Fanfic, Fanfics estrangeiras

Uma promessa cumprida

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SINOPSE: Vovó Smith havia feito uma promessa para os pais de Applejack antes que eles partissem para uma viagem sem data definida de regresso. Numa certa noite, ela iria descobrir que essa promessa, mais do que nunca, estava cumprida.

***

No Rancho Maçã Doce, uma família de quatro pôneis dormiam sob a luz do luar, que banhava toda a fazenda com sua bela luz prateada.

Exceto por uma pequena potranca laranja, que caminhava até o quarto de sua avó, apavorada.

Após um pesadelo, Applejack não conseguia dormir sozinha em seu quarto. Já havia passado uma semana desde que ela voltou de Manehatan, ao decidir que o seu lugar era em Ponyville, junto de sua avó e irmãos. Granny Smith, a avó de todos eles, assumiu a responsabilidade de cuidar de seus netos na ausência dos pais. Embora fosse uma avó, o amor que ela tinha por Applebloom, Big Mac e Applejack não era diferente se comparado com o de uma mãe.

“Vovó? …” Applejack abria a porta, trotando lentamente para o interior do quarto, verificando se ela ainda estava acordada. Geralmente, à noite, ela costumava tricotar ou organizar o álbum após revelar novas fotos de sua família; era um de seus hobies favoritos.

Observando que ela estava dormindo, a jovem potranca se aproximava lentamente no quarto escuro, com cuidado para não fazer barulho de chiado das tábuas no chão. Ela finalmente chegava até a sua avó adormecida, se estabelecendo ao lado de sua cama, próxima do criado. A velha pônei verde roncava alto, fazendo Applejack rir baixinho.

“Vovó …” ela começava a cutucar levemente o ombro dela, tentando acordá-la. A velha pônei verde se mexia lentamente, bocejando, e finalmente se levantando enquanto olhava para Applejack com os olhos sonolentos.

“Querida?” Ela observava o relógio na parede, “Tudo bem? Por que está acordada às duas da manhã?”  Ela murmurava enquanto esfregava os olhos, tentando afugentar o sono.

“Tive um pesadelo, vovó …” dizia Applejack, tentando não chorar. Foi o suficiente para que sua avó esquecesse o sono. Ela se sentou na beira da cama, e pegou sua neta cuidadosamente, a fazendo sentar em seu colo e a acariciando com seus cascos. Applejack abraçava sua avó, em silêncio, e era o suficiente para que sua tristeza a deixasse.

“Com o que você sonhou, docinho?” ela perguntava, envolvendo seus cascos ao redor de sua neta. Applejack olhava para cima antes de limpar a garganta. “Eu sonhei que a casa estava vazia, sem você, meus irmãos, e nem os móveis. Até meu cachorrinho não estava mais na casinha dele, então eu acordei com medo e fui para o seu quarto, para ver se você ainda estava aqui… por que eu sonhei com isso vovó?” ela perguntava com algumas lágrimas aparentes, abraçando forte sua avó. “Você nunca mais me deixar, né?”

O Coração de sua avó se partia, ela sabia que a ausência dos pais de alguma forma os afetava, mas Applejack parecia ser a que mais sentia.

“Foi apenas um sonho querida, eu nunca vou te deixar, e mesmo o dia que você não precisar mais de mim, eu estarei lá por você, sempre,” ela olhava nos olhos de sua neta com um sorriso caloroso.

“Não vovó! Eu sempre vou precisar de você! Mesmo quando puder coicear as macieiras como você, mesmo quando puder fazer tortas tão gostosas como as suas, eu nunca vou te abandonar. Eu te amo vovó.” Applejack a abraçava novamente, escondendo seu rosto no peito da velha pônei verde.

Vovó Smith retribuía o abraço acariciando as costas de sua neta. Ela sempre soube que os seus três netos eram uma benção e a maior razão dela continuar vivendo. Ela sempre estaria lá pelo seus netos, assim como eles também sempre estariam lá por ela.

“Eu também te amo muito, Applejack.” Mais calma, a pônei laranja olhava nos olhos de sua avó, respirando fundo antes de falar.

“Vovó, sei que já te perguntei muitas vezes sobre meus pais, e você sempre respondeu que eles voltarão em breve, mas… se isso realmente acontecer, você promete que vai continuar morando comigo?” A pônei verde sorria, acariciando a emaranhada crina loira de sua neta, enquanto acenava. “Uma Apple nunca quebra suas promessas, tem a minha palavra.”

Sem dizer mais nada, Applejack voltava a se confortar no caloroso peito de sua avó, onde ficava por alguns minutos antes cair no sono. Ao invés de levá-la para seu quarto, Vovó Smith a aconchegava em sua cama, deitando-se ao lado enquanto cobria ambas. Ela beijava sua neta na testa, e olhava para um quadro na parede, onde estava o retrato dos pais de Applejack. Vovó Smith prometeu para sua filha, antes de partir para uma viagem sem retorno definido, que cuidaria de Applejack, Big Mac e Applebloom com o mesmo amor da mãe. E hoje, após escutar o pedido de Applejack, ela pôde dormir em paz, sabendo que sua filha, onde quer que estivesse, também poderia ficar em paz, sabendo que essa promessa estava cumprida.

“Boa noite, minha amada neta.”

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Sonhando com pôneis

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Autor: RobCakeran

Tradução: Drason

SINOPSE: Quase um século após ter conhecido suas amigas em Ponyville, Twilight passou a refletir sobre seus sonhos, sua vida e seu legado. Ao fazer isso, ela percebeu que a amizade, tanto quanto a mágica, realmente nunca morrem.

***

Hoje foi outro dia calmo e relaxante para Twilight Sparkle, que sentada em um banco da praça, observava enquanto Rainbow Dash e Pinkie Pie corriam pelos arredores. Applejack e Rarity estavam na beira de um lago, questionando alguma coisa para fazer com suas crinas. Finalmente Twilight olhou para a direita, observando Fluttershy no banco ao lado dela, olhando para o chão, aparentemente triste.

“Fluttershy? Algum problema?” Perguntou Twilight suavemente.

Fluttershy tentou olhar mais animada, enxugando as lágrimas. “Oh, n-nada está errado.”

A unicórnio roxo observava os olhos entristecidos de Fluttershy. Alguma coisa sobre ela mesma estava aborrecendo sua amiga. Ela disse alguma coisa? Ou fez alguma coisa? Talvez houvesse algo com ela que não tinha visto antes. Vendo o lago, uma ideia veio até ela, então se levantou do banco. Algo parecia errado; seu corpo inteiro doía. Ela sentia como se tivesse participado de uma briga ou se submetida a um intenso trabalho.

“Oh, n-não faça isso Twilight…” Fluttershy dizia.

“Está tudo bem, só quero ver se alguma coisa está errada comigo,” Twilight disse, continuando lentamente sua caminhada para a beira da lagoa. Suas juntas doíam e batiam enquanto ela andava. Ela olhava para seus cascos, notando um cor roxa vibrante em sua pele que parecia velha e desbotada, como a Vovó Smith. Twilight sentia uma pontada de medo, se apressando a chegar ao lago.

“Olá, docinho. O que está havendo?” Applejack perguntava a Twilight que se aproximava rapidamente, inclinando seu chapéu para observar melhor.

“Eu quero ver meu reflexo, se está tudo bem,” Respondeu Twilight sem parar.

“Uh, eu não sei Twilight,” Começou Rarity.  “Você sabe o que acontece toda vez que você vê o seu reflexo. E Fluttershy fica chateada toda vez que você nos deixa.”

 “Eu me ver? Toda vez que eu os deixo? Como assim?” Twilight questionou, quase à beira da lagoa.

Atrás dela, Fluttershy, Pinkie Pie, e Rainbow Dash se aproximavam para se juntarem a elas. Uma vez que ela chegou no rio, olhou para baixo e quase pulou em choque. Ela estava… velha! Velha o bastante para ser a mãe de suas amigas. Twilight olhava para os outros em estado de choque, sem saber o que estava acontecendo.

“Isso é um sonho, querida,” Disse Rarity, arrumando sua crina.

“Mas…”

“Nós estamos esperando por você, Twi,” Applejack se manifestou. “É tudo o que você precisa saber por enquanto.”

Elas todas sorriam para Twilight, embora Fluttershy parecia como se estivesse prestes a chorar, enquanto elas começavam a desaparecer. Twilight sentia uma outra mudança ao seu redor. Ela não estava mais no parque, mas em uma cadeira dentro da biblioteca.

Twilight acordou com um leve suspiro, o sonho ainda estava incrivelmente fresco em sua mente. No momento ela não tinha percebido, mas o sonho era familiar. Ela sentiu como se o tivesse tido várias vezes ultimamente, todas as suas amigas vivas e jovens mais uma vez. E elas sempre diziam a mesma coisa, um pouco antes dela acordar:

“Estamos esperando por você.”

Twilight começou a balançar em sua cadeira, lentamente inclinando para frente. E então usando sua força para voltar, e assim repetindo. Isso a ajudava a acalmar seus nervos, ela precisava relaxar depois daquele tipo de sonho. A unicórnio roxo não era a jovem de um século atrás; sua pele roxa havia perdido seu brilho, embora a coloração permanecesse. Sua crina não tinha o mesmo esplendor, a cor lavanda havia sumido completamente e ficado prateado com a idade. No entanto, suas listras roxas e vermelhas ainda estavam lá, ajudando a manter-se distinta dos outros velhos pôneis da cidade. Certamente, eles tinham suas marcas especiais individuais, mas Twilight sentia que era bom saber que ela tinha algo mais.

Ela olhava para o relógio em sua biblioteca; havia cochilado por apenas quinze minutos, mas a sensação é que havia sido muito mais. Ela jurava que havia passado o dia todo no parque, se divertindo e aproveitando o tempo junta de suas amigas. E ainda assim, sentia suas dificuldades devido à idade. Mas por que ela era a única ainda velha? Era um mistério que a incomodava constantemente, mas ela nunca iria se debruçar nele. Afinal, era apenas um sonho…

Olhando para o relógio novamente, Twilight se lembrava que estava esperando a chegada de um visitante especial. Com nada melhor para fazer do que ficar sentada ali ou ler um livro que ela já havia lido várias vezes antes, ela decidiu refletir. Todos os livros que ela coletou ao longo de sua vida estavam em volta dela nas prateleiras que cobriam as paredes internas ao redor da grande árvore. Ela havia lido diversas vezes cada livro na biblioteca , embora seu livro mais recente foi lido apenas uma vez. Alguns dos livros foram mesmo especiais, dados por suas amigas no passado. Edições especiais, ou obras raras que ela fazia questão de manter onde apenas pôneis adultos poderiam alcançar, e ainda assim para um grupo seleto.

A parte mais difícil de viver e manter a biblioteca era colocar os livros de volta nos lugares em que pertenciam. Ela tinha um assistente, um bebê dragão chamado Spike, que ajudava ela anos atrás. Para a felicidade de Twilight, seu tamanho máximo não passou de dois metros na posição ereta, derrubando todas as teorias de que ele seria imenso e um dia deveria partir. E mesmo quando teve a oportunidade de fazer sua própria vida e juntar seus tesouros como todo dragão fazia, Spike escolheu ficar ao lado e cuidar da pônei que o chocou. Para ele, deixar seu lar e Twilight, lhe traria a sensação de que todos esses anos o cuidado e amor que ela teve por ele tivesse sido em vão, e ao ser questionado por Twilight sobre o motivo de não querer ter uma vida normal como qualquer dragão, Spike não deixou escapar a oportunidade de dizer que “preferia ficar em casa e cuidar dela com o mesmo amor e carinho que recebeu da mãe dele.” Esse foi o dia mais feliz na vida de Twilight. Mas Spike não era diferente dos outros dragões apenas na estatura, seu tempo de vida era equivalente a de um pônei. E ele havia partido primeiro. E agora Twilight estava sozinha.

A unicórnio roxo sentia uma pontada de dor no peito enquanto as memória lhe vinham à mente. Ela não gostava quando isso acontecia. Ela e as outras haviam chorado bastante na época, e ainda assim havia mais lágrimas quando ele havia nascido. Ela enxugava as lágrimas de seus olhos, tentando esquecer as lembranças. Queria recordá-los, mas eles eram duros com ela. Então para se ajudar a distrair, retornava para os livros.

Os livros foram parte de sua vida, razão pela qual ela morava em uma biblioteca. Ela os mantinha limpos, os lia, e acima de tudo se assegurava de achar o livro certo para o pônei certo. Uma das habilidades que ela aprendeu ao longo dos anos era a capacidade de dizer qual tipo de livro um determinado pônei que visitava a biblioteca desfrutaria, ou lhe ajudaria em algo. Tão importante como os livros que eram para ela, havia uma coisa que, não importava o que, era mais forte do que qualquer ligação com os livros: amizade. O mundo mantinha uma forte e emocional ligação com ela para o que foi a base dos seus estudos durante a maior parte da vida. Toda a alegria que o mundo trouxe a ela, também machucava.

A cada década que passava, outra de suas amigas próximas passaria. Ficava mais difícil cada vez que isso acontecia, mas Twilight se mantinha forte. Ela tinha que ser, por elas. Twilight sabia que suas amigas nunca iriam querer vê-la triste apenas porque suas horas tinham chegado. Isso não tornava mais fácil do que ela podia se esforçar para conhecer novos pôneis; ela simplesmente não queria trair a amizade que havia construído com as outras.

Pelo menos havia alguma coisa que, não importava como, traria a ela alegria quando chegava.

“Ding-dong”

A campainha logo acima da entrada da biblioteca tocava, avisando Twilight sobre os hóspedes. Hoje era domingo, ela fechava a biblioteca cedo para que pudesse descansar e desfrutar um bom livro, mas toda semana neste horário alguns visitantes especiais parariam para um jantar.

“Vovó!”

Twilight sorria, olhando a jovem unicórnio azul correndo até ela, antes de parar poucos centímetros de seu assento. Twilight se inclinava para baixo, suas costas doendo um pouco no processo, e dando à sua neta um apertado abraço.

“Olá, Dawn, é bom vê-la novamente!” Disse Twilight, esfregando o focinho no pequeno pescoço de sua neta.

Então ela olhou de volta para a porta, observando dois pôneis maiores. Um unicórnio roxo escuro, cuja crina de cor lavanda lembrava o dela própria, estava ao lado de sua esposa, uma unicórnio amarela com uma longa e elegante crina com colorações no estilo cerceta. Twilight parecia se concentrar mais no unicórnio, mantendo um grande sorriso.

“Dusk, meu filho!”

Com as palavras de Twilight, o unicórnio caminhou até sua mãe e lhe deu um forte abraço.

“Olá mãe, como está?”

O unicórnio se afastava um pouco, com Twilight sentindo uma única lágrima correndo pelo seu rosto enquanto eles se separavam. Não importava que eles vinham vê-la toda semana; ela ainda se emocionava. Para Twilight, uma semana parecia uma eternidade, enquanto esperava a chegada deles. Ela era grata por eles sempre virem.

“Eu estou bem, querido. Como vocês estão?” Twilight espreitou os olhos da pônei amarela, sua nora, que parecia estar segurando alguma coisa embrulhada em um de seus cascos. “É… é o que estou pensando?”

Dusk Sparkle acenou, então se afastou para permitir que sua esposa se aproximasse. “Sim mãe. Esta é a sua nova neta.”

A pônei amarela sentou-se ao lado da cadeira de Twilight e levantou o embrulho para mostrar sua filha. Twilight mal podia conter sua alegria quando a viu. Ela não havia visto um bebê desde o nascimento de Dawn há três anos atrás, e quando seu filho disse a ela sobre a nova criança, seu coração disparou.

“Mãe, esta é Dream Sparkle, sua segunda neta.”

Twilight olhava para o bebê adormecido, com um de seus cascos na boca enquanto dormia. Ela era tão jovem, e aparentava muito potencial. Twilight não podia manter sua boca reta mesmo se ela não quisesse, mas sendo uma avó como poderia? Ela se lembrava do quão feliz havia ficado quando Dusk nasceu, então anos mais tarde ela teve Dawn, e agora Dream. A potranca mais linda que já havia visto.

Então com a nova neta apresentada, todos eles se sentaram e conversaram. Dusk falava principalmente sobre as coisas em casa e seu trabalho como professor universitário na mesma escola que Twilight estudou com Celestia. Ele não era o unicórnio mais poderoso, mas ainda assim era muito eficiente com feitiços e mágicas em geral. Ele também era muito tímido, parecido com seu pai Caramel Apple. Um dos primos de Applejack, ele era um dos garanhões mais doce que já havia conhecido. Eles viveram juntos na biblioteca, até o dia em que ele também partiu, assim como todas as suas amigas. Foi um outro momento difícil para ela, mas o constante apoio de Dusk tornava tudo mais fácil.

“Tenho saudades dele também, mãe.” Disse Dusk, observando uma foto emoldurada dela, Caramel e Dusk com uma idade mais jovem.

“Sim, e eu todos os dias.” Twilight sentou-se de volta em sua cadeira de balanço, olhando para o filho. Ele podia ver a intenção em seus olhos, lágrimas querendo sair, mas ela segurava. Então a pequena Dawn chamou sua atenção, e ele mostrou a ela alguns de seus livros favoritos quando ele era da mesma idade.

Twilight olhava de volta para a foto, refletindo sobre seu tempo juntos. Foi uma de suas melhores épocas, assim quando estava com suas amigas. Ela fechava os olhos, permitindo que as imagens surgissem em sua frente, mas rapidamente os abria, para não se debruçar sobre ele. O que ela viu em seguida a surpreendeu… ela estava de volta no parque.

“Olá de novo Twi!” Disse Applejack, sentada na cadeira ao lado de Twilight. “Fico feliz em vê-la de novo.”

“Eu não entendo… o que está havendo?” Perguntou Twilight, olhando para as outras.

“Bem, acho que você está sonhando.” Respondeu Applejack, cuspindo um pedaço de feno. “Parece que estão sendo mais frequentes, o que significa que é apenas um surto de tempo, eu acho.”

Applejack se levantou do banco e começou a caminhar.

“Espera, Applejack, o que você quer dizer?” Twilight olhava fixamente para sua amiga.

Applejack parou por um momento, então se virou olhando Twilight. “Lembra dos sonhos de Fluttershy, docinho?”

Twilight pensou por um momento.

“Você pode não se lembrar quando estava aqui, mas uma vez que você acordar você deve, vocês todos sabem o que fazer…”

Twilight estava prestes a perguntar novamente quando um barulho alto trouxe ela de volta de seu sonho.

Crash!

Twilight acordou assustada.

“Ops, desculpe.”

Twilight olhava para sua neta, sentada no meio de uma pilha de livros. Pelo que ela assumiu, ela tentou alcançar um livro que estava fora de seu alcance, usando outros livros como escada para alcança-lo. Twilight amou sua curiosidade, mesmo usando seus amados livros como um suporte.

Twilight ia falar, mas o sonho ainda estava fresco em sua mente, a incomodando. Applejack havia lhe dado duas mensagens claras: “É sobre o tempo” e “Sonhos de Fluttershy”. Das pernas dianteiras de sua mãe, a pequena unicórnio começava a se mexer. Seus olhos púrpuras piscavam enquanto eles olhavam em volta.

“Oh, querida, vá mostrar Dream para sua avó,” disse Dusk, levantando-se do sofá.

Ela cuidadosamente carregou o bebê para Twilight, e a preocupação dela sobre o sonho desapareceu, sendo substituída pela alegria em ver sua neta acordada. Ela tinha ficado ansiosa para vê-la, mas o bebê estava aparentemente cansado por causa da viagem e acordou apenas uma vez para se alimentar. A pônei amarela se inclinou para Twilight, permitindo que ela observasse sua avó. Twilight sorria calorosamente, mas o bebê não a reconheceu, e assim começou a chorar. Ela estava com medo da sua avó.

“Oh, Deus, aqui vamos nós de novo,” a unicórnio amarela disse em agitação. “Levei uma hora para faze-la adormecer durante a viagem no trem.”

Twilight sorriu, dando uma risada leve. “Minha querida, se você leva muito tempo para fazer um bebê dormir, então você não está fazendo direito.”

“Mãe-“ Dusk protestou, sentindo o potencial início de uma rivalidade de mãe.

Ainda chorando nos braços de sua mãe, o bebê continuava seu ataque implacável. Os orelhas de Dusk se comprimiram com o barulho. Ele e sua esposa mal passaram por essa fase com Dawn, e agora tinham Dream para começar tudo de novo.

“É evidente que você ainda não encontrou um toque de mãe. Me permite?”

Twilight lentamente estendeu seus cascos para o bebê, e sua mãe um pouco relutante o entregou, com o bebê ainda chorando. Twilight o trouxe para próximo, sussurrando.

“Shhh, está tudo bem. Sou eu, sua avó Twi,” Dizia Twilight, dando um outro sorriso caloroso.

O bebê parou por um momento, mas ainda inseguro de quem ela era, voltou a chorar. Twilight sendo Twilight, no entanto, sabia o que precisava para ser feito. Usando sua magia, ela levitou uma pequena caixa de madeira de uma mesa próxima, o apoiando sobre uma mesa de chá ao lado de um livro aberto. Ela abriu a caixa com outro toque de mágica, revelando uma estátua de seis pôneis, todas se abraçando, cada uma com cores diferentes mas todas com o mesmo sorriso em seus rostos.

“Mãe, você tem sorteza sobr…”

Ignorando seu filho, Twilight acionou uma pequena chave de dentro da caixa enquanto o bebê continuava seus choros. Com um click final, Twilight sabia que ele estava pronto e liberou uma pequena plataforma de pôneis que começava a girar e a música tocar; Twilight preparou sua voz para cantar. Ela não havia feito algo assim há muito tempo, desde o falecimento de Pinkie Pie, mas sua voz ainda estava à altura da tarefa.

“My Little pony, My little pony..”

Twilight mantinha o ritmo lento da música, sua voz não vacilava enquanto ela cantava. Ela olhava para o pequeno bebê em seus braços, que foi se acalmando enquanto a música continuava. Dusk e sua esposa olhavam surpresos enquanto ela continuava cantando, contando o conto de seis amigas que encontraram a magia da amizade. O bebê estava afundando ainda mais no silêncio, não fazendo outra coisa além de olhar para sua avó.

Twilight olhava fixamente o bebê enquanto as cenas de seu passado brilhavam em sua mente. Ela se lembrava de um presente que recebeu de suas cinco amigas para o aniversário de Dusk: a caixa de música. A cadeira de madeira em que ela estava sentada foi feita por Caramel, um outro presente para a chegada de Dusk. As memórias pareciam vivas enquanto ela se lembrava de abrir a caixa pela primeira vez, e ao ver a pequena imagem, ela tinha começado a chorar na frente de suas amigas e marido.

“Está tudo bem docinho?” Applejack perguntava com um olhar preocupada.

Twilight usou seu casco para enxugar as lágrimas. “Não AJ, não é nada. Obrigada, a todas vocês.”

 Twilight olhava para todas as suas amigas, cada uma sentada e sorrindo, Applejack e Fluttershy com seus próprios filhos ao lado delas. Twilight teve os dele um pouco mais tarde em sua vida, mas era “melhor tarde do que nunca”, como Applejack diria. Finalmente Twilight olhava para baixo em seus cascos, vendo seu filho acordado, olhando para o teto admirado.

“Então, o que vamos comemorar?” Pinkie Pie gritou, soprando uma corneta no ouvido de Twilight.

“Pinkie!” Gritou Applejack, agarrando sua calda e a arrastando de volta.

A súbita explosão de barulho tinha perturbado o bebê, assustando-o em um ataque de lágrimas. Twilight, sendo uma nova mãe, estava insegura de como deveria agir. Quando pedia por assistência, a única pônei e falar era Applejack.

“Você tem que encontrar o toque de uma mãe, docinho. E nós não podemos lhe dizer como fazê-lo.” Applejack se referiu à experiência, já tendo dois filhos. “Isso será algo que você vai aprender sozinha.”

Twilight olhava ao redor procurando algum brinquedo que pudesse ajudar a acalmar seu filho, quando ela avistou uma caixa de música. Ela o abriu, girando a chave, e então permitindo à música tocar. Era uma linda melodia, que ela podia reconhecer como uma música em grupo. Pinkie Pie a tinha escrito há tempos atrás. Foi um presente dela para todas, para passar aos seus filhos e filhas a mensagem de amizade. Era sobre elas, as seis portadoras dos elementos da harmonia.

Então, quando o ritmo chegava na hora certa e a canção repetia, Twilight limpava a garganta e começava a cantar. O ritmo normal da canção era lento e suave, perfeita para a situação.

“My little pony, my little pony..

Eu costumava me perguntar como seria a amizade,

My little pony,

Até vocês todas compartilharem suas magias comigo,

Rainbow Dash deu um passo adiante entusiasmada recitando “Grandes aventuras”

Pinkie Pie saltou ao lado de sua amiga, envolvendo um casco em volta de seu pescoço cantando” Toneladas de diversão!”

Rarity falou em seguida “Um bonito coração,”

Applejack continuou com “Fiel e forte,”

Fluttershy seguia vivamente: “Compartilhando gentileza,”

Então todas as mane six continuaram em um único coro:

“É um feito fácil,

E a magia torna tudo completo,

Você tem meu pequeno pônei,

Você não sabe que vocês são todas minha melhores amigas!”

As seis pôneis ficaram em silêncio e olharam para o filho de Twilight, agora dormindo nos braços de sua mãe. Twilight olhava para suas amigas, das quais foram se emocionando.

Twilight se lembrava de tudo isso… foi a última vez que todas elas cantaram a música juntas antes que voltassem para suas próprias vidas. Elas ainda se reuniam e conversavam, riam, e se divertiam juntas, mas nunca mais um momento de unidade.

Twilight abria seus olhos novamente, espiando o pequeno bebê em seus cascos dormindo em sua voz. Ela olhava seu filho, sorrindo para ela, emocionado. Twilight não havia percebido que havia chorado enquanto cantava, mas conseguiu manter a música até o fim. Uma vez que a música parou, ela cuidadosamente fechou a tampa da caixa de música.

“Lindo, mãe,” foi tudo que Dusk podia reunir, acariciando o pescoço de sua mãe.

Twilight o lambeu em agradecimento e em seguida olhou para sua esposa, que deu um sorriso genuíno. Twilight passou a neta de volta para sua mãe, cuidadosamente para não acordá-la.

Sua família permaneceu em casa por mais uma hora, com os dois dizendo a ela como tem sido a vida de casado. A pequeno Dawn mostrava a Twilight feitiços que havia aprendido, a maravilhando com seus processos; ela estava aprendendo muito rápido pela idade, fazendo com que Twilight lembrasse a si mesma. O tempo todo, vozes do passado ecoavam através da biblioteca: os risos das crianças lembravam ela de quando ela e suas amigas riam e brincavam com jogos de tabuleiros juntas. Tudo ocorrido há muito tempo, e ainda assim ela podia jurar que havia acontecido ontem… uma das cruéis brincadeiras do tempo.

A voz de Dusk a quebrou em pensamentos. “Bem, ela deve ter herdado isso de você, mãe,” Dusk brincava, “Porque certamente ela não puxou isso nem de mim ou da minha esposa Trisha.” Dusk cutucava sua esposa, que bufou.

Twilight se lembrava do tópico em questão e focou de volta em sua conversação. “Deve ter saltado uma geração, eu suponho.” Twilight olhava Dawn enquanto brincava com sua irmã mais nova.

Dusk acenava, então olhava para o relógio na biblioteca. “Bem mãe, parece que nós temos que ir. Desculpe pela visita tão curta, mas nós precisamos levar o bebê para casa, para que possa descansar. A viagem não foi fácil para ela.”

Twilight voltava novamente à realidade e falou, “De Canterlot? Claro que seria,” ela concordou, observando enquanto Trisha reunia seus filhos.

Ela observava como seu filho, esposa, e os dois netos estavam prestes a saírem de casa. A mente de Twilight começava a cutucar, como se ela estivesse se esquecendo de alguma coisa. Ela olhava para seu lado, para um livro aberto. Nem mesmo se lembrava de tê-lo colocado ali, mas depois de virar algumas páginas ela tropeçava na antiga coroa da magia. Por que ela tinha este livro fora da prateleira? Uma outra mensagem?

“Dusk, mais uma coisa.”

Dusk parou e olhou para sua mãe, que levitava a partir do livro aberto ao lado dela uma coroa dourada com uma joia púrpura no topo. Twilight tinha certeza que estava finalmente entendendo o que suas amigas tinham dito; os pedaços deste quebra-cabeça estavam se reunindo, primeiro com os sonhos de Fluttershy. Por razões que ela não tinha certeza, as memorias de Fluttershy vinham até ela com sonhos perturbadores a inundando de volta. Ela havia dito que sonhou com suas cinco amigas, todas esperando por ela no parque.

“Você sabe o que é isso, Dusk?”

Twilight perguntava, lentamente levitando até seu filho.

“Sim, uau, não vi isso desde que era jovem.”

Ela tinham dado suas mensagens, e ela sentia que outras coisas estavam influenciando para fora dos sonhos. A última vez que elas se viram, Fluttershy decidiu passar seu elemento da gentileza a sua neta. E agora, tudo estava se encaixando para Twilight. Ela sabia o que tinha que ser feito, e agora outra mensagem de Applejack fazia sentido. Estava quase na hora, era o momento.

“Dusk, eu quero que você fique com ela.”

Dusk olhava para sua mãe em choque. “Mas mãe…”

“Cada pônei tem seu tempo, Dusk. Não sei por mais quanto tempo vou ficar nesse mundo, mas antes que isso ocorra, preciso passar o elemento da magia para alguém. E pelo que vi, esse pônei é a Dawn.”

“Bem, eu quero dizer…”

“Scootaloo foi a filha de Dash, Pinkie foi sua avó, o mesmo com Rarity e Fluttershy. Applejack também. Apenas o meu resta ser passado, e é o que estou fazendo agora.”

Twilight cuidadosamente descansou a coroa na cabeça de Dawn. Ainda muito grande para ela, se deslocava um pouco em sua cabeça.

“Isso é mesmo para mim?” Dawn perguntava excitada.

Twilight acenou, então olhou de volta para seu filho e esposa. “Um dia ela entenderá completamente seu significado. Até lá, o mantenha seguro.”

Os pôneis ficaram todos em silêncio por um curto momento antes que Twilight falasse mais uma vez. “Bem, vocês têm um trem para pegar.”

Trisha acenou, levando os filhos para fora. Dusk permanecia na porta, então caminhou lentamente para o lado de sua mãe.

“Eu te amo, mãe. Cuide-se, e até semana que vem,” dizia ele, beijando-a na cabeça.

“Eu também te amo, meu Dusk,” Twilight dizia com um sorriso e lágrimas antes de deixar seu filho partir.” Não as deixe esperando, meu querido.”

Dusk acenou novamente, correndo para a porta e desta vez se certificando de fechá-la. Com sua mágica, Twilight dobrou as cortinas da janela para espiar fora, observando enquanto sua família deixava a casa. Ela olhava de volta para sua biblioteca, vazia e quieta. Apenas cheia de livros e memórias antigas. Ela abria a caixa de música mais uma vez, e de dentro da tampa puxava uma fotografia. As mesmas seis pôneis estavam nela, posando com seu pequeno dragão púrpura. Seu antigo assistente Spike, seu outro amado filho.

A memória picava, fazendo Twilight desviar o olhar da foto. Ela acionava a chave na caixa de música mais uma vez para permitir que a melodia preenchesse a casa. Ela cantarolava com a melodia, balançando sua cadeira enquanto ela voltava no tempo com suas memórias. Enquanto a cadeira ia e vinha, ela eventualmente se encontrava no parque mais uma vez. Desta vez, suas cinco amigas estavam todas de pé ao lado, debaixo de uma grande árvore, sorrindo felizes por vê-la novamente.

“Bem, como foi?” Dash perguntou entusiasmada.

“Como foi o que, Dash? “Twilight perguntou, confusa.

“Passando o elemento! Você sentiu alguma coisa uma vez que saiu da casa?”

Twilight pensou mais sobre isso, e depois de um curto tempo acenou. “Sim. Eu me senti… relaxada. Muito relaxada. Eu.. eu não conseguia nem mexer os cascos, estava tão cansada.”

As outras acenaram em concordância, então Pinkie apontou para uma colina acerca de algumas centenas de metros de distância.

“Vamos Twi! Temos uma festa de pick nick esperando por você!” Disse Pinkie Pie antes de começar a saltar em direção ao morro.

“Ei, espere por mim!” Dash gritou, levando o ar com o excesso de velocidade.

Applejack, Rarity e Fluttershy começaram a correr, deixando Twilight sozinha debaixo da árvore. Fluttershy parou e olhou para trás, inclinando a cabeça confusa. “Twi, você não vem?”

“Eu não posso manter o contato com vocês o tempo todo, você sabe disso.”

Lá na frente, Applejcak falou alto: “Claro que você pode, docinho! Basta colocar um casco a frente de outro e correr!”

Insegura, Twilight se preparou para um mundo de dor que viria empurrando seu corpo com dificuldades. Mas enquanto ela levantava, ela sentia… nada. Não havia dor, nenhum estalo das juntas ou outros problemas. Ela olhou para o casco, vendo sua pele roxa brilhante mais uma vez. Fazia anos desde que ela parecia estar tão bem, e mesmo sem ver seu rosto, ela poderia dizer que era jovem novamente. Analisando sua crina, o azul escuro brilhava sob a luz do sol, como há muito tempo.

Ela estava… jovem novamente. E se sentia livre. Ela poderia fazer qualquer coisa, e sua idade não a impediria.

“Você vem, Twilight? Digo, você não precisa, mas se quiser está tudo…”

Antes que Fluttershy pudesse continuar, Twlight correu passando por ela em um rápido galope alcançando as outras, um grande sorriso em sua face enquanto o vento soprava em sua crina. Fluttershy sorria calorosamente; ela não tinha mais motivos para chorar. Twilight não teria mais que sonhar para ficarem todas juntas, pois agora eles estavam lá para ficar, onde ela também encontrou Spike. Todos juntos, mais uma vez, e agora para sempre.