“Bem, nós temos apenas um rádio na cidade, e duas estações.”

“Que!” os olhos de Rainbow estreitaram.

“Como vocês conseguem viver assim, sem saber o que está acontecendo com o resto do mundo?” Twilight perguntava.

“Uma coisa que vocês têm que entender sobre Oasis, senhorita Sparkle, é que a cidade foi fundada por um grupo de pôneis que queriam pouco a ver com o resto de Equestria. Começou com um grupo de tendas, e assim que mais pôneis foram vindo, a primeira casa foi construída, e depois outra, até que a cidade foi construída por pôneis que geralmente fugiam de seus problemas, ou se cansaram das outras cidades.”

O casco de Rarity subia até o peito, deixando sair um suspiro enquanto tentava falar.

O prefeito levantava um casco, sacudindo a cabeça. “Não! Não! Por favor, não fique alarmada. Nós não toleramos bandidos e vândalos. Somos uma cidade construída com a finalidade de um novo começo. Muitos pôneis vêm para ficar apenas por um ano, limpar suas mentes, descansar, e então voltam para suas casas. Outros fazem dessa cidade seu lugar de repouso. Minha esposa e eu estamos nesse grupo.”

“Qual a razão, se não for demais a pergunta?” questionava Twilight.

“Não tem segredo nenhum. Para fazer uma longa e curta história ao mesmo tempo, minha esposa e eu viemos aqui cerca de doze anos atrás, depois que o pai dela a deserdou por se casar comigo. Nós não queríamos ficar na esnobe Canterlot, então a deixamos. Eventualmente, nós viemos até Oasis. Me tornei prefeito… se não me engano há oito anos.”

“Apenas quatro anos na cidade e eles o elegem prefeito?” Twilight levantava uma sobrancelha.

“Bem, eu ouso dizer que Thomas teve um papel fundamental para me ajudar com isso.”

“Quem é Thomas?” Perguntava Applejack.

“Ah, esse é o Sr. Baker, Thomas Baker, embora alguns na cidade passaram a chamá-lo de Tom.”

“O nome soa engraçado. O que é um Thomas?” Perguntava a pônei laranja.

“Bem, na verdade nós não nos conhecemos. Embora uma vez ele disse que havia uma locomotiva azul de onde ele veio que era chamado Thomas, então imaginei que tinha algo a ver com trens.”

Twilight batia em seu queixo. “Isso não faz sentido. O que trens, Tomas e o sobrenome Baker tem a ver um com o outro?”

O prefeito sorria. “Confie em mim, senhoria Sparkle, espero que você não se importe com o título, mas seu nome é bastante enganador. O sobrenome Baker vem de cozinheiro, e ele não poderia cozinhar para salvar uma vida.”

“O que? Então… não entendi nada.”

“Bem, retiro o que disse, ele sabe cozinhar e assar, embora ouso dizer que não é exatamente um banquete. Mas na época ninguém estava reclamando. O talento de Thomas é muito além disso. Ele é carpinteiro, encanador, e recentemente se tornou o eletricista da cidade mesmo com conhecimentos limitados sobre o assunto.”

“Então sua marca especial é algo relacionado a carpintaria?” Perguntava Twilight.

Com essa pergunta, o prefeito começava a suar, olhando para qualquer lugar, menos para a alicornio roxo. “Be…bem, não exatamente.”

“Prefeito, não estou conseguindo compreender. Ele é um pônei, certo?” Twilight levantava uma sobrancelha.

“C…claro que ele é, haha, quão bobo poderia ser se ele não fosse?” O prefeito gaguejava.

Os olhos de Twilight semicerravam. “Ceeeerto. Bem, então tenho algumas perguntas preliminares que preciso fazer ao Senhor Baker, mas enquanto estamos aqui, se importa em responder algumas?”

O prefeito engolia seco, enxugando a testa com um lenço. “Bem, digo, se elas são para o Senhor Baker, certamente eu não seria capaz de responder por ele.”

“Oh, mas eu insisto. São perguntas bem simples. A primeira e a mais óbvia, como o Senhor Baker fez para não ter sua magia roubada por Tirek?”

“Bem…hu… ele estava fora da cidade!”

“Estava fora da cidade…” Twilight repetia lentamente.

“Sim, estava trabalhando fora. E quando voltou para a cidade, nós estávamos todos enfraquecidos, então ele nos ajudou.”

“Prefeito, Tirek poderia sentir a energia de um pônei a quilômetros de distância. Você está tentando me dizer que ele conseguiu evitar de ser detectado só porque estava fora da cidade?”

“Bem, v…veja bem, Senhorita Sparkle, há muitas casas a quilômetros de distância de Oasis. É o caso do fazendeiro Take Farmer, por exemplo. Ele mora cerca de trinta quilômetros a leste daqui.” O prefeito tossia. “E f…foi isso que aconteceu, ele foi naquela fazenda consertar o encamento do Sr. Take Farmer!”

Twilight continuava a encarar o prefeito, que já estava se encharcando de suor.

“Prefeito, eu realmente estou duvidando…”

“Oh vejam! Chegamos.” O prefeito interrompia Twilight.

E então a parada abrupta interrompia repentinamente a todos dentro da carruagem.

Road Rage desamarrava os arreios, balançando o corpo para se livrar da fina camada de poeira que cobria sua pele marrom a crina negra. Afinal, ele deveria ficar com uma aparência agradável para a Princesa. Com um salto feliz em seus trotes, ele se dirigia até a porta da carruagem, com vozes gritando do lado de dentro, mas sem que ele desse tanta atenção.

“Uggh, olha o seu casco Pinkie!”

“Desculpe!”

“Alguém me diga que isso é a crina de alguém e não a calda!”

“Road Rage, quando eu colocar meus cascos em você…”

“Calma, Dash. Você quase sentou no meu rosto.”

Casualmente, ele torcia o casco para girar a maçaneta e abrir a porta. Todos os sete pôneis caiam para fora da carruagem, com Pinkie sendo a última a sair com uma risadinha.

“Weee! Foi divertido!” ela dizia saltando.

“Nunca mais passeio em uma carruagem como essa,” Rarity bufava, se levantando.

“Oh, sinto muito, Twilight.” Finalmente, o prefeito foi o último a ficar de pé, com sua gravata pendurada em seu colarinho solto.

“Road Rage,” O prefeito resmungava.

“Sim, senhor?”

“Leve a carruagem para o hotel, descarregue a bagagem das visitantes e em seguida vá até o meu escrtório para discutirmos a sua RESCISÃO!” O prefeito gritava na última parte.

O jovem garanhou o saldou, sorrindo. “Sim, sim.”

Novamente conectado à carruagem, ele partia levantando poeira.

“Estou pensando seriamente em estabelecer um limite de velocidade para carruagens, mas temo que Road Rage veria isso com um desafio.” Dizia o prefeito, tentando arrumar a gravata desfeita.

“Sim, eles tentaram fazer isso para nós pegasus em Cloudsdale.” Disse Rainbow.

“E eu tive que tirar você da cadeia oito vezes por causa disso,” Fluttershy sussurrava.

“Bem, tenho certeza que todas desejam se encontrar com o Sr. Baker, mas sinto que deveria mostrar a vocês os trabalhos deslumbrantes que ele fez primeiro. Sigam-me, por favor.”

Enquanto caminhavam, Twilight analisava as construções, ainda sem certeza se era realmente uma cidade ou apenas um estabelecimento. Pelo menos era o que aparentava para ela, mas uma estrutura chamava sua atenção.

“Aquele é a varanda que você disse que o Sr. Baker fez?” Rarity perguntava antes que Twilight o fizesse.

“Sim. Lá fica a hospedagem de Sunny Side. É onde vocês vão ficar. Thomas fez um trabalho maravilhoso com a varanda. Atrevo-me a dizer que se um dia a hospedagem desmoronar antes do tempo, a varanda ficará lá para sempre.”

“Me atrevo a pensar o mesmo.” Rarity trotava examinando os basílicos. “Ele esculpiu esses também?”

“Sim, cada um deles feitos com as mã… digo, casco. Levou duas semanas para terminar.

“Trabalho impressionante.” Rarity deslizava o casco na pilastra.” Muito lisas, sem manchas. Simplesmente incrível.”

“Você tem um olho afiado para os detalhes, senhorita.”

O grupo de pôneis olhava para a pônei na varanda que havia acabado de falar. Ela usava um vestido vermelho e branco, além de um avental também branco. Sua pele verde se complementava com sua crina loira.

“Nossa, você se parece muito com minha avó.” Applejack deixava escapar.

“Sério, eu pareço velha?” Ela dizia com um sorriso.

Applejack balançava a cabeça. “Não, quiz dizer quando ela era jovem…”

“Estou brincando.” Ela piscava, se virando para Rarity. “Foi mesmo um ótimo trabalho do Tom. Eu disse a ele que não precisava ser tão perfeccionista, mas bem, quando se trata do Tom e de madeira, ninguém segura.” Ela acrescentava com uma risada.

“Ele certamente o fez, senhorita…?”

“Sunny. Sunny Side. E como podem ver minha hospedagem tem o mesmo nome. E vocês são a comitiva que vieram ver o velho Tom?”

“Correto, senhorita. Sou a Princesa Twilight Sparkle, mas me chame apenas de Twilight. E essas são minhas amigas Applejack, Fluttershy, Rainbow Dash, Pinkie Pie e Rarity.”

“Prazer em conhecer vocês todas.”

“Senhorita…” Twilight começava.

“Me chame apenas de Sunny, querida.”

“Certo, Sunny, o que você quiz dizer com “velho Tom”? Quantos anos ele tem?”

“Oh, isso é apenas um modo de dizer. Ele gosta de agir como se fosse mais velho, mas todos nós sabemos que é apenas um show.”

“Isso não responde a minha pergunta. Quantos anos ele tem?” Repetia Twilight.

“Você tem cara de quem é faminta por informações.” O sorriso de Sunny hesitava por um momento, então ela continuava. “Se não me falha  amemória, ele faz quarenta e quatro neste ano.”

“É novo ainda. O pai de Braeburn trabalhou até os setenta e oito.” Disse Applejack.

Twilight puxava uma pena e um pergaminho e anotava a nova informação.

“Então Sunny, o que você pode me dizer sobre o Sr. Baker?”

“Há muitas coisas que posso dizer sobre ele, tanto verdades quanto fofocas. Mas dentre todas elas, posso dizer com honestidade que ele é um garanhão com um coração muito amável. Graças a ele a cidade foi reerguida assim como seus moradores, e como você já viu, seu ofício de carpinteiro é uma maravilha.”

“Isso eu já percebi, mas não pode me falar nada sobre sua vida pessoal?? Ele é casado? Tem filhos?”

“Senhorita, temo que essas perguntas é melhor deixar para o próprio Tom responder. Ele não se importa em compartilhar suas informações pessoais com estranhos, mas nós como amigos dele respeitamos sua privacidade.”

“É justo.” Disse Twilight. “Então você saberia me dizer como o Sr. Baker não perdeu sua magia?”

Sunny Side abriu a boca para responder, e em seguida fechou, estalando a língua. “A verdade é que não faço ideia. Apenas me lembro daquele enorme monstro na cidade destruindo minha varanda, e logo depois o Tom me pegando e me levando para dentro. Eu estava tão fraca, me sentia mal do estômago, mas ele sempre estava perto cuidando de mim e me alimentando com aquele mingau dele.”

“Mingau? Que tipo de mingau? Já comi ótimos mingaus, especialmente o dos búfalos. Aquele mingau foi o mingauzante mingau mais mingauzasso que já expeimentei, mas era ótimo!” Pinkie Pie saltava em torno do grupo com um sorriso cheio de dentes.

“Era só um mingau. Mas seus métodos de cozinhar são, digamos, diferente dos nossos.”

“Entendo.” Twilight rabiscava mais um pouco em seu pergaminho, e com um brilho de sua magia o papel desaparecia. “Bem, obrigada pelas informações. Terei mais algumas perguntas depois.”

“Tenho certeza que sim, senhorita. Certifiquem-se de voltarem às seis da tarde para o jantar.”

“Oh, oh!” Pinkie saltava com um casco no ar.

“Pinkie, não vai ser mingau.” Disse Rainbow Dash.

“Aahhhh…”

“Voltaremos logo, obrigada.” Disse Twilight.

Com isso, Sunny Side voltava para dentro. O prefeito tossia, ganhando a atenção de Twilight mais uma vez.

“Bem, agora acho que poderíamos ver o escritório do Dr. Doc Hollywood e o belo trabalho que Thomas fez consertando o buraco no teto.”

Para as próximas duas horas, Twilight e suas amigas passeavam pela cidade, conhecendo vários pôneis que chamavam Oasis de casa. Assim como as respostas de Sunny, Twilight não encontrava ninguém disposto a dar qualquer informação relevante sobre o Sr. Baker, além daquilo que ela já tinha ouvido. Nenhum deles conseguia recordar como Tirek não drenou sua mágica também, com todos dizendo que ele não estava na cidade.

“Obrigada pelas informações, Senhora Stalk.” Twilight dizia, e novamente sua pena e o pergaminho desapareciam do nada.

“Sem problemas. Senhor Baker fez muito por esta cidade. Ele merece ser reconhecido por isso, por mais que ele não queira. Minha fazenda estaria muito pior se não fosse por ele,” dizia a pônei com um aceno, trotando de volta aos seus afazeres.

“Bem, com essa foram dez pôneis afirmando o quão incrivel é esse Senhor Baker. Então agora, prefeito, se não é demais, eu quero conhecê-lo.” Disse Twilight com um tom autoritário.

“Oh, s…sim, claro. Tenho certeza que ele já deve ter voltado para sua loja. Siga-me, por favor.” Dizia o prefeito.

“Seguir ele é o que já estávamos fazendo há mais de duas horas.” Rainbow Dash sussurrava para Twilight.

“Eu sei. Ele está tentando ganhar tempo.” Twilight sussurrava de volta.

“Você acha que que esse tal de Senhor Baker existe mesmo?”

“Não sei, mas espero descobrir isso logo.”

As seis pôneis seguiam o prefeito para um prédio de dois andares com uma pequena varanda na frente. A varanda era bem parecida com a de Sunny Side, porém com muito mais detalhes.

“Mais um trabalho do Senhor Baker, eu presumo?” Perguntava Rarity.

“Sim, ele construiu há algum tempo, antes de herdar essa loja.”

“Herdar? De família?” Twilight perguntava.

“Não, Thomas não tem parentes.” Twilight levantava uma sobrancelha. “Digo, na cidade.” O prefeito se recuperava, puxando o colarinho. “Thomas herdou essa loja do nosso antigo encanador que faleceu pela idade, o Senhor Fixit.”

“Então ele era aprendiz do Sr. Fixit?” Perguntou Twlight.

“Vamos assim dizer. De onde o Thomas veio, ele já era um carpinteiro e encanador, embora ainda meio amador, mas depois de alguns anos trabalhando para o Sr. Fixit, eu ouso dizer que o aluno superou o mestre.”

O grupo de pôneis caminhavam na varanda, com o prefeito abrindo a porta. Twilight observava uma placa no vidro de umas das janelas escrita “Aberto” entre!”

“Thomas! Sou eu, prefeito Billfold. Tenho algumas convidadas que gostariam de conhecê-lo!” O prefeito dizia em voz alta.

“Entrem! Sintam-se em casa! Vou descer em um minuto!” Uma voz rouca soava pela escada.

Twilight podia ouvir o som dos cascos caminhando no andar de cima. Ela olhava para suas amigas, todas olhando em volta para os objetos espalhados ao redor da sala de entrada. Além da entrada, havia outras duas portas, uma que levava ao andar de cima e outra com os dizeres “apenas funcionários”. Dentro da sala havia um balcão bem alto com uma caixa registradora em cima dela e outras bugingangas.

Havia cartões com informações de Baker, um sino prateado, e muitos lápis dentro de um frasco. Twilight levitava um dos cartões até ela, lendo cuidadosamente:

Sr. Thomas M. Baker

Mestre carpinteiro, encanador

Qualquer hora do dia

Telegrafia nº 459

“Se vale a pena fazer, vale a pena fazer direito!”

Twilight colocava o cartão de volta com os demais, em seguida, olhava para o resto da sala. A coisa mais óbvia eram os retratos nas paredes. A maioria fotos preta e brancas, cheias de pôneis, mostrando o progresso desta pequena loja e os residentes da cidade que a frequentavam. Por tráz do balcão, porém, ela podia ver espaços entre os quadros, que aparentemente eram outros quadros removidos.

“Uau, este Senhor Baker parece ser bem ocupado para um cidadão de uma pequena cidade.” A voz de Applejack tirava a atenção de Twilight dos quadros.

Applejack ficava ao lado da porta que era apenas para funcionários, onde um grande quadro de giz estava pendurado. Nele estava listado nomes, projetos, suprimentos e até uma data para conclusão. O quadro inteiro estava cheio. Havia uma nota ao lado do último:

Lulamoon – Viajante de carruagem – reparos concluídos

Aguardar o pagamento total

“Lulamoon, esse nome não lhe soa familiar Twi?” Applejack perguntava.

Na verdade, parecia vagamente familiar, mas ela não tinha certeza. Ela dava de ombros, se voltando para o resto de suas amigas que estavam observando as poucas prateleiras com itens à venda. Coisas como porta sabonetes para paredes de gancho, dentre outros cométicos.

“Essas argolas para cortinas de banheiro são bem bonitas. Eu devo comprar algumas quando o Sr. Baker descer.” Dizia Rarity, segurando uma argola branca polida com uma jóia azul decorada nela.

Twilight sorria, e então olhava para outro canto da sala. Um pequeno fogão a lenha ainda iluminado, com um coador de café repousando no topo. Perto dele, uma pequena mesa redonda com quatro cadeiras. Uma delas chamava a atenção de Twilight; era maior, com um encosto igualmente alto. Ela olhava de volta para o balcão.

Ele deve ser um pônei bem grande. Twilight pensava.

O som dos cascos descendo as escadas causava um olhar de expectativa a todas as pôneis. Twilight notava a expressão nervosa do prefeito, que corria os olhos à distância ao perceber Twilight olhando para ele.

“Oooops!”

Twilight engasgava quando o som de cascos pisando foi substituído com o tombo de um corpo. Felizmente, não foram muitos passos, enquanto um pônei terrestre azul se chocava com o chão, sua curta crina cor de cobre ficava uma bagunça.

“Sheri… digo… Thomas, você está bem?” O prefeito corria, ajudando o pônei a se levantar.

“Estou bem, obrigado senhor prefeito.” Dizia ele.

“Você é o Sr. Baker?” Rarity trocava olhares com Twilight, as duas já com pensamentos similares.

“Sim, sou eu.” Thomas disse.

Enquanto ele estava de pé, Twilight observava a camisa que ele estava vestindo, e suspeitava o quão longas eram as mangas.

“Não me admira que você tropeçou, querido. Essas mangas estão sobrando,” Rarity dizia, traduzindo os pensamentos de Twilight.

A unicornio branca trotava, examinando a camisa enquanto Thomas tentava se afastar.

“Não se preocupe, estou bem.”

“Sim, eu posso ver isso. Sua camisa está aos farrapos, meu bom garanhão.” Rarity se inclinava mais perto. “Essa camisa é grande demais pra você, não acha?”

Twilight olhava o prefeito, que estava visivelmente nervoso.

“Bem, veja você senhorita…?”

“Oh, me chame de Rarity.”

“Rarity, obrigado por perceber. Nosso alfaiate não tem como atender a todos, então decidi eu mesmo fazer essa.” Ele ria. “Pelo menos tem o meu nome.”

Twilight percebia a costura na etiqueta, branca com ambas bordas vermelhas escrito “Tom”.

“Muito bem, eu poderia fazer alguns ajustes apropriados? Eu trouxe meus equipamentos de costura, só para o caso de uma emergência.”

“Oh não, está bem assim. Além do mais, não há muito sentido em vocês ficarem na cidade. Depois de tudo, estou certo que vocês falaram com alguns pôneis da cidade e já tiveram uma compreensão de tudo o que aconteceu.”

Twilight piscava. “Uma compreensão? Senhor Baker, não temos absolutamente compreensão nenhuma.”

Pinkie repentinamente aparecia por tráz de Thomas. “Além disso, não podemos partir ainda bobo! Não até eu começar a festa chamada “obrigado por ajudar a cidade inteira!”

Thomas ria nervosamente. “N…não, obrigado, jovem pônei. Não preciso de uma festa, a cidade já me recompensou bastante.” Pinkie esvaziava a partir daí. Ele então se virava para Twilight. “Se você tem perguntas para mim princesa, posso economizar um tempo para respondê-las.”

Twilight sorria. Finalmente, ela estava prestes a obter alguma resposta coerente.

“Eu agradeceria muito, Senhor Baker.”

“Por favor, Thomas ou simplesmente Tom está bom.”

“Muito bem, Thomas. Devo dizer que você tem um balcão muito alto para quem é um pônei tão baixo.”

Thomas piscava, a pergunta não era o que ele esperava. “Oh, bem, isso é porque… eu uso para armazenamento! Ali atráz há um espaço para depósito, pois como você pode ver esta sala é muito grande, então eu aproveito o espaço.”

Twiligh acenava, embora não estivesse acreditando. “E a cadeira?”

“Perdão?”

Aquela única cadeira, na mesa. É bem maior do que o resto.”

“Oh, bem, eu acho mais confortável assim. Uma cadeira maior significa mais espaço para descansar.”

Nada mal. Twilight pensava. “Então Thomas, por que alguns quadros nas paredes estão faltando?”

Thomas piscava. “Os quadros?”

“Na parede atráz do balcão. Há várias lacunas onde teoricamente estavam mais quadros. É só uma curiosidade sobre isso.”

Thomas olhava para o prefeito, que agora estava suando como louco, e então olhava de volta para Twilight. “Bem, estou fazendo novos quadros para pregar ali.”

Oh, você é bom. “Certo, entendi.”

“Princesa, há algum problema com a maneira como moro na minha própria loja?” Thomas perguntava com uma sobrancelha levantada.

Twilight foi pega de surpresa com a pergunta. “O que? Não, eu estava penas curiosa sobre…”

“Bem, parece que você está tentando tirar alguma coisa de mim, alteza. Sou um pônei muito ocupado, como você pode ver naquela placa com tarefas anotadas, então a menos que você tenha alguma pergunta importante, eu apreciaria se pudessemos terminar.”

Twilight estremecia sob os olhares de Thomas. Ela estava errada? Havia muitas coisas curiosas, com certeza, mas tudo o que ele disse poderiam ser possibilidade. Ela se virava para Applejack, a pônei fazendeira olhava para Thomas em pensamentos. Se algum pônei poderia dizer se ele estava mentindo, era Applejack.

Repentinamente, o som dos cascos de um pegasus entrando dentro da loja fazia todos os pôneis pularem, o ruído inesperado foi rapidamente seguido por uma voz.

“Boa tarde, Tom. Eu tenho o seu…” O pônei carteiro parava, sua palavras sumiam ao perceber tantos pôneis olhando para ele. “Algum problema prefeito?”

O prefeito foi rápido ao reagir, quase correndo até o carteiro e envolvendo um casco ao redor do seu pescoço em uma vã tentativa de afastá-lo.

“Swift, é tão agradável ver você, mas como pode ver o Senhor Thomas está ocupado no momento, então se você puder apenas…”

O prefeito foi interrompido pelo pegasus carteiro que caía em gargalhadas no chão, espalhando as cartas que caíam de sua bolsa enquanto ele rolava no chão em ataques de risos.

“Sh…Sherife!!! O que o senhor está fazendo com essa camis…” o focinho de Swift era fechada pelos cascos do prefeito.

“Thomas estava prestes a dizer para a princesa sobre o ocorrido, para que elas pudessem ir.” O prefeito rosnava.

Os olhos do pegasus iam ligeiramente para o lado, na direção de Twilight em total compreensão, especialmente ao ver a coroa em sua cabeça.

“Oh! S…sua… majestade!” Swift ficava de pé, fazendo uma reverência.

Twilight não dava atenção, olhando novamente para Thomas.

“Sherife?!” Ela perguntava.

“Bem, sua alteza, muitas vezes sou um policial substituto para o xerife. Alguns pôneis acham divertido me chamarem assim.” Ele olhava para Swift, que ainda estava se curvando para pegar as cartas caídas.

Twilight olhava entre os três pôneis da cidade. Cada um de alguma forma em pânico, e estava na hora de acabar com essa charada.

“Applejack, como a representante do elemento da honestidade, poderia me dar sua opinião honesta se esse pônei está dizendo a verdade?”

Applejack sorria. “Acredito que posso, princesa.”

“E o que você me diz deles?”

“Se eles estivessem vestindo calças, estariam encharcados agora.”

O prefeito engolia seco, alto o suficiente para que todos pudessem ouvir.

“Obrigada Applejack. Bem, eu devo admitir, você se saiu bem, prefeito.” Twilight caminhava até o balcão, levitando um dos cartões. “Convencendo os pôneis a inventarem histórias, como desses cartões. Devo admitir que você fez um bom trabalho, mas não o suficiente.” Twilight balançava sua cabeça. “Tudo isso será um relatório para a Princesa Celestia.”

“E..espere alteza, por favor…” O prefeito dava um passo a frente.

“NÃO!!!”, Gritava Twilight, fazendo todos os pôneis pularem, incluindo suas amigas. “Já ouvi o bastante de suas mentiras, e francamente, estou chocada em ver como você foi tão longe para o que tem sido uma das épocas mais difíceis de Equestria desde a Nightmare Moon! E tudo isso por causa de dinheiro e… uma medalha?? Para um pônei que nem existe?”

“P…princesa…”

“Não Senhor Billfold, não vou ouvir mais nada.”

“Você pegou ele, Twi!” Rainbow aplaudia.

Twilight ignorava os aplausos da amiga. “Além disso, você nos arrastou a meio caminho através do continente, gastando nosso precioso tempo que poderia ter sido utilizado para ajudar os pôneis que realmente precisavam, e ainda por cima levando com você alguns cidadãos inocentes para os quais você jurou governar, e tudo para sustentar suas mentiras?”

“Sua alteza…” Thomas começava.

“Não, você fica quieto.” Twilight apontava um casco para ele. “De fato, mentindo diretamente não para uma, mas duas princesas de Equestria entre as outras acusações contra vocês três…”

“Espere, o que eu…” Swift era interrompido por um brilho de Twilight.

“Vocês três estão agora sob detenção. Como Princesa, estou dando a vocês voz de prisão.” Twilight dizia batendo seu casco no chão.

Atráz da alicornio roxa todas as suas amigas concordavam batendo seus cascos.

As orelhas de Swift se contraíam. Alguém ou alguma coisa estava se aproximando. “Hum, sua alteza?”

Twilight ignorava ele. “Agora, você vai me acompanhar à cadeia mais próxima. Felizmente é um dos prédios que você mesmo me mostrou, do contrário seria difícil conduzi-lo até lá.”

Os passos se aproximavam.

“Princesa Twilight,” Swift falava um pouco mais alto.

“Lamento o fato de vocês terem envolvido esse pônei carteiro, mas até iniciar os devidos procedimentos investigatórios ele também é suspeito e testemunha.”

“Mas…”

“A menos que…” Twilight olhava para o xerife e o prefeito. “Vocês estiverem dispostos a me dizerem a verdade aqui e agora.”

Os dois pôneis olhavam um para o outro.

Agora te peguei… Twilight sorria.

“Oh minha nossa, aí vem o Tom!” Disse Swift, se afastando da porta.

“O que?” Twilight se virava, notando que o prefeito tinha uma expressão aterrorizada em seu rosto.

Enquanto isso, o xerife estava sorrindo. “falando nele…”

Aquela frase…. A crina no pescoço de Twilight ficava em pé quando ela olhava para a porta. De pé, proximo a ela com duas longas pernas, estava uma criatura bípede, suas feições mascaradas na sombra que se projetava sobre ele graças ao sol batendo em suas costas.

A mandíbula de Twilight caía. O que em nome de Equestria era AQUILO?