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O Natal de Spike

Autora: Passionfruit

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Colunas, Fanfic, Fanfics nacionais

Diferenças

Diferenças

 

Conta-se que os animais da Fluttershy decidiram fundar uma escola. Para isso, reuniram-se e começaram a escolher as disciplinas. O Pássaro insistiu para que houvesse aulas de vôo. O Esquilo achou que a subida perpendicular em árvores era fundamental. E o Coelho Angel queria de qualquer jeito que a corrida fosse incluída. E assim foi feito. Incluíram tudo, mas cometeram um grande erro. Insistiram para que todos os bichos praticassem todos os cursos oferecidos. O Coelho foi magnífico na corrida, ninguém corria como ele. Mas queriam ensiná-lo a voar. Colocaram-no numa árvore e disseram:

“Voa, coelho!”.

Ele saltou lá de cima e “pluft”… coitadinho! Quebrou as pernas. O Coelho não aprendeu a voar e acabou sem poder correr também.  O Pássaro voava como nenhum outro, mas o obrigaram a cavar buracos como uma toupeira. Quebrou o bico e as asas e, depois, já não conseguia voar tão bem e nem mais cavar buracos.

Sabe de uma coisa?

Todos nós somos diferentes uns dos outros e cada um tem uma ou mais qualidades próprias dadas por Deus. Não podemos exigir ou forçar para que as outras pessoas sejam parecidas conosco ou tenham nossas qualidades. Se assim agirmos, acabaremos fazendo com que elas sofram e, no final, elas poderão não ser o que queríamos que fossem ou, ainda pior, elas poderão não mais fazer o que faziam bem feito.

Respeitar as diferenças é amar as pessoas como elas são!

“Nenhum de nós é tão bom quanto todos nós juntos!”

Amigos pra Valer…. fazendo o dia nascer mais feliz!

Autor Desconhecido

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Twilight Archives

twilightarchives
Ilustração: http://nabbiekitty.deviantart.com/

 

1) PARA ATINGIR A PERFEIÇÃO É PRECISO REPETIR E TREINAR

A rotina não tem nada a ver com a repetição. Para atingir a excelência em qualquer coisa na vida, é preciso repetir e treinar.

Treinar e repetir, aprender a técnica de tal maneira que ela se torne intuitiva. Aprendi isso ainda na infância, em uma cidade próxima de Ponyville, onde minha família ia passar as férias de verão.

Eu era fascinada pelo trabalho de um ferreiro que morava perto: sentava e ficava pelo que parecia ser uma eternidade, olhando seu martelo descer no aço quente, espalhando fagulhas ao redor, como fogos de artifício.

Uma vez ele me perguntou: “você acha que estou sempre fazendo a mesma coisa?” Eu disse que sim.

“Está errada. Cada vez que desço o martelo, a intensidade do golpe é diferente, às vezes mais dura, às vezes mais suave. Mas só aprendi isso depois de repetir este gesto por muitos anos. Até chegar o momento em que não penso – deixo que a mão guie o meu trabalho”.

Nunca me esqueci daquela frase.

2) UM INDIVIDUO É A SOMA DE TODAS AS SUAS VONTADES

Não importa como fomos criados. O que determina nosso modo de agir é a maneira como administramos a nossa vontade.

Um indivíduo é a soma de todas as suas vontades, que determinam sua maneira de viver e morrer.

A vontade é um sentimento, um talento, algo que nos dá entusiasmo. A vontade é algo que se adquire – mas para isso é necessário lutar a vida inteira.

Desde o instante em que nascemos, as pessoas nos dizem que o mundo é assim, ou assado, desta ou daquela maneira. É natural que – durante um certo período – terminemos por acreditar naquilo que nos dizem. Mas logo precisamos deixar estes conceitos de lado, e descobrirmos nossa própria maneira de ver a realidade.

Fonte: g1

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Oração de Dinky e Ditzy/Derpy

Ditzy-e-Dinky
Ilustração: http://gigasparkle.deviantart.com

 

Deus, peço para que toque nossos corações para que sempre possamos irradiar bons sentimentos, nossos diálogos para que cada palavra dita sempre traga conforto e soluções, nossas ações para que tudo o que fizermos seja construído e realizado em luz, nossos pés para que possamos sempre trilhar o caminho da evolução espiritual, nossas almas para que ela se ilumine cada vez mais e possamos levar a divindade a quem precisar. Conceda-nos sabedoria e paz, sabedoria para escolher o caminho entre o bem e o mal e paz para trabalharmos e criarmos raízes na sociedade em que vivemos. Abençoe nossa família, abençoe nosso dia, guarde nossas noites. Dai-nos serenidade e esteja conosco todos os dias. Amém.

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Império dos Sonhos

imperio-dos-sonhosAutora: Jujuba Cahill

SINOPSE: Snowdrop aprendeu o caminho da ternura e o que realmente importa na vida, mas agora terá que ir além no novo lugar que acabara de chegar, pois aparentemente não terá mais as princesas para lhe ajudarem – ela não sabia das reviravoltas que viriam a seguir.

***

Capítulo 01 – Onde estou?

Eu não sabia no que tinha me metido.

Olá, meu nome é Snowdrop e, bem… não sei exatamente o que eu estava fazendo quando vim parar aqui, mas me parece um lugar bem chato.

Claro, não consigo enxergar com os olhos, mas em minha imaginação vejo um lugar calmo e bem luminoso, imagino que seja uma espécie de nuvem, porque sinto uma superfície fofa aos meus pés, mais fofa que o normal. Consigo ouvir ao longe gemidos cansados e sinto cheiro de chuva no ar, embora as nuvens não estivessem molhadas. Estranho. Gostaria tanto de poder enxergar agora…

Lembro quando eu era apenas uma potrinha e acabara de ganhar minha marca…

Capítulo 02 – Minha vida desabrochando

Eu estava muito feliz com a minha nova marca e todo o crédito que recebia, mas principalmente com o carinho que os pôneis agora tinham por mim.

Na escola, as colegas me admiravam e não foi difícil conseguir amigas agora. Não podia deixar de pensar que elas estavam sendo interesseiras, mas fazer o quê? Minha melhor amiga era Aurora, mas também haviam a Golden Locks, Bellinha, Cutiest, Diamond Sparta… mas elas nada se comparavam à Aurora.

Um dia de inverno (meus favoritos) eu estava num lago congelado brincando de patinar com ela. Ela dizia que seu sonho era ser uma patinadora profissional e ir lá para Canterlot.

– Eu realmente acredito que vou conseguir! – dizia ela, desenhando um 8 no gelo com seus patins – Qual é?! Afinal, você conhece mais alguém que consegue fazer o ‘canto do cisne’ tão bem quanto eu? He he!

– Mas é claro que você vai conseguir! – eu dizia me esforçando para não ter que responder à pergunta dela (é que ela ficava bem exibida se descuidasse, mas na maioria das vezes ela era bem divertida).

–Observe, vou fazer a manobra de novo.

Ela pegou impulso e foi com toda velocidade em frente, pulou dando giros parecidos com balé e depois aterrissou, mas a manobra não acabava ainda… ela deu algumas voltas rápidas patinando em círculos que iam se fechando, até eu me perguntar como ela conseguia virar tão rápido. Ela, então, começava a girar em volta de si com uma perna dobrada e outra estendida e ia agachando, tomando impulso.

– Dessa vez vou voar mais alto do que um cisne consegue!!!

Apesar de Aurora ser uma pônei terrestre, ela conseguiu saltar tão alto que quase me fez acreditar que ela estivera escondendo suas asas esse tempo todo, e então começou a cantar no ar, mas quando voltou a chão, ela estava tão entretida com a música que a lâmina de seus patins caiu torta e sua bela música se transformou em um grito parecido com um grasnar e ela veio deslizando direto na minha direção.

Eu tentei desviar mas ela estava rápida demais e me levou para capotar num monte de neve fofa fora do lago. Oops. Foi então que um animal que eu não consegui identificar parou perto de nós e despois de um momento voltou.

Aurora caiu na gargalhada e eu não sabia o porquê.

– Hahahahahahahahahaha!

– Por que você está rindo?

– É que o cisne veio na minha direção, aprumou as penas e balançou a cabeça em sinal negativo! Hahahahaha!

E eu comecei a rir também, mas não era tão engraçado quanto ela achava, pois não vi com meus próprios olhos. Era horrível não poder enxergar!

– Acho que dessa vez o cisne ganhou de você, Aurora!

– Pois é! – e ela ainda se matava de rir.

– Você tem um sonho… mas eu ainda não. Me ajuda a escolher um!

– Um sonho não se escolhe, você tem.

– Quer dizer que eu tenho que sonhar com aquilo literalmente?

– Bom… eu já sonhei ser patinadora profissional, então acho que sim.

– Eu sonhei uma vez que eu era uma barata, mas não acho que queira ser isso.

– Mas você já pensou como seria ser uma?

– No meu sonho eu fui esmagada.

– Hum… acho que seus sonhos estão com algum problema, he he! Pense em alguma coisa que faz você se sentir feliz, que você gosta ou gostaria muito de fazer.

– Eu gosto de fazer esculturas de gelo para dar de aniversário para meus amigos! Eles ficam muito contentes.

– Isso! Então seu sonho deve ser trabalhar como artista de gelo. Pronto! Yes! Mais um problema resolvido facilmente!

– Não sei… não acho que queira ser uma artista.

– Ah, não complica as coisas não, vai!

– Já sei! Meu sonho é fazer as pessoas felizes! Quero fazer de todas as pessoas alegres em todas as estações do ano!

Ela arregalou os olhos.

– O que foi? – perguntei.

–Nada… é só que… bem, seu sonho é tão grandioso! O meu parece pouco importante e pequeno em comparação ao seu. Deve ser muito difícil ou até impossível conseguir o que você quer, bom, pelo menos você vai ter um objetivo para a vida toda!

Eu não sabia se ficava feliz ou triste com o que ela disse.

– De qualquer forma, eu vou sempre ir ver suas apresentações de patinação!

– Há há! Você não pode ver, sua bobinha! Mas sei o que quis dizer!

Então começou a nevar e eu fiquei caçando os flocos e brincando na neve.

– Acho melhor irmos para casa. Apesar de você gostar muito de neve, não acho que ficar aqui atolada de neve lhe irá fazer bem. Vamos!

Nós chegamos à casa que estava aconchegante e ficamos olhando pela janela a neve, até ela ser coberta pela neve. Naquele dia selamos o trato de que cada uma ia fazer o possível para ajudar uma a outra a tornar seu sonho realidade.

Capítulo 03 – Nos últimos dias

Sobre esses dias que haviam passando eu não lembro nada… digo, lembro de alguns trechos, como meu marido afagando minha pata e eu indo ao médico, mas não lembro de detalhes. Além disso, tive tendo alucinações, o que deixou tudo muito mais confuso. Minha amiga de infância Aurora que morrera de doença há dolorosos 15 anos (sim, nós fomos amigas para uma vida inteira) apareceu dizendo que eu ia passar dessa para melhor e também minha mãe (que também morreu), que dizia não saber se deveria estar feliz ou triste por eu estar chegando. Tenebroso, não?

Chega de terror! Para acalmar o clima vou contar quando eu conheci meu marido e sobre os dias que eu não estava lelé.

Na época eu estava completando 18 anos e me achava muito adulta e moderna por já ter completado essa idade. Minha mãe organizou uma festa maravilhosa para mim, deixando que eu escolhesse a decoração e o entretenimento. Adivinha o que eu escolhi?! Há! Aposto que acertou. Sim, o tema da festa era inverno e aproveitei que meu aniversário era nessa estação para fazer uma festa ao ar livre. A festa foi no salão de festas do condomínio, que era pequenininho, mas tinha um espaço de gramado plano com lago perfeitos.

Dentro do salão não haveria balões, mas sim milhares de flocos de neve feitos por mim pendurados graciosamente no teto, e foi um sufoco enorme para convencer minha mãe a alugar um enorme lustre feito de cristais de gelo para decorar o centro do salão. As comidas, óbvio, seriam bem requintadas e o bolo branco com detalhes rosa, para variar um pouco, mas a vela eu não perdoava: tinha que ser no formato da minha marca!

Já no lado de fora, a decoração era mais light, o lago congelado foi alisado para servir de pista de patinação e a cerca que havia em volta dele foi decorada com luzes de natal. Claro, a festa seria de noite.

Vamos à parte da festa. Uma palavra: ‘Demasiadamentedemaislegaldivertidagitadamelhordequestriaiuhúúú!!!!’ O primeiro pônei a chegar foi minha amiga Aurora, e quando ela chegava significava que era o ponto alto da festa(pelo menos pra mim)! Aos poucos foram chegando os outros convidados, que foram recebidos com a mesma agitação. Quem me surpreendeu mesmo foi a Pinklight, que ao ficar em meio aos enfeites parecia parte da decoração. Como ela adivinhara o tema da minha festa? Eu comentei isso com as minhas outras amigas e elas se mataram de rir. Ops, acho que foi uma pergunta boba!

Todo mundo dançou e brincou a valer, foi o melhor dia da minha vida, e olha que a melhor parte ainda não tinha chegado. Bryan, o pônei de quem eu gostava chegou um pouco atrasado, mas eu já tinha ideia do por quê: ele estava muito gato! Logo que veio foi falar comigo:

– Olá, Snowdrop, parabéns!

– Oi, Bryan Brioche! – nós éramos amigos, e eu o provocava com esse apelido.

– Humpf! Nenhum dia você me dá folga, não?

– Hê,hê!

– Como é fazer 18 anos?

– Está sendo demais, graças à vocês! – hm… acho que devo ter colocado um ‘s’ por engano, mas tudo bem.

– Ok, então… vou arranjar algo pra comer, ok? Vai se divertindo aí, ok? – ele ficava tão fofo! Quando estava nervoso falava ‘oks’ demais.

– Ah, não vai ainda! – queria conversar um pouco mais com ele – Err… posso ver meu presente?

– Pelo que eu sei eu coloco o presente naquela caixa com os outros para você abrir depois da festa, não é? – impressão minha ou ele estava tenso? Bravo, talvez?

– Tá então! – fiquei envergonhada por ser tão estúpida. – Depois volta aqui pra gente conversar…

Mas ele já estava indo apressando o trote para longe.

Eu fiquei meio depressiva, mesmo na festa… que fora! Mas contei às minhas amigas e elas me ajudaram a superar com suas piadas.

O parabéns foi sem grandes novidades.

Depois, o DJ Vinicius Scratch tirou seus óculos escuros vermelhos anunciou que teríamos uma apresentação de patins para os convidados especiais: Jonh Lake e Grace Pattys, donos da maior universidade de patinação no gelo de Equestria!

– E a apresentação será feita por… Aurora!

Ela arregalou os olhos (mais ainda que quando criança)e perguntou:

– Mas quem fez isso? Como eu não os vi na festa? Eles são meus ídolos! E se eu falhar?!

– Vai lá na pista e arrasa, Aurora! – incentivou o DJ, seguido de aplausos.

Ela engoliu a saliva e decidiu que protestar não adiantaria nada, deveria ir lá e agir como a esplêndida patinadora que era.

Começou com truques simples cujo som eu já reconhecia: pião, rodopios, cavalo de corrida, 8… preferindo não arriscar, mas depois acho que tomou coragem, porque aumentou a velocidade, aumentou e aumentou, dando até para sentir o vento e os olhares atônitos da plateia. Ela diminuiu o círculo mais e mais, até estar dando voltas em torno de si mesma no centro, tomou impulso e pulou, não… planou, não… ela voou tão alto quanto jamais havia pulado! Impressionante! Ela terminou o número aterrissando perfeitamente no chão e ganhou inúmeros aplausos e elogios dos diretores, o que com certeza a deixou corada.

Depois que os ânimos se acalmaram, ela veio até mim e perguntou:

– O que foi aquilo? Porque me fez pagar esse mico sem avisar antes? E se eu tivesse errado, como sempre?

– Ah, é! Aquilo foi um teste. Eu os convidei e se eles gostassem do que vissem, iriam inscrever você gratuitamente em sua universidade.

– Mas o quê? – ela deixou de falar por um tempo, mas depois ouvi uns gaguejos que logo se tornaram gritos de alegria. – Amiga!!! Snowdrop! Você fez isso por mim!? Agora vou realizar meu sonho de infância!

– Esse era o trato, não era?

Ela ficou tão feliz, mas tão feliz, que começou a dançar e a gritar de alegria e, embora eu insistisse que não, anunciou em público no microfone o que eu tinha feito por ela. Como eu reagi? Indo no banheiro me esconder.

Estava na hora da valsa. Era uma vergonha eu dançar com meu pai enquanto todas as minhas amigas dançavam com seus namorados, mas fazer o quê? Enquanto dançava não podia deixar de me perguntar se o Bryan gostaria de estar no lugar dele.

Quando a valsa acabou, fui abordada com uma pata macia e gentil em meus cascos. Quem seria? Logo percebi que era a pata do Bryan e quase desmaiei.

– Br-Bryan?

– Sim, sou eu.

– O que foi?

– Poderia vir junto comigo?

Ele foi me levando com sua mão à uma direção do jardim que ninguém estava vendo. Eu não sabia se deveria ir. Ele sentou na grama.

– Sente aqui.

– Primeiro me explique o que quer com isso.

– Só quero te esclarecer algumas coisas.

– Hm… ah, está bem. – sentei na grama perto dele.

– Olha, primeiro quero saber se alguma coisa que fiz te magoou.

– Não… – menti – Ok, não gostei quando você me deixou falando com as paredes naquela hora.

– Humpf… imaginei. Desculpe, não foi minha intenção.

– Ok. – disse eu, mas ainda ressentida.

– Eu não queria te ofender, apenas estava concentrado demais em meus planos para perceber. Também fui meio estúpido… se puder me perdoar…

– Quais eram seus planos?

– Eram… isso.

Ele me deu um pacote de presente e eu, surpresa, abri. Dentro havia um coração de gelo para colocar em prateleira do tamanho de um casco. Eu já estava muito surpresa e com o coração acelerado, ainda mais quando toquei em um relevo no gelo. Estava um floco de neve estampado e li com o toque: “Nada supera o poder de um sentimento.”

– M-mas que lindo, Bryan!

– Naquela hora eu estava apenas querendo guardar o meu presente para agora, pois se você recebesse o presente naquela hora, não teria o mesmo efeito. Além do mais, o que fez por sua amiga só me fez ter mais certeza ainda.

– Certeza do quê?

– Do quanto você é maravilhosa. – owwn, dereti. – E de que eu amo você.

Eu fiquei sem palavras para descrever minha emoção. Pude sentir o seu rosto se aproximando do meu, mas não falei nada, então, ele me beijou.

Naquela hora eu já sabia que nós iríamos nos casar e ter uma maravilhosa filha chamada Love History.

É uma história de amor bonita demais para acabar nas mãos de uma velha de 90 anos caduca, não? Pois é triste demais o meu destino.

Capítulo 04 – Ganhando uma missão

Ops! Snowdrop exagerou demais no devaneio. Mas uma hora tinha que voltar à realidade e encarar os fatos: estava num lugar totalmente estranho e não tinha a mínima ideia do que fazer.

Ela decidiu que não havia o que fazer a não ser seguir em frente, embora fosse bem assustador ir andando em frente sem saber pra onde estava indo.

Conforme foi andando pelas nuvens acolchoadas, percebeu que não tinha mais artrites, raciocinava melhor, lembrava das coisas com mais clareza e tinha até ficado mais alta. Como seria possível? Parou um pouco para se tatear: ela estava sem rugas, crina mais espessa e asas desenferrujadas. Por mais que fosse difícil andar por aquelas nuvens, ela sempre achava que o melhor era mantes os cascos no chão, pois se voasse podia colidir com algum objeto.

Ela continuou a andar, tentando entender como aquilo teria acontecido. Num surto, teve um ‘eureka!’: ela tinha morrido e estava no céu! Claro! Tudo fazia sentido! As visões, o rejuvenescimento! Como não tinha percebido antes?

De repente, enquanto estava tendo seu momento eureca, bateu seu focinho num portão de ouro e caiu no chão. Taí uma das vantagens do chão almofadado!

Ela ficou perplexa quando uma voz falou com ela. Ela não podia ver, mas surgiu uma imagem holográfica no portão.

– Snowdrop, como você está melhor! Viu? É isso que acontece quando se está no céu! Rejuvenesce!

– Luna? Ahááá! Aí está você! O que aconteceu para eu vir parar aqui?

– Sim, e eu, princesa Celéstia, estou junto com ela no holograma.

– Hein? Que holograma?

– Hum… Suponho que você ainda esteja cega. Estranho, querida Snowdrop, o céu costuma corrigir quaisquer defeitos de nascença que o pônei tenha. Mas acho que quando você passar por este portão de entrada do céu irão corrigir isso.

– Humpf! – Snowdrop pensou – estão claramente me avacalhando. Nem o céu colabora!

– Voltando ao assunto, Snowy… – disse princesa Luna – você veio ao céu não só como destino de todos, mas com uma missão.

– Missão?! Que missão?

– O céu deveria ser lugar de perfeita harmonia e alegria, certo? – Snowdrop assentiu. – Pois esses elementos, com o passar dos anos, vão se enfraquecendo e o céu se torna um lugar triste e desagradável para se viver. Bem injusto, afinal, você foi um bom pônei a vida toda para ser infeliz pela eternidade? Não!

– Posso sentir o clima pesado daqui, Luna!

– Sua missão é substituir a estrela que dá vitalidade ao lugar, pois essa está fraca. Quando uma estrela está prestes a morrer, ela tem uma abrupta queda de energia, se contrai e depois explode. – Snowdrop sentiu uma bola de saliva descendo pela sua garganta, imaginando todos aqueles pôneis morrendo. – Resultado: você tem poucos dias para conseguir a maior estrela do céu e voltar com a velha. Se você pegar uma qualquer não vai servir, pois os pôneis não querem ter uma turbulência como esta tão cedo de novo, e se rebelarão à você. Depois de recuperar a estrela, você deverá se tornar a nova rainha dos pôneis-anjo, para representar uma nova Era.

Snowdrop arregalou os olhos: não conseguia se imaginar nem como uma líder, quanto mais rainha.

– E depois, quando a minha estrela acabar, vou sair do poder?

– Sim, mas acho que você gostará de um descanso. – disse Luna – Ficar por toda a eternidade governando é muito cansativo.

– Puxa vida! Mas trocar as estrelas no céu é algo como, sei lá… Lavar a louça?! Uma tarefa? Vai ser fácil?

– Se ocorrer como nos últimos séculos, sim. Mas acho que sua missão é mais importante que lavar a louça, concorda?

– Ok, Luna.

– Agora… aposto que você já imaginou todas as coisas ruins de ter morrido, mas vai perceber que também há coisas boas!

Ela ia já disparar: “Como assim? Isso é horrível!” Quando percebeu que além de ter amigos em terra, também devia ter parentes no céu. Ela poderia rever seus amigos! Aurora! Sua mãe! De repente ficou animada.

– Boa sorte, querida Snowdrop. – desejou princesa Celéstia.

– Nós ainda nos veremos, Snowy! – disse Luna.

E os portões de ouro do paraíso se abriram para uma missão.

Capítulo 05 – A cidade do céu

O tão sonhado céu estava à sua frente e Snowdrop não sabia o que pensar. Na verdade ela não achava que era nada demais, digno de tanto mistério que é feito na terra sobre ele. Mas a verdade é que ela pensava assim porque não podia enxergar.

A cidade era maior que qualquer uma existente na terra, a fim de abrigar todos os que foram bons pôneis. As ruas eram compostas de pedras preciosas. As casas tinham, cada uma, no mínimo três andares, eram pintadas com cores vivas e tinham vinhas e flores decorando o lado de fora, com grandes janelas. Havia uma praça e nela jardins, bancos, lojas e uma fonte de um querubim.

Apesar de tudo, os pôneis não estavam nas ruas conversando ou brincando. Eles estavam em suas casas, o que causava um clima de cidade fantasma. Era por isso que Snowdrop não achava a cidade grande coisa: ela não tinha alegria.

Foi seguindo em frente em direção à cidade e um guarda a abordou:

– Bem-vinda ao Império dos Sonhos!

– Obrigada. O que houve por aqui?

– Parece que está na temporada de troca de estrelas, mas não se preocupe. Alguém fará esse serviço.

– He he! Acho que esse alguém sou eu.

– Ahhh! – sua reação mudou imediatamente – Então vá logo trocar aquelas malditas estrelas que eu não aguento mais ficar aqui de mau-humor!

E o guarda que parecia tão gentil empurrou-a para o meio da cidade. Hunf! Parecia que tudo estava contra ela, mesmo. Foi então que ela se lembrou do que a princesa dissera: ela devia recuperar a visão quando entrasse na cidade. Snowdrop devia ser a pônei mais azarada do mundo.

Ela devia achar um balão que a levasse para o lugar da troca das estrelas. Decidiu pedir informação (não para o guarda, ele não merecia mais nem um olá). Apertou a campainha de uma casa.

DIM-DOM

– Aff… mas quem veio me incomodar? – ela pôde ouvir de dentro. – Olá, em que posso ajudar?

– Bem, eu… hm… eu preciso de uma informação… oi? Tá prestando atenção?

– Aaaaaaaaaaaaaahaha! Eu conheço você, potrinha!

– Desculpe, mas não reconheço sua voz.

– Ora essa! Como não? Ah, você devia ser muito nova na época. Eu sou sua avó, Giselle, te conheci quando você era bebê! Que da hora! Cada vez mais entes queridos vêm nos encontrar!

– Puxa, legal! – Ela disse, envergonhada por não se lembrar da sua avó.

– Me dê um abraço, Snowy, querida!

Quando elas se abraçaram, Snowdrop percebeu que a avó, além de ser muito moderninha (falava que as coisas eram da hora), tinha aparência de ser uma pônei de meia idade. E mais: tinha asas.

– Você tem asas!

– Claro, sou uma pônei-anjo. Também tenho uma auréola.

– Estranho, he he.

– Há! Olha quem fala: você também tem!

– Que besteira e… – ela começou a se apalpar e percebeu que também tinha – que legal!!! Isso é demais!

– Ah… novatos! Venha, vou te mostrar sua mãe.

Foi pura emoção. Apesar de já conhecer sua mãe, não a via há anos e agiu como criança:

– MAMÃEEE! – e abraçou-a.

– Snowy, que saudades!

– Senti tanto a sua falta! Te amo, mãe!

– Também te amo, filha.

– Tsc, tsc! – disse a avó Giselle. – É sempre assim.

– Mãe, eu não posso ficar muito porque tenho que fazer a troca das estrelas.

– Oh! Você foi a escolhida? Geralmente é alguém com muito talento. Parabéns!

Snowdrop ficou confusa, pois não achava que tivesse um talento muito significante – fazer esculturas de gelo não salvaria a vida de ninguém, certo? Mas decidiu não discutir.

– Você sabe onde mora a Aurora?

– Sim, por quê?

– Porque eu vou ver se ela quer me ajudar com a jornada.

– Claro que te mostro, mas com uma condição: que eu possa ajudar também.

– Se você quer tanto… não acho que vá ser interessante.

– Melhor do que ficar aqui. Venha, vou te mostrar.

Ao chegar à casa de Aurora apertaram a campainha, mas ninguém atendeu. Nossa! Esse período de troca de estrelas deve ser tipo a TPM dos pôneis-anjos! A mãe de Snowdrop simplesmente pegou e arrombou a porta.

– AAAAAH! O QUE É ISSO? – Aurora gritou de seu quarto.

– Desculpe mas é um assunto urgente. – falou a mãe.

– VOCÊS QUEREM MORRER? VÃO PAGAR O CONCERTO DA PORTA! – ela desceu a escada e então viu Snowdrop. – Amiga! É você?

– Em carne e osso(eu acho)!

– Weeeeeeee!

As duas se abraçaram, emocionadas.

– O que tem de tão importante assim que precisem arrombar minha porta? Hunf! Não pensem que só por isso vão deixar de pagar!

– Pode deixar. Eu vim te convidar a participar da troca das estrelas.

– Você foi a encarregada? Que legal! Vou sim.

– Primeiro preciso pedir informações a alguém. Quem você sugere?

– O nosso rei, claro!

Capítulo 06 – Rei Storm – Um rei bem simpático…

As três pôneis estavam indo em direção ao centro da cidade.

– Quem é o rei de vocês? – perguntou Snowdrop.

– Como todo mundo: normalmente é legal, mas nesses dias tem ficado irritado e ninguém consegue chegar perto dele. – respondeu Aurora.

– Parece que vocês ficaram mais animadas quando eu cheguei…

– É que você não está de mau-humor, e nos contagia!

– Obrigada!

– O nome do nosso rei é Storm, mas quando falar com ele se refira com a reverência de ‘majestade’. – acrescentou a mãe Primrose.

– Está bem. Olha! Já estamos à porta do castelo.

– É incrível, não é?! – falou Aurora, mas depois se lembrou de que a outra não podia enxergar. – Ops! Desculpe!

– Não faz mal… Já estou acostumada. – mas ao mesmo tempo Snowdrop desejava acreditar que depois que completasse a missão teria sua visão.

O castelo era feito de nuvens e ouro maciço. Tinha grandes janelas e a parte da frente tinha o símbolo de uma coroa real de ouro e vinhas cobrindo a parede. Um rio de arco-íris (igual aos que tem em Cloudsdale) separava as pôneis do castelo e estátuas de nuvem decoravam o lugar.

De repente, uma voz interrompeu-as:

– Olá, mal-vindas ao Castelo Real!

– Uaaaai!!! – elas levaram um susto, mas então perceberam que a voz saía de um interfone.

– Nossa Majestade não está disponível para receber visitas hoje, portanto peço que se retirem.

– Mas é importante…

– CAIAM FORAAAA!

– É SOBRE A TROCA DE ESTRELAS!

Clanc! A ponte elevadiça se abriu no mesmo instante e elas entraram no castelo.

Ao olhar de fora, o castelo não parecia muito grande, mas de dentro era muito maior (se é que era possível).

As paredes brancas brilhavam e havia no teto escuro lustres de várias constelações. Tudo bonito de mais para ser verdade! E depois da grande sala estava um pônei alicórnio branco, com olhos cinzentos, crina verde-água com mexas roxas. Ele era muito bonito em seu trono, mas seu estado de humor estragava o ambiente.

– Pessoal, andem logo! Porque estão tão parados? – perguntou Snowdrop, quando tropeçou nos degraus para o trono e caiu em cima do rei. – AAAAHHHH! Desculpe majestade!

– Saia daqui! Não sabe ver, não? – de repente ele percebeu que ela era cega e viu a mancada, mas em vez de pedir desculpas engoliu a saliva e continuou. – Então… soube que vocês vão realizar a cerimônia da troca de estrelas e a vinda do novo reinado…

– Isso mesmo,majestade. – respondeu a mãe Primrose.

– Ótimo, só quero saber quem vai assumir o trono.

– Sou eu. – disse Snowdrop.

– Tsc, tsc! Não acha que não leva jeito para essas coisas? Poderia deixar comigo se preferisse.

– Na verdade antes eu também achava, mas a Princesa Celéstia me convenceu do contrário.

– Ah, claro! Celéstia também me persuadiu assim e sabe o que eu acho de ser rei agora? Um horror! Não se ter folga um minuto sequer e você tem que carregar todo o peso nas costas caso algo dê errado! – o rei parecia realmente irritado – Acho que fiquei uma eternidade no poder! Quer que isso aconteça com você também?

– Mas, rei, a majestade não tinha se oferecido para ficar no meu lugar? Não estou entendendo.

O rei piscou algumas vezes e pareceu acordar para a realidade, então continuou:

– Querida, o fato é que estou estressado, tem certeza que quer se carregar desse fardo? Celéstia não pode mandar em você no céu, pois não há outra passagem para este mundo senão a morte, e nenhum meio para voltar! Ela conta apenas com sua força de persuasão, e por isso tenta soar convincente e bondosa.

– Bem… Celéstia sempre foi bondosa comigo em Equestria. Ela não está fingindo. Olha, estou decidida sobre a missão e vim aqui para receber conselhos, já que a majestade já passou por isso.

– Se está tão decidida, então… obrigado! – disse o rei, com um sorriso que parecia sarcástico. – Para chegar ao local das estrelas, você vai precisar de um transporte voador, como um balão, por exemplo.

– Mas aonde vamos arranjar um balão?

– Isso é problema de vocês. Continuando… depois que vocês conseguirem o balão, vão voar até uma nuvem que se localiza exatamente no centro da cidade. Lá, vocês vão ter que escolher a estrela mais brilhante no céu e acionar a alavanca para colocá-la na plataforma , só depois, puxar a alavanca da estrela velha e achar outra alavanca nela própria que a desprenderá e a levará para explodir bem longe.

– Obrigada!

– De nada, agora com licença que tenho assuntos importantes a tratar. Guardas!

Os guardas vieram quase na velocidade da luz e as levaram para fora do castelo antes que elas se dessem conta, mas antes de fecharem as portas, Aurora conseguiu ver pelo cantinho do olho o rei se fartando das comidas requintadas que os serviçais traziam, apressados, em bandejas de diamante.

Capítulo 07 – Aegis Bolhinator

– É isso aí pessoal. – falou Snowdrop. – Temos menos de alguns dias para achar um balão aqui no céu. Aliás, porque alguém ia querer ter um balão aqui? Todos os pôneis ganham asas quando chegam ao céu e… oh meu Deuuuuuuus! Quão burra eu posso ser!!!

– O que foi? – Aurora olhava estupefata para a amiga.

– Porque não vamos simplesmente voando para o local da troca das estrelas? OH MEU DEUS!!! Como pude ser tão tonta?

Snowdrop pulava de alegria enquanto Aurora e a mãe Primrose olhavam para ela.

– Affe! Era essa a sua ideia genial? – perguntou Aurora

– Sim, por quê?

– Porque todo mundo sabe que não dá pra voar até o espaço com as asas. Pense bem: nós já estamos muito acima da latitude zero, pois estamos no céu, agora, por mais que voemos bem, não conseguimos alcançar, porque o ar é muito rarefeito e exige um esforço enorme para chegar lá, mas isso não será possível porque o ar rarefeito também altera sua respiração e você não pode fazer grande esforço.

– Ah é?! Desde quando você sabe disso?

– Desde nossos tempos de escola.

– Mas então como eu não sei, se nós estudávamos juntas?

– Eu não dormia na aula.

– Ah, certo, entendi. Mas a questão é: como vamos achar um balão?

– Oi? Sabiam que eu ainda estou aqui, meninas? – falou Primrose

– Ah, claro, mãe! Sabe aonde encontramos balões?

– Não, mas conheço uma cientista faz experimentos interessantes. Podemos servir de cobaias para um experimento voador dela e ainda fica de graça pra gente!

– Nossa, que legal! Mas ela não é um daqueles tipos cientistas malucos de crina bagunçada que aparecem em filmes, é?

– Não…

–————————————————–

– Ela é uma daqueles tipos de cientistas malucas de crina bagunçada que aparecem em filmes.

– Mãe! No que você foi nos meter?

As três pôneis estavam de ponta cabeça, usando um capacete estranho de ondas cerebrais, picolés na boca, recolhendo sangue e música tocando.

– Não se preocupem, antes de emprestar o meu Bolhinator vou precisar de vocês para umas pesquisas, mas é rapidinho!

– Você não deveria estar de mau-humor? – perguntou Snowdrop,

– É porque minhas pílulas para energia e bom-humor deram certo! Não é mais que demais? Pareço ótima, não é?

– Er… acho que teve uns efeitos colaterais.

– Que bobagem! Agora me deixe pegar suas amostras de sangue e… oh! Você tem propensão a fazer blá blá e blá e blá blá… vou usar esse sangue me alguns exames e… se sente mais esperta com o sangue descendo à cabeça?

– Não…

– Espere, deixe-me ver as informações! Você está pensando que quer sair daqui… me acha doida… droga! Quero alguma novidade! Hm… você percebe que todo mundo me acha doida e… quer saber? Em vez de ler seus pensamentos vou ler seus conhecimentos. – a cientista girou um botão.

– Ela é sempre assim? – Snowdrop perguntou à mãe.

– Não, a Aegis está mais agitada agora. Normalmente ela falaria uma frase por segundo.

– Queridas… que emoções estão sentindo com a música? Sua glicose aumentou com o sorvete?

– Estou me sentindo estressada.

– Comum. Vou experimentar uma emoção mais forte com você.- moveu um aquário com uma piranha para debaixo de Snowdrop. – Medo!

– Ahhhh! Tia, você não gostaria que a gente pegasse fragmentos de estrela para suas experiências?

– Juraaaaaaaaa?!!!

Ela empurrou uma alavanca e as pôneis foram livres das correntes e caíram no chão, exceto Snowdrop, que caiu de cabeça no aquário.

– AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!

– Peraí, minha cara… o que você disse?

– Disse que poderia te trazer um pedaço da estrela se nos deixar usar seu Bolhicóptero. – disse Snowdrop ajeitando o nariz mordido.

– É Bolhinator. E sim! É o que eu mais quero! Planejei isso por anos, mas nunca tinha a permissão! Vocês fariam isso para mim?

– Claro. – a outra respondeu, começando a duvidar que fora uma boa ideia.

– Ótimo! Funciona assim: vocês entram na bolha depois de passar muito sabão em seu corpo para não estourá-la. Para alçar voo puxe a cordinha e para virar, o leme.

bolinator

– Obrigada.

– Ah, e a propósito, sabe o que a piranha indicou sobre seu medo? Que você tem propensão a cair em armadilhas, parar de pensar, eriçar a crina… olha! Saíram o resultado dos exames de sangue! A glicose em seu sangue aumentou com o picolé e…

– Vamos levar isso aqui pra fora, ok?

– E a camada de ozônio da cratera de marte pode ser formada ao ajudar alguém em uma armadilha e… nossa! Eu deveria fazer meus exercícios de ponta de prego eletrocutado e… hum… pra onde elas foram?

 

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Apenas mais uma noite de natal

mlp

 

Autor: Toaster

SINOPSE: Por toda Equestria o Natal de espalha. Crianças de diversas classes sociais se juntam na noite natalina.

***

Mais uma das maravilhosas noite de Natal em toda a Equestria, pequenas e piscantes luzes haviam sido colocadas nos mais altos postes de luz por toda a parte.

Casais em Cloudsdale voavam pela mais belas nuvens.

Pequenos unicórnios corriam e brincavam alegremente, sem se importar com suas classes sociais, pois na noite de Natal, é tempo de união.

Mas, infelizmente, nossa história não se passa com os brilhantes unicórnios, ou os maravilhosos pegasus.

Chegando em Ponnyville, podia-se notar que a neve caía com uma grande leveza, podia-se ver pequenos potros abraçados com suas mães andando pelas iluminadas e aprimoradas ruas da pequena cidade.

Em meio aos potros, podia-se ver Scootaloo correndo, Appleblom a acompanhava, as duas estavam se dirigindo à casa de Sweetie Belle para a convidarem para uma grande festa de natal.

Andando pelas ruas iluminadas, as duas perceberam que, quanto mais perto da boutique caurrossel onde morava Sweetie Belle com sua irmã aproximava, mais escuro ficava.

Apleebloom tomou coragem e foi primeiro, bateu na Porta.

Ela bateu mais uma vez, mas achou que não havia ninguém em casa, então, foi até janela, que estava quebrada, e pulou dizendo para Scootaloo:

– Vem logo! Precisamos saber oque aconteceu com a Sweetie Belle.-Scootaloo assentiu com a cabeça e seguiu Applebloom pela boutique.

De repente, um choro podia ser ouvido do quarto de Sweetie Belle. As duas não perderam tempo e correram para ver se a amiga estava bem.

Logo encontraram Sweetie Belle chorando, desabada na cama, e então perguntaram o que aconteceu. Sweetie Belle disse que:

– Olha meninas, eu sei que é algo difícil, e foi uma decisão difícil para mim mesma. Eu.. Vou sair da cidade.

As duas potras se entreolham e perguntaram o porquê.

– Rarity. Ela disse que eu dou trabalho,  hoje mesmo ela foi a uma convenção para estilistas em Canterlot.

As duas amigas somente a abraçaram e perguntaram sobre uma festa que estão para dar.

Sweetie Bellle assentia com a cabeça.

-Será a minha despedida então.- ela dá um pequeno sorriso e as três saíram andando por Ponnyville.

-Você acha que a Rarity vai voltar?-Sussura Applelooom para Scootaloo.

-Talvez sim, talvez não.-Responde Scootaloo.

Todas param ouvindo a voz de Rarity atrás delas, Rarity se aproxima de Applebloom e Sussura em lágrimas:

-Me desculpe, Sweetie Belle, por favor me perdoe por deixar o seu natal tão triste assim! Não vou mais mudar para Canterlot só pra deixar você triste.-Rarity neste ponto estava abraçada com a irmã menor, que estava enxugando suas lágrimas.

-Está tudo bem Rarity, eu te desculpo.-Respondeu Sweetie Belle.

-Acho melhor deixarmos as duas juntas agora.-Disse Applebloom para Scootaloo.

Scootaloo assentiu com a cabeça, e então as duas se dirigiram para a festa que fora dada pela família Apple.

Sweetie Belle ao voltar para casa sussurra bem baixinho:

-Obrigada.

As duas irmãs então ascenderam as luzes natalinas e deitaram em frente à lareira, descansando e esquecendo as coisas ruins que aconteceram.

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Como a trilha foi aberta

Mapa

 

Na edição n. 106 do Jornal de Equestria, Luna apresenta uma história que muito nos ensina a respeito daquilo que escolhemos sem pensar:

Um dia, um bezerro precisou atravessar uma floresta virgem para voltar a seu pasto. Sendo animal irracional, abriu uma trilha tortuosa, cheia de curvas, subindo e descendo colinas.

No dia seguinte, um cão que passava por ali, usou essa mesma trilha para atravessar a floresta. Depois foi a vez de um carneiro, líder de um rebanho, que vendo o espaço já aberto, fez seus companheiros seguirem por ali. Mais tarde, os homens começaram a usar esse caminho: entravam e saíam, viravam à direita, à esquerda, abaixavam-se desviavam-se de obstáculos, reclamando e praguejando – com toda razão.

Mas não faziam nada para criar uma nova alternativa.

Depois de tanto uso, a trilha acabou virando uma estradinha onde os pobres animais se cansavam sob cargas pesadas, sendo obrigados a percorrer em três horas uma distância que poderia ser vencida em trinta minutos, caso não seguissem o caminho aberto por um bezerro.

Muitos anos se passaram e a estradinha tornou-se a rua principal de um vilarejo, e posteriormente a avenida principal de uma cidade. Todos reclamavam do trânsito, porque o trajeto era o pior possível.  Enquanto isso, a velha e sábia floresta ria, ao ver que os homens têm a tendência de seguir como cegos o caminho que já está aberto, sem nunca se perguntarem se aquela é a melhor escolha.

Fanfic, Fanfics nacionais

Virtudes da Vida

 

book

Autor: Embarrased of Brown

SINOPSE:  Será que tudo na vida envolve riquezas? Ou para ser feliz deve-se abrir mão do amor? Brown é uma unicórnio que dedicou sua vida inteira aos livros e pesquisas, mas será que ela escolheu o caminho certo ao esconder-se de seu passado?

***

“Argh, simplesmente não está certo! Por que eu não consigo escrever nada?” Perguntava-se a jovem unicórnio castanho. Sua crina era escura com mechas e olhos castanhos claros, se olhasse bem, avistaria algumas sardas em sua face. Sua Cutie Mark era uma pena, que representava seu talento para escrita “Parece que minha inspiração acabou, é como se a veia central do meu fluxo de ideias tivesse entupido. Se é que isso é possível.”

A jovem pônei já estava sentada em sua sala há três horas, precisava escrever um livro para a editora em um prazo de dois meses, mas parecia que nenhuma ideia lhe ocorria. “Talvez se eu for lá fora, um ar puro deve me inspirar”. Sua sala era pequena, porém moderna, encontrava-se uma escrivaninha marrom, feita a partir de uma madeira especial sob medida para esta ocasião. No centro da sala havia uma estante com os troféus ganhos anteriormente “Prêmio de melhor livro do ano…” lia atentamente enquanto marcava seu caminho para a porta “Prêmio de maior criatividade, troféu da academia de letras por melhores ideias… é como se eu não merecesse mais nada disso…” parecia que cada frase lhe doía mais para sair “pra que adianta escrever, se isso só me afastou mais de quem amo” uma lágrima já era avistada em seu olho “há cada ano eu ganho um troféu novo, mas isso só leva para lugares mais longes, viagens e recantos para minhas ideias não esgotarem, mas parece que, desta vez, nem tudo o que meu dinheiro pode pagar vai ajudar” ela parou seu curso para a saída e com sua magia levitou um livro com as palavras “Doces Recordos” ilustradas na capa com letras douradas.

As folhas eram grossas e empoeiradas, como se o livro não tivesse saído dali há muito tempo. Ela abriu as páginas uma por uma e olhava atentamente as fotos, com o silêncio penetrante de sua sala. Por um momento, ela quase sorriu, sua áurea estava mais clara, mais leve. Mas então, algo caiu do álbum, algo que realmente a surpreendeu.

“Eu me recordo desse tempo, os dias em que eu era realmente feliz, quando eu não tinha nada além de uma folha de papel e uma caneta para escrever. E isso era suficiente, eu não precisava ganhar prêmios e títulos, só o fato de minha família estar unida já bastava” ainda admirando a foto, percebeu que tinha algo escrito atrás “Obrigado por tudo Brown, nós agradecemos imensamente por cuidar de nós como uma mãe e nos presentear com essa biblioteca como o Pônei Noel. Nós nunca esqueceremos você.   –Orfanato Clori Roí ”

Ainda em choque, por não ter percebido a coisa mais óbvia sentou-se, o dia já estava se pondo e Luna já trazia sua Lua.  Sua janela estava entreaberta deixando escapar uma leve brisa que servia de reconciliação. “Eu não vou mais deixar que o tempo atrapalhe minha vida”. Ela saiu trotando pela porta deixando cair aquela foto novamente, a foto que para ela foi o último dia em que toda sua família ficou junta.

Epilogo: Ouviam-se leves trotes nas ruas de Ponyville, era uma manhã de Domingo, o que deixava a calma cidade mais silenciosa ainda. Numa casa da periferia podia-se ver um delicado casco marrom batendo numa porta que logo após foi aberta, e o pônei que a abriu, mudou imediatamente sua expressão ao ver o que estava do lado de fora: “Estou de volta, mãe”.