Uma receita de amor

SINOPSE: Dinky Hooves sabia que sua mãe era diferente, e aprendeu a viver ao lado dela superando juntas todas as dificuldades. Não era fácil, mas isso não impedia Dinky de amar sua mãe mais do que qualquer coisa no mundo. Um simples conto que retrata o amor de mãe para filha e vice versa.

—–

 A chuva batia contra as telhas, enquanto Dinky Hooves pressionava um casco na janela, observando a tempestade nos céus à procura de sua mãe. Ela não estava muito preocupada. A maioria dos pegasus eram capazes de suportarem fortes tempestades. Mas ela sabia que sua mãe era um pouco diferente da maioria. Dinky suspirou aliviada quando uma pegasus cinza ensopada pousou no quintal de sua casa, sacudindo a crina para se livrar da água.

“Você voltou!” Dinky sorriu, correndo para abraçar sua mãe, nem mesmo se importando em ficar toda ensopada também.

“Eu me perdi nessa chuva.” Sua mãe admitiu, com uma pequena carranca em seu rosto.

“O importante é que está tudo bem.” Dinky sorria, abraçando sua mãe. “Está com fome?”

“Bastante,” Ditzy respondeu balançando a cabeça, olhando em direção da cozinha. “Vou fazer algumas batatas fritas para o jantar, que tal?”

“Não é justo que apenas você tenha o trabalho de fazer o jantar, ainda mais depois de um dia cansativo, por isso já preparei umas margaridas com um toque de menta.” Dinky sorria enquanto levitava as bandejas com a comida que havia preparado, as colocando sobre a mesa. “E ainda adicionei um toque especial com cenouras, que são as suas favoritas!”

“Oh Dinky! Não precisa se preocupar com isso, sou eu quem tenho que cuidar de você e não o contrário.”

“Não me dá maior felicidade do que retribuir todo o seu esforço e amor de mãe cuidando de você também. E além do mais, gosto de cozinhar, talvez seja assim que um dia consiga minha marca especial.” Dinky olhou para seu próprio flanco. “Quem sabe!”

 “Um coração de ouro é o que você já poderia ter em seu flanco!” Ditzy respondeu sorrindo, espalhando partes da salada acidentalmente para fora do prato. Um pouco sem jeito, ela se apressou para limpar, mas Dinky se antecipou levitando um pano a partir da pia, removendo a bagunça. A pequena unicórnio sabia das dificuldades de sua mãe, e por isso sempre se esforçava para que aquela casa onde ambas moravam não fosse apenas uma simples moradia, mas um ponto seguro onde sua mãe sempre poderia se aconchegar, deixando toda e qualquer mágoa para trás, ciente que ali estava uma filha com quem ela sempre poderia contar.

“Não se preocupe com a louça, eu lavo. Melhor você tomar um banho bem quente para não se resfriar.”

“Não Dinky, você fez a janta, então eu arrumo a cozinha.”

“Não se preocupe, eu cuido disso. Você precisa descansar para amanhã. Lembra que vai falar na minha escola sobre como é ser uma pegasus carteira?” Ditzy balançou a cabeça, com seus olhos brilhando.

“Ah sim! Para dizer a eles porque amo meu trabalho.”

“Isso mesmo,” Dinky sorriu, enxugando as taças e as colocando nas prateleiras de cima. “Porque você não é apenas a melhor mãe, mas a melhor carteira do mundo também.”

“E sortuda também, por ter você como filha!”

“Isso não é sorte, é mérito.” Dinky sorria enquanto observava sua mãe subir as escadas até o banheiro, onde começou a ouvir a água do chuveiro. A maioria das crianças estavam dormindo naquele horário, mas Dinky sempre ficava acordada até mais tarde para manter a casa arrumada, não só porque a pegasus cinza tivesse mais dificuldades para li dar com atividades do que os outros pôneis, embora isso não a impedisse de fazê-lo, mas também para que sua mãe pudesse ir para o trabalho tranquila sabendo que sua filha era capaz cuidar de si mesma enquanto a mãe estivesse ausente.

Na escola, era difícil para Dinky ser um flanco branco, porém mais ainda era ouvir o que os outros alunos insinuavam com relação à sua mãe. Atitude de criança, é claro, mas Dinky não se importava. Ninguém conhecia sua mãe melhor do que ela, e por isso as gozações entravam em um ouvido e saíam pelo outro, e ainda que ela ficasse um pouco chateada, jamais levaria aquele problema para dentro de casa. Porém às vezes sua mãe sentia que alguma coisa estava errada e questionava Dinky para saber o que houve. Para não deixar sua mãe preocupada, a unicórnio acabava descrevendo o que aconteceu, pois sabia que as palavras de sua mãe sempre estariam lá para confortá-la e livrá-la de qualquer sentimento ruim.

Dinky terminou de arrumar a cozinha antes de ouvir sua mãe abrir a porta, sacudindo as asas ao sair do banheiro. A unicórnio dobrou o pano de prato e foi até o quarto de sua mãe que se situava a poucos metros do seu para lhe fazer um pouco de companhia. Ditzy já estava enrolada em seu cobertor quando Dinky se aconchegou ao lado dela na cama, extinguindo a magia de luz com seu chifre.

A pegasus cinza acariciava a crina de sua filha. “Conheço muitas mães que se queixam que seus filhos dão trabalho, mas eu, no entanto, tenho a melhor filha de Equestria, tomando conta de mim enquanto eu quem deveria tomar conta de você.”

Dinky beijou sua mãe na testa e sorriu. “Você cuida de mim também. Eu apenas te ajudo, e amanhã teremos um ótimo dia de mãe e filha.”

Ditzy sorriu, olhando nos olhos de sua filha, que lhes remetiam ao olhar de uma anja. “Boa noite, Dinky. Eu te amo.”

“Eu também te amo, mãe.” Dinky sorriu, abraçando fortemente sua mãe. “Eu também te amo.”

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