A Mágica de Equestria – atualizado págs. 95 a 98

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Tradução: Danilo 11 (Devil Bunny)

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Vetorização Automática com o Inkscape

imagem by stabizor

O Inkscape é um software especializado na criação de imagens vetoriais. Por ser freeware, é uma excelente alternativa, por exemplo, ao Corel Draw e Illustrator, devendo muito pouco em termos de recursos. Uma das ferramentas disponíveis é o sistema de vetorização automática, que como o nome já diz, dispensa todo o trabalho manual do usuário, vetorizando a imagem quase que instantaneamente. Vamos agora aprender a utilizar esse recurso.

Curiosamente, existe uma versão modificada do Inkscape chamado Ponyscape, criado por Flutterguy317. O objetivo, segundo a comunidade, não é apenas visual mas também para oferecer novos recursos voltados aos artistas bronies. Caso se interesse por essa versão, ou até mesmo em contribuir no seu desenvolvimento, visite o site: http://ponyscape-vectors.deviantart.com

CRIANDO UM VETOR AUTOMATICAMENTE

Carregue um desenho seu dentro do Inkscape, ou se preferir, salve a SEGUNDA imagem abaixo que será utilizada no tutorial, esse vai ser o desenho que irei vetorizar:

esboço

Observe acima que por ser um desenho feito à mão, está cheio de partes borradas por causa da borracha e alguns contornos claros demais, já que desenhei com grafite 0.5. O problema é que se os contornos estiverem muito claros, o Inkscape pode acabar não conseguindo detectá-los, e consequentemente o processo de vetorização automática poderá apresentar lacunas.

Por isso, antes de vetorizar, é importante aumentar o contraste do desenho, sendo que a cor preta é a mais fácil do programa detectar. Utilize um editor de imagem de sua preferência que possua o recurso de CONTRASTE, e também para remover partes borradas/desnecessárias, veja como ficou a minha depois do tratamento:

contraste

Feito isso, abra o Inkscape e vá em FILE/OPEN, e selecione a imagem tratada. Vai aparecer uma pequena janela perguntando se você quer o trabalho no modo “embed” ou “link”, escolha o primeiro e clique em OK. Se a imagem carregada estiver muito pequena no seu campo de trabalho, segure ALT e gire o botão do meio do mouse para ajustar o ZOOM, outra coisa que você pode fazer com o botão do meio é clicar e segurá-lo para arrastar a imagem.  Agora clique em F1 para ativar a ferramenta de seleção, e então clique na imagem. Ao fazer isso, veja abaixo que há várias setas pretas e pontilhados ao redor do desenho, indicando que ele já está selecionado:

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Agora vá no menu PATH/TRACE BITMAP para abrir essa janela, que é onde se utiliza a ferramenta de vetorização automática:

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Observe que existe duas opções de vetorização: na parte de cima da janela está o “SINGLE SCAN” e logo abaixo o “MULTIPLE SCANS”. No primeiro, o programa fará o desenho todo ser um único vetor, sem camadas ou grupos. Na segunda opção é exatamente o contrário, mas infelizmente não é possível definir quais partes serão grupos ou camadas (cabelo um, olhos outro, etc.), o programa define isso por conta própria. 

O Single Scan leva vantagem por deixar a imagem menos pesada e os vetores com melhor intensidade. Para usá-lo, simplesmente clique em EDGE DETECTION e depois no botão UPDATE, para mostrar em uma pequena janela (preview) como vai ficar a vetorização: 

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Agora clique em OK para iniciar o processo de vetorização automática, no meu PC levou menos de dois segundos para finalizar o trabalho, e este é o resultado:

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Agora vamos ver como ele se sai no MULTIPLE SCANS, clique em GRAYS e depois desative SMOOTH, como indicado na figura abaixo, em seguida novamente em UPDATE e OK:

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RESULTADO:

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Observe que no modo Multiple Scans, a diferença entre os dois ficou quase zero, de qualquer forma, o segundo (da direita) é um vetor. O tipo de lápis utilizado para desenhar também influencia na qualidade do vetor, que no meu caso, sempre utilizo lapiseira 0.5. Provavelmente não é a melhor opção.

De qualquer forma, podemos observar que a vetorização automática ainda não é melhor do que a manual, mas não deixa de ter suas qualidades, além de ser um recurso que tende a evoluir com o tempo e uma mão na roda para quem precisa agilizar seus trabalhos. Para maiores informações sobre o Inkscape, não deixe de consultar os guias oficiais, em português, disponíveis no site do programa: http://inkscape.org/doc/index.php?lang=en

Sem palavras para descrever – Livro I- Cap. 7 – Algo a Mais

capítulo-sete

Autor: Grivous

Gênero: Normal, Triste, Drama, Romance

Sinopse: ”Em alguns dias, um show será apresentado na pequena cidade de Ponyville, como o último show da carreira musical de uma musicista muito famosa de Canterlot: Octavia. Twilight Sparkle e suas amigas ficaram encarregadas de aprontar os preparativos para o Grande Evento. Os fantasmas de seu passado continuam assombrar a jovem musicista, a ponto de isolar-se do mundo e daqueles que ama. Num único evento, cheio de reviravoltas e grandes emoções, ela está para descobrir algo muito mais do que apenas o fim…”

LIVRO I :

Apresentação

Prólogo

Capítulo 1 – Empolgação

Capítulo 2 – Cascos e Coices

Capítulo 3 – Desinformado e Desinteressado

Capítulo 4 – Convidado ou Intruso?

Capítulo 5 – Casa da Mãe Joana

Capítulo 6 – Recuperação

Capítulo 7 – Algo a mais

Capítulo 8 – Amanhã

LIVRO II:

Capítulo 1 – Caminhada

Capítulo 2 – Muffin

Capítulo 3 – Companhia

Capítulo 4 – Mudanças

LIVRO III:

Capítulo 1 – Ausência

Equestria — Ponyville — Cozinha da Biblioteca, 13 de Fevereiro, 21:09.

Twilight Sparkle fez um incrível trabalho consigo mesma momentos atrás. Foi um autocontrole surpreendente. Digno de sua inteligência.

Ela percebeu que não havia motivos para descontrole emocional, nem em descontar essa sua descarga extrapolada em pôneis próximas a elas. “Pare, Twilight!”, ela gritou consigo mesma em sua mente, “Você não está pensando direito! Pare o quê está fazendo e pense com lógica!”. E foi o quê ela fez.

Não adiantava escrever incessantemente na mesma linha se havia outras linhas de sobra para serem preenchidas. Gastava o lápis, as energias para escrever teimosamente, a visão para tentar ler os garranchos grossos e violentos, e o papel acabava sendo rasgado rudemente. Ela apagou tudo o quê a deixava confusa e começou a organizar os itens presentes que aconteceram naquela noite. Por isso tinha fechado os olhos, relaxou os músculos e focou-se no que era apenas importante.

“Pronto, estou concentrada.”, pensou ela, extremamente confiante, “Agora vamos organizar os itens que tenho em cascos e que precisam de respostas! Devo focar no mais importante; o quê é mais importante agora?! Stubborn? Não, ele não está aqui para que eu possa tirar isso a limpo. Tenho Rarity e Rainbow Dash como testemunhas do quê quer que havia acontecido comigo durante meu desmaio; posso deixar esse item de lado, para mais tarde.”

“Por que a Princesa Celestia o enviou para “ajudar-nos”? Também não posso conseguir a resposta agora. Primeiro porque ela não está aqui; isso tornaria as coisas mais fáceis e rápidas. Segundo porque Spike está dormindo, o quê infelizmente me impede enviar uma carta neste exato momento para a Princesa, perguntando, e não posso atrapalhar o seu sono programado. Ele precisa de um descanso, fez um brilhante serviço por hoje. Posso riscar esse da lista, também. O quê me restou agora?”.

“O quê o Sr. Eye pensa de mim? Uma potranca mimada; carente por atenção e atração alheia. Acho que depois da minha infantilidade e exibicionismo explícito, que causou aquela queda de minha pessoa sobre seu perfeito corpo aerodinâmico, ele se sentiu motivadamente ofendido com minha transbordada teimosia. Claro que você, cabeçuda, machucou as costas daquele transeunte. Ele não vai respeitá-la se continuar desse jeito, jogando-se em cima de corcéis ondulantes! Como você vai conseguir algum respeito deste cremoso cidadão se– Não! Não dá para pensar nisso agora! Não tem como consertar isso! Eu… vou pensar nisso amanhã. Fez mais que o suficiente para ele hoje, Twilight Sparke…”

“Descobrir o quê havia acontecido comigo durante o desmaio? Isso posso conseguir com minhas amigas. Sim. Elas estão fazendo de tudo para me contar o quê houve. Estão até enrolando demais com isso porque… minhas emoções não permitem que elas me digam. Mas não podia evitar! Estava muito nervosa e confusa naquela hora… Na verdade, ainda estou… Você precisa se acalmar, Twilight! Foque-se no que é importante agora: Saber o quê aconteceu!”

Rarity acariciava delicadamente o casco direito de sua concentrada amiga unicórnio. Rainbow Dash também estava ao seu lado, segurando um copo de suco já tomado pela metade; ela olhava para ambas as chifrudas com atenção.

— Tem certeza que está bem, Twilight? — perguntou Rarity, ainda demonstrando-se preocupada com sua amiga — Sei que você está bem recuperada, mas preciso saber se você está apta em ouvir a história sem se exaltar. A última coisa que quero que você faça, querida, é se prejudicar ou ficar nervosa!

Twilight assentiu confiantemente com a cabeça — Não há necessidade de tal preocupação, Rarity. Como disse e confirmo para você: estou bem e disposta a dar toda minha atenção à vocês. Quero muito saber o quê aconteceu. Não me exaltarei, nem ficarei nervosa. Essa sensação já passou, obrigada.

Rarity juntou os cascos, animadíssima — Que bom, querida! Gostei de ouvir! Pois bem, contarei o quê houve. — Rarity limpou a garganta e comportou-se numa postura reta para começar seu discurso.

— Quando você desmaiou, novamente dizendo, ficamos todas desesperadas em ajudá-la da melhor forma possível, mas infelizmente não sabíamos como! Spike estava dormindo em sua aconchegante cama, mas nem pensamos no pobrezinho naquele segundo! Estávamos cobrando conhecimentos para o pônei errado: O Sr. Eye, que estava mais perdido que nós mesmas. Também não culpo o pobre cidadão, ele é um diplomata; e um escritor de primeira! Seria pedir demais de sua capacidade em saber socorrer pôneis desmaiados. Ficamos mais preocupadas e o tempo corria alucinadamente!

— Foi uma confusão total, fiquei olhando tudo lá de cima. — disse Rainbow Dash, querendo adicionar mais informações — Os pôneis correndo pro lado e pro outro, gritando ou falando alto. Não sei como Spike não acordou — o sonho deve estar ótimo para ele… —. Estava difícil tentar controlar a situação ou mesmo acalmar os pôneis ansiosos com gritaria e correria — ela olhou discretamente para Rarity, lembrando de um pônei em específico que mais deu trabalho para acalmar; a mesma apenas desviou o olhar, um pouco envergonhada — Eu mesma tive que descer e tentar fazer todo mundo ficar quieto e pensar numa solução. Afinal, ficar gritando não ajudaria em nada! Muito menos ficar trotando em círculos!

— Isso! — indagou Rarity — Rainbow tentou acalmar todos nós mas estávamos muito nervosas. Spikezinho não estava por perto; Sr. Eye também não sabia o quê fazer; a Prefeita tentou ajudar a acalmar o nervosismo dos pôneis presentes; Pinkie Pie sumiu misteriosamente, mas ainda assim não tínhamos pôneis para ajudar você, Twilight, querida. Queríamos ajudar você!

— E agradeço profundamente por essa preocupação, Rarity. — insistiu Twilight, tentando relaxá-la — Mas e aí? E quanto ao Capitão? Foi neste momento que ele apareceu?

— … Ainda não, Twilight. — respondeu Rarity com uma palmadinha no ombro de Twilight, como quem pede para um pequenino esperar para o climáx da estória.

Rarity estava até um pouco surpresa com Twilight neste momento. A unicórnio cor-de-lavanda citou um título do inominável sem exaltar; como ela havia prometido. Isso a deixou contente.

Ainda assim, Rarity continou — Pelo que me lembro durante minhas… peripécias, ele estava num canto, observando tudo. Ele não estava fazendo nada, só olhando o quê estava acontecendo.

Twilight pensou por um momento — Ele estava apenas observando? Ou será que ele estava… apreciando? — novamente sua desconfiança é demonstrativa.

— Não, Twilight. — discordou Rarity — Ele não parecia estar apreciando o quê estava vendo. Não havia sorrisos maliciosos nem expressões prazerosas em seu rosto.

— Mas não tem como ver suas expressões ou sorrisos, Rarity! Ele simplesmente não as têm! — exclamou Twilight.

— Mas você percebe o olhar. — entrou Rainbow Dash no meio — Ele estava num canto, observando todo mundo e o quê estava acontecendo. Sim, podia até parecer isso, mas você percebe que não estava apreciando nada, como você o acusa, Twilight. Ele estava realmente observando, avaliando a situação. Há mais coisas nele que a gente não sabe.

— Isso, Rainbow. Eu também percebi isso no Capitão. Ele ficou assim por vários minutos. — disse Rarity — Foi então que ele entrou em cena!

— E o quê ele fez? — perguntou Twilight com educação, mas demonstrando-se ansiosa.

Raibow Dash ergueu-se do chão e agiu exatamente o quê ela descreveu, conforme falava — Ele saiu das sombras das vielas da noite, todo posudo e ereto; deu duas poderosas patadas no chão conforme andava e bradou “SILÊNCIO”! — o grito da pégaso ecoou pela cozinha, machucando orelhas alheias — Twilight, te digo: Todos. Ficaram. Parados; como quem fica imóvel durante o bote de algum animal selvagem! Ninguém mexeu uma pata! Em um segundo, ele controlou a situação que eu mesma estava tentando controlar!

— Também te digo que fiquei chocada, querida! Abalou as crinas minhas. — comentou Rarity — Senti um frio na espinha subir como nunca senti antes!

— Aí que abalou geral mesmo: o Brutamontes parecia muito diferente de como era antes. — disse Rainbow Dash — Não sei que bruxaria ou ilusão ele usou na gente — se é que ele pode… — mas que não era ele… não era!

— A primeira coisa que ele fez depois que todos ficaram em silêncio — continuou Rarity — foi trotar em sua direção, Twilight. Você estava deitada meio que desajeitada e sua cabeça estava apoiada nas costas do Sr. Eye. No começo, pensamos que ele ia te fazer realmente algum mau! Queríamos agir contra, mas ficamos, de alguma forma, amedrontadas com ele e sem ação! Até que ele apenas ergueu seu queixo para cima e colocou o ouvido sobre sua boca. Creio eu que ele tentava ouvir sua respiração…

— “Minha respiração”? — pensou Twilight, enquanto passava o casco pelo pescoço, meio desconfortável.

— Depois, — disse Rarity — ele disse “Ela está respirando; isso já é bom. Sua respiração também não está ofegante, o quê é melhor ainda!”. Ele pediu para que o Sr. Eye continuasse deitado para te deixar mais confortável. Tirou um lenço escuro de um dos seus bolsos e enxugou sua testa. Applejack e eu estávamos por perto e ele chamou nós duas. Estávamos meio relutante quanto a bruscalidade, mas avançamos. Ele pediu a Applejack para tirar o chapéu e usar ele para abanar o seu rosto, para refrescar; explicou também que daria um pouco de alívio e “voltaria para nós” mais depressa. Na mesma hora, Applejack tirou o chapéu e fez o quê ele disse!

— Já para mim, — Rarity levou o casco para o peito, — ele pediu para eu dar a volta e apanhar um de seus cascos para massagear. Disse que, massageando uma de suas patas, faria seu sistema nervoso responder por estímulos. Mas não era para apertar de leve; era para apertar como se estivesse apertando uma massa de pão.

— Não sei se conseguiria, mas por você, Twilight, tinha que fazer! E lá me fui: trotando com todo o cuidado para não tropeçar e, de repente, cair em cima de vocês dois! Chegando no outro lado, fiz o quê ele pediu. Eu não sei por quê estávamos fazendo o quê ele pedia, mas, sinceramente, Twilight, eu sentia que era a coisa certa a fazer. Ninguém mais tinha ideias; acredito que valia a pena arriscar esta oportunidade!

— Foi após alguns longos minutos que você acordou — entrou Rainbow Dash — e ficamos todas aliviadas pelo seu retorno. Começamos seriamente a pensar que você ia ficar assim até amanhã!

    Twilight não sabia se ficava embasbacada pela mudança violenta de comportamento deste outeiro indivíduo ou se ficava perplexa pelo conhecimento que esse ser demonstrou para aquela situação. Por que essa mudança? Por que agora? Só porque ela estava em dificuldades? Precisava de ajuda? Mas então por que todo esse desrespeito em sua pessoa? Será que ele fez isso tudo por pena? Havia algum coração-mole naquele corpo de pedra? Ou havia um espírito-de-porco na forma de um bruto corcel? Novamente, isso não fazia sentido algum! Quem cargas d’água era esse pônei?!

 — Eu… — balbuciou Twilight — Realmente estou sem palavras… Não sei nem o quê dizer…

 — Eu já estava sem palavras naquela hora, Twilight. — disse Rarity — Você já deve ter perdido a boca, isso, sim! Coitadinha, desculpe se fomos muito bruscas ao lhe contar tudo isso. Sei que está te deixando muito confusa!

 — N-não, Rarity. Está tudo bem. — Twilight descansou o casco no ombro de sua amiga — Realmente estou meio confusa, mas não posso me deixar fragilizar. O quê vocês me contaram foi realmente inesperado e agradeço pela colaboração de vocês. Me sinto bem mais informada sobre o Capitão do que antes e já sei realmente o quê devo fazer daqui em diante. Algo mais que vocês queiram me contar sobre ele; algo que ainda não sei?

Rarity pensou por um momento. Já Rainbow Dash fez uma careta meio indiscreta e olhou para Rarity com relutância. Rarity completou o elo de olhares com a Rainbow.

Então as duas olharam para Twilight.

— Não, isso é tudo. — disse Rainbow Dash com um aceno negativo com a cabeça.

— Creio que não, querida. — completou Rarity — Como eu disse: Logo depois você tinha acordado e encontrado todas nós ao seu redor. Ah, sim! — lembrou ela de repente — Eu tinha dito que Pinkie Pie havia sumido do nada, não é? Pois bem, ela tinha retornado pouco antes de você acordar e pouco depois que a confusão tinha acabado. Ela estava usando um capacete-protetor vermelho que piscava um farolete em cima. E trouxe com ela a mangueira do jardim, perguntando “Onde é o incêndio?!”. Fiquei com a testa vermelha com a patada que dei em mim, constrangida.

— Vixe, nem me lembre, Rarity! — escarneou Rainbow Dash com desdém — Mas não foi bem isso que Twilight perguntou. Ela queria saber mais sobre o Capitão.

— Isso eu sei, Rainbow! Era só mais um detalhe que não contamos.

— Que, no final, não demonstrou-se muito importante… — terminou Dash.

Twilight suspirou mas sentiu uma fisgada — Ah! Sim! E quanto ao Sr. Eye? Ele está bem?

Twilight não tinha certeza se perguntava isso mas decidiu arriscar. Ela já havia pensado que, se suas amigas soubessem, elas lhe diriam. Mas, como elas não comentaram nada referente — apenas de pôneis que ela não desejava saber — , achou melhor lembrá-las perguntando de uma vez. Agora, ela só esperava que não pensassem em coisas absurdas com isso.

— Tsc, não se preocupe! — disse Rainbow com um sorriso maroto — As costas dele estão inteirinhas! Seu cabeção não causou muitos danos como deveria!

Rarity deu uma cotovelada na pégaso azulada enquanto a mesma dava risadas glorificadas. Twilight coçou a nuca meio constrangida.

— Devo ter parecido uma completa egoísta na frente dele. E irresponsável também. Eu deveria ter dado minha atenção à ele; ele era um convidado. E por causa de certos indesejados… — rosnou ela — deve estar pensando horrores sobre mim.

— É provável, querida. Mais que provável: é um possível! — disse Rarity logo de cara. Parecia nem se preocupar com o que tinha dito e nem evitou-o dizer, como sempre fazia.

Twilight até arregalou um poucos os olhos, ficou deveras surpresa pela inesperada indelicadeza de uma delicada amiga.

— R-rarity…!

— Como também é improvável, amiga. — continuou ela — Mais que improvável: é um impossível! Sinceramente, Twilight, nem você, nem eu, nem a própria Celestia ou Luna pode dizer o que esse ser corcelístico pensa de você. Ele pode estar pensando em mil coisas. Mas, te digo, não como você pensa.

Rainbow Dash acenou com a cabeça — Hu-hum, concordo com a Rarity. Nisso ela tem razão.

— Afinal: ele acabou de te conhecer! E ele já conheceu mil e outros pôneis em sua vida! Ele já deve estar careca de saber que não se deve deduzir de pôneis pelo que aparentam; mas pelo que fazem!

Rainbow Dash refletiu um pouco com essa afirmação de Rarity— Mas… o que Twilight mais tem feito desde que ela o conheceu foi desmaiar, gritar, estribuchar e se estressar! — exclamou ela num tom alto. — Só com isso, eu já pensaria que essa pônei era doida de pedra!

Rarity esqueceu-se disso e ficou meio perdida — N-não entre em detalhes, Rainbow Dash! Foi só por uma noite! Não deve ser grande coisa!

— Ai, por Celestia! — Twilight ergueu os cascos aos olhos, tentando esconder sua vergonha — Já deve estar pensando em trilhões de ofensas e acusações sobre meus atos desta noite…! Me sinto ridícula…

 — Pare de pensar assim, Twilight! Foi só por uma noite! Foram apenas incidentes que aconteceram de repente e você não estava preparada! Nenhum pônei é perfeito!

— Nem vereador… — comentou Rainbow com um olhar maroto.

Rarity bufou e ia dar mais uma patada nela mas Dash conseguiu escapar, desviando-se rapidamente aos arrastos e risadinhas.

— O que estou tentando dizer é, — continuou Rarity, após ajeitar sua crina já um pouco elétrica — Não fique pensando nessas coisas! Você não pode deduzir o que ele pensa. Espere até amanhã, quando o real trabalho de vocês dois começa. E você pode até perguntar a ele ou mesmo se desculpar de alguma coisa! Cavalos piram em éguas que se desculpam ou perguntam coisas!

— H-heim? Como assim? — perguntou Twilight já meio vermelha; bochechas ardidas eram bem visíveis em seu rosto púrpuro. Nem sabia se ria com o “piram”.

— Amiga, por-fa-vor! Sempre funciona! — Rarity demonstrava-se expert no assunto, bolinando nos corcéis formigantes por Ponyville — Eles ficam todos melecosos quando fazemos uma carinha inocente e uma voz fofinha. Deixa qualquer coração-de-pedra virar água, assim! — ela representou um “SNAP” com uma rápida batida com os cascos.

— Pode fazer isso e dizer “Você é um bundão” que eles nem vão notar a diferença! Até concordarão com “Claro, claro, sem problemas”. Uma coisa hilária de se ver! Ah! Uma vez, com aquele pônei com a cor de caramelo… o… o Caramel! Tadinho, teve um dia que me encontrei com ele. Ficamos conversando por vários minutos, adorei o papo dele, todo cuidadoso! Então, chamei ele para dar uma volta. O bichinho ficou todo torto, querida! Disse que não era certo uma dama jeitosa como eu chamar um pônei qualquer para “dar uma volta”; na verdade, ele que deveria fazer isso.

— Olhei bem assim pra ele. — ela apertou os olhos levemente e ergueu um sorriso malicioso, acompanhado de um “Hu-hum, sei”. — No final, fomos dar uma voltinha. Passamos lá na Praça Central para ver o que acontecia. Eram as obras para o palco da musicista que vem para cá, a Octávia. Fiquei com o maior dó! Não do palco, claro! Ele ia ficar divino, maravilhoso! Mas, sim, com os operários, tadinhos. Trabalhando em baixo daquele sol quente e ficando todos suados e… grudentos… Ai! Eca! Não aguento!

Twilight já ficou perdida novamente. Como foi que conseguiram chegar nesse assunto mesmo? Nem ela sabia! Foi bem rápido e cheio de bifurcações e ligações como vários regatos se espalhando por uma floresta de assuntos. O tema principal da conversa foi abruptamente deixado de lado para falar sobre o dia-a-dia cotidiano. Ou, pelo menos, apenas da dona da conversa.

— Tá, Rarity! Já chega! Isso não é hora de conversa! Foco na discussão! — reclamou Rainbow Dash, já impaciente.

Rarity, claro, ficou irritada com a interrupção. — Francamente, Rainbow Dash! — bufou ela — Isso não é jeito de interromper um discurso de quem está ditando! Estava no meio de uma pauta muito importante!

— “Inútil” mudou de nome, por acaso? Isso nem de perto pode ser chamado de “pauta”!

As duas continuaram discutindo conforme o tempo andava. Não de uma forma negativa ou agressiva, mas apenas uma pequena discussão entre amigos; o normal dentre elas. Só que Twilight não dava atenção a discussão delas; ainda estava preocupada com o que o Conselheiro e Diplomata Oficial do Reino das Terras Férteis, Foreign Eye, pensa sobre ela ou suas recentes ações diante e contra sua pessoa. Ainda se sentia envergonhada por ter caído em cima dele e se sentia reprimida por estar sempre demonstrando-se alguém vulnerável ou instável em situações embaraçosas e tensas. O que ele estaria pensando sobre ela? Ela não sabia; injustamente, só ele sabia. Mas a Rarity tinha razão. Ela não deveria se preocupar tanto com isso; agora. Ele mal a conhecia direito. Ainda tinha um longo evento pela frente, pela qual os dois vão ter que passar e enfrentar juntos. Momento essencial para ela saber mais sobre ele e também, se possível, desculpar-se de qualquer constrangimento que ela o proporcionou; ou proporcionará. Twilight suspirou e relaxou. Ela decidiu deixar essas preocupações para amanhã; o dia em que os dois começarão os trabalhos oficiais de seus cargos. Agora tinha que se preocupar com outras coisas que também são importantes: a Reunião de hoje; e o Capitão.

Twilight ergueu-se do chão, confiante. Um movimento brusco e ereto. Ela se viu impressionada que, pela primeira vez naquela noite, não ficou tonta nem perdeu o equilíbrio com esse esforço; suas forças estavam recuperadas. Isso soou dentro dela como uma notícia esperançosa para ela; sentia-se preparada para voltar as suas responsabilidades. Um brilho audacioso faiscou de seus olhos, como duas tochas luminosas de coragem em meio a escuridão de um duvidoso corredor.

— Bom, acho que já me sinto bem melhor agora. Bastante revigorada! E creio que já passamos tempo demais aqui na cozinha. É melhor regressarmos para a Biblioteca.

Rarity e Rainbow Dash pararam sua desinteressante discussão para mudarem o foco de sua atenção para a decisão da unicórnio cor-de-lavanda. Ficarem até surpresas que encontraram-na já de quatro patas. A unicórnio roxa decidiu voltar para aquele cômodo; isso preocupou um pouco a Rarity. Ela ergueu-se de imediato, para perto de Twilight.

— Tem certeza, querida? — perguntou Rarity, com o casco perto ao queixo — Não vai se exaltar quando ver o Capitão?

— Não vou, Rarity. Isso já passou. Obrigada por se preocupar. Não farei nada ilógico a partir de agora. Estou decidida e sob controle!

Rainbow Dash concordou com um sorriso — É isso aí, Twilight! Assim mesmo que se fala! — ela ergueu-se do chão e eriçou as penas e pêlos celestes — Brr! Isso! Vamos logo que o pessoal devem estar mais impacientes do que eu para finalmente dar início a essa reunião!

***

    “Sou vermelho, mas não sou fruta,

    Sou amarelo, mas não sou planta.

    Dou vida, mas também dou fim.

    Desço e subo todo dia,

    Oferecendo tristeza e esperança.”

Applejack coçou um pouco a cabeça, encarando confiantemente para o Sr. Eye — Ha-ha! Facinha essa! É o Sór!

Foreign deu com o casco na mesa, cruzou os dois sobre o peito e encostou-se na cadeira, derrotado — Hunf, correto! — disse ele bufando pelo nariz.

— Ponto pr’êu! Minha veiz, intonci! Xá’vê…

Foreign saiu do seu encosto e ficou de frente para AJ, olhando para ela com grandiosíssima atenção.

    “Gemas cai do cér, nem sempri, nem nunca.

    Rastejam pelo chão i pelos pônei.

    Aterrisam aos monte, nascêno novas i piquenas.”

Foreign coçou um pouco o queixo, mas já tinha a resposta na ponta da língua. Ele apontou o casco para ela — Já sei! Chuva!

Applejack gruniu — Báh! Seu chato!

— Haha! Agora sou eu! Vou inventar uma bem díficil…

— Díficir? Pfft, essa eu quero vê! — escarneou AJ com um tom desafiador. Ele só respondeu com um sorriso no rosto.

    “Círculos me apoiam, quadrados me atrapalham.

    Peso não é problema, aguento o quê me colocarem!

    Vou até onde me levarem, desde que o caminho sabem!”

Applejack riu gloriosamente — Isso é díficir?! Isso é o qui mais tem lá nim casa! É uma carroça!

Foreign se sentiu ingênuo, falar de carroça com uma pônei que vive cercado por elas todos os dias. Ele deu com o casco na testa — Caramba, é mesmo! Droga…!

— Agora se sigura qui vai sê pra valê!

    “Desço aqui, desço acolá.

    Num importa donde deito, ali eu fico!

    Levo anos pra oferecê, e quâno ofereço,

    Eu desço novamenti!”

Agora o bicho pegou; essa era realmente difícil! Foreign ia responder de imediato — competindo em quem responde mais rápido — mas não podia arriscar. Ficou babulciando surdamente por alguns segundos, virando e desvirando os olhos pela mesa. O que desce e permanece lá? E ainda demora anos para oferecer. Mas o oferecer o quê? E quando oferece, desce novamente? Essa o pegou de jeito.

Applejack já estava confiante — E aí? Diga si num é boa essa!

Foreign teve que admitir — Hehe, pois é, Sinhá Applejack! Díficil mesmo… mas eu vou responder! Preciso pensar um pouco…

Ele pensou novamente no texto. Há algo escondido no meio dessas palavras, como qualquer adivinha que fizeram até agora, mas essa era bem trabalhada. Não era à toa quando Applejack afirmou a ele que ela era uma expert nesse assunto. Sua família brincava e praticava isso desde sempre no vilamente comentado Sweet Apple Acres. Ela deve conhecer inúmeras adivinhas contra o escarço estoque de Foreign. Mas ele tinha que se concentrar nessa adivinha.

Como Applejack havia lhe contado, ela e sua família criavam adivinhas para brincarem durante o fim de semana, dias em que não havia trabalho com as safras de maçã e nem mesmo aulas para frequentar no colégio. Ela, seu irmão mais velho, sua irmãzinha e sua avó planejavam adivinhas durante a semana, mas também podiam criar adivinhas na hora com o quê estiver ao seu redor se, por algum momento, acabarem. Foreign pensou nesse recurso e olhou em volta. Ele olhava em volta e pensava no texto em sua cabeça. Livros, pergaminhos, estantes, mesas, cadeiras, lamparinas, Stubborn, vasos, flores, Prefeita. Nada combinava no texto; nem ao menos chegava perto de seu significado oculto.

— Ela não criou essa adivinha agora. — pensou Foreign — Nada que tem aqui faz sentido. A Sinhá Applejack já a tinha em seu repertório. Mas no que ela se inspirou para criá-la? E onde?

Foi então que ele sentiu uma fisgada, isso fez com que seus olhos brilhassem em êxtase. — Claro! Como foi que não pensei nisso antes! Faz todo sentido! — pensou ele.

Sr. Eye olhou para a Applejack como quem descobriu a verdade absoluta para todas as coisas. A mesma percebeu o seu olhar e não ficou feliz com isso.

— Maçã! — disse ele, com ar de vitória em seu peito — Essa é a resposta! Maçã!

Applejack emburrou-se na cadeira, — Báh! Ocê descobriu! Essa era uma das mais dífcir qui eu inventei! Vai, sua veiz di novo. Vô acertá di primêra!

— Desculpe, Sinhá Applejack. Mas meu repertório de adivinhas já acabou.

— Már já?! — disse ela num tom realmente surpreso — Már eu inda tinha uns vinte já preparado! Ocê num tem mais?

Foreign teria ficado boquiaberto, mas foi interrompido pela presença inesperada da Prefeita ao lado deles. Os dois se exaltaram por um segundo mas se recomporão.

A Prefeita olhava para eles com seus oclinhos meia-lua e uma sobrancelha erguida — As crianças já leram suas tarefas para estarem brincando? — disse ela, porém num tom educado.

Applejack ergueu o casco — Már é craro, Sinhá Perfeita! — disse ela, animada — Nóis tâmo cienti do qui devêmo fazê aminhã, már só tâmo passando o tempo até a vórta de Tualáiti. Afinar, num podêmo fazê o qui nus foi intréguê sem a provação dela!

A Prefeita acenou com a cabeça positivamente, — Está bem, Srta. Applejack.

— Már mi diga uma coisa, Sinhá Perfeita: I a Tualáiti? Cumé qui ela tá? Ela tá bem?

— Desculpe, Srta. Applejack. — respondeu a Prefeita tristemente — Não posso dizer ao certo. Srta. Rarity e Srta. Dash ainda não voltaram com ela desde que foram para a cozinha. Não estou querendo dizer nada, mas acho que a Princesa cometeu um erro ao colocar a Srta. Sparkle num cargo com tanta responsabilidade. Isso a deixou realmente estressada.

— Nisso eu caicordo, Sinhá Perfeita. Mas tamém discordo! Tualáiti é uma pônei bem isforçada e jeitosa. Eu quêrdito qui ela si sairá bem no qui tá passâno. Ocê vai vê!

— Queria mesmo acreditar nisso, Srta. Applejack. Mas não posso ser precipitada. A noite ainda não acabou e a reunião nem começou também. O jeito mesmo é esperarmos.

— Isso, Sinhá Perfeita! — ambas se despediram num aceno positivo e a Prefeita sentou-se em seu lugar, avaliando mais alguns papéis e separando-os.

— Acho melhor checarmos como a Srta. Sparkle está. — Foreign preparou-se para se levantar quando um casco alaranjado pousou em seu ombro, forçando a se sentar novamente.

— Sentá aê i si aquiéti, Nhô Impacienti! Num vá si ingraçá cum assunto di égua… — disse ela num tom brincalhão.

— Não, Sinhá Applejack! Com certeza, não pretendo! — defendeu ele com uma risadinha — Mas devo dizer que a Srta. Sparkle está demorando muito e me preocupo com seu bem-estar.

Applejack olhou para o cortês convidado e apertou as pálpebras, na suspeita — I pruquê ocê si percupa?

A pergunta dela soou meio estranho para Foreign, mas ele respondeu — Bom, por causa de seu estado há uns momentos atrás. Sinceramente, Sinhá Applejack, nunca vi isso acontecer a um unicórnio antes! Fiquei realmente surpreso.

— É di ficá surpreso, sim, Nhô Aiê. Essa Tualáiti é uma pônei muito isforçada, o sinhô já devi di ter precebido.

— Mas a senhorita fala como se ela fizesse isso o tempo todo. É normal isso?

— Ora, craro! Pruquê falaria o contrário?

— Esse é o porém que não compreendo, Sinhá Applejack: Por quê ela faz isso? Por quem? Há um motivo por trás de tudo isso que ela faz, a ponto de se desgastar daquele jeito?

— Agora sigura éssas rédea, sinhô! — AJ ergueu os cascos para ele, na defensiva — Isso num é coisa procê perguntá pra mim i nem é di eu respondê procê! Isso é coisa di Tualáiti i num tênho direito di falá essas coisas. Isso serve pro sinhô tamém! Discurpa a indelicadeza, mas o sinhô num é ninguém pra mi perguntá isso i nem do sinhô sabê! Portanto, num falarei um “A”.

Nesse momento, o rosto de Foreign ficou mais vermelho que um tomate maduro; ele foi muito indelicado e acabou perguntando coisas muito pessoais de Twilight Sparkle, e estava usando sua amiga para perguntar essas coisas — P-perdão, Sinhá Applejack! Fui muito intrometido perguntando essas coisas para sinhorita. Realmente eu não devia; e não irei. É que, como irei explicar…?

— Eu intenô qui o sinhô é curioso, Nhô Aiê. — respondeu ela num rosto assustadoramente calmo.

— Não, não é isso! Digo… pode ser também, mas não do jeito que a senhorita está pensando.

— I no quê tô pensanô? — perguntou ela, com uma sobrancelha erguida.

— Que eu sou um interesseiro; ou até mesmo um intrometido, me metendo na vida de outros pôneis sem dar nenhuma satisfação ou motivo aparente. Peço perdão pela indelicadeza…

— Si eu num conhecesse o sinhô, eu pensaria nisso, sim. Sem dúvida arguma. — ela respondeu com sinceridade — Mas eu conheço o sinhô, principalmente do qui o sinhô anseia i procura.

O corcel elegante olhou bem para ela, confuso — Como assim?

— Eu sei qui ocê preguntô isso por ser curioso, mas num bão sentido da palavra. Sei disso pois, como já comentei antis co sinhô, li seus livro, “Époluça É Logo Ali Adianti” i “Terras Fértil Pra Lá Di Absurda”. Ocê anseia pruma resposta di vida; motivacionar. Algo qui ti leva adianti. Foi por isso qui adorei seus livro e sei no qui ocê é curioso. — Applejack apoiou os cotovelos sobre a mesa, olhando bem para o rosto de Foreign — Már ocê só é curioso nim coisas qui ti interessam. I quâno o sinhô fingiu ficá lêno aquelis papér, fiquei bastante ofendida. Da próxima veiz, eu espero os papér oferecê um docím pro sinhô.

O rosto de Foreign caiu estapelado no chão, além de ficar mais vermelho do que já estava; não sabia mais por onde se enfiar. Applejack percebeu isso e levantou um sorriso malicioso. Ela o afagou com um tapinha no ombro, seguido por um aviso.

— Tamém digo: Conheço ocê o suficiente pra dizê qui o sinhô num é ansim. Ocê é muito inducado e gentir. Num careci de tê um sentimento tão ruim, már pareci qui arguma decisão vinda do sinhô o fez mudá. I foi uma decisão dificír.

Foreign respirou fundo. Antes suando frio e com a sua extinta elegância estatelada no chão, agora estava até mais calmo, mas relutante. Mas não podia negar da surpreendente gentileza de Applejack em sua pessoa. Ele acenou positivamente com a cabeça. — Claro, Sinhá Applejack. Peço perdão se a tratei daquele jeito meio rude. Mas creio eu que já te expliquei minha real missão para vila.

— Sim, já expricou, sim, sinhô. — respondeu ela com desdém — Qui o “sinhô tá nim negócio i num pretendi pulá a cerca”. Isso cumigo, Nhô Aiê, é cunversa pra boi drumí.

— Mas comigo não é, Stra. Applejack. — disse Foreign num tom duro — Decididamente, não quero me envolver com nenhum pônei.

— E, pro acauso, sê amigo di argum pônei é si involvê? — ela cruzou os cascos, visivelmente incomodada com aquela observação.

Foreign ficou uns segundos em silêncio, analisando o quê dizer depois — Sim, Sinhá Applejack. É se envolver a partir do momento em que a senhorita começa a se familiarizar com um pônei; ser amigo ou amiga dele ou dela.

— Qui era u qui nóis tava fazendo faz vários momento atráis. — lembrou Applejack, qual estava curtindo a diversão que ele também estava proporcionando para ela com as adivinhas — I o sinhô parecia bem alegre com aquilo, por sinar.

— Mas não deveria! Eu… eu não deveria ter continuado com aquilo! — Foreign levou um casco para a testa, tentando enxugar um pouco de suor com a manga do terno já que seu lenço pertencia a outro pônei. — Desculpe se estou te deixando confusa, Sinhá Applejack, mas… sinto que não é o melhor momento para isso! Não quero que pense coisas ruins quais não mereço. — seu rosto estava aderindo uma expressão triste e melancólica; orelhas e olhos caídos e aflitos.

Applejack percebeu isso e tentou acalmá-lo — N-nhô Aiê, sussega! — disse ela meio sem jeito. — Num percisa ficá nervoso.

— Sim, estou um pouco nervoso! Não mentirei para senhorita. Agradeço que nisso a senhorita acredita em mim. E vejo também que não adianta mais disfarçar o quê penso e o quê sinto. Mas… realmente não sei como te explicar porque… é pessoal.

Applejack ficou sem ação. Agora era ela quem se metia na vida dele, com perguntas capciosas e suspeitas. Uma dó emergiu em seu peito ao ver a aflição e derrota daquele corcel, que tentava ao máximo ser cortêz e gentil com todos. Seu rosto triste era de arder em pena; ambos não mereciam essa aflição.

Applejack apoiou seu casco alaranjado sobre o dele suavemente, — Discurpa, Nhô Aiê. Fui muito indelicada co sinhô. Fiz nim defesa de minha amiga pois mi pêrcupo cum ela. Már querdito no sinhô. I si tivê arguma coisa pra mi dizê, pode mi dizê sem medo. Num percisa sê agora; quâno tivê necessidade, é só mi percurá; sô toda ovido.

Foreign sentiu o toque suave do casco da Applejack; o contemplou por alguns segundos pensativo e em seguida vislumbrou seus olhos-esmeralda numa apreciação agradável de sua gentileza. Ele se sentia muito nervoso com as supeitas sobre sua pessoa, mas ele não era um, digamos, um “pônei mau”. Apenas sua escolha e decisão tomou essas acusações ao seu favor. Ele não queria mais essas suspeitas surgirem contra ele novamente; não as merecia. Foreign achou melhor parar com essa teimosia e acatar; pelo menos com ela.

Ele suspirou, de certa forma, aliviado — Claro, Sinhá Applejack. Procurarei por seus ouvidos e atenção quando for necessário.

— Com certeza. — uma voz seca surgiu entre os dois, como se uma assombração pairasse em meio deles. — Pois há coisas mais importantes a serem preocupadas agora.

Foreing e Applejack assustaram com a voz carrancuda que revelou-se do nada e olharam para sua fonte: descobriram um corcel em trajes sombrios, escondido em seus pontos-cegos. Estava olhando e escutando o que suspostamente estavam fazendo e conversando. Foreign se sentiu extremamente invadido e uma palidez atingiu seu rosto cremoso. Mas Applejack apenas fechou a cara e ergueu o rosto contra o gigantesco indivíduo.

— Êta, intrometido! — disse ela numa voz nervosa; ela não gostou nem um pouco desta invasão — Vá assustar ânsim na casa da vó! Qui qui ocê qué, qui num pudia si pronunciá antis, seu abelhudo?!

— Não tenho por que me pronunciar diante de um cochicho entre dois pôneis. — respondeu Stubborn, num tom calmo, mas rouco — Até porque pode ser útil para alguma coisa. Mas fazer sussurros ou conversar de algo pessoal num ambiente cercado por pôneis é burrice e verdadeira indelicadeza de ambos.

— Só si fô pra ocê, metêno o nariz donde num é chamado! — Applejack ainda estava ofendida pelas escutas indesejadas deste intrometido.

— Não se engane, Nossa Caipiresca Companheira: não vou usar o que quer que escutei ou pensei de vocês em vocês mesmos. Estou aqui para protegê-los; não para tirar vantagem.

— Acho bão, viu! — rosnou ela, com o casco apontado na fuça de Stubborn — A úrtima coisa qui quero é tê uma sombra extra rastejando atrais di mim! O sinhô tem um jeito muito istranho di portegê os pônei i num cunfio nisso nem um tiquinho.

— Não é preciso. — disse Stubborn, abaixando gentilmente o casco de AJ de seu rosto barrento — Mas digo que estarei de olhos e ouvidos bem abertos. Paras as boas e más bocas.

Applejack respondeu com uma bufada raivosa entre as narinas. Stubborn olhou no canto de olho para Foreign, o elegante ainda estava constrangido; até desviou o olhar fugitivamente. O grande corcel virou seu corpo e deixou os dois quietos finalmente. Foreign soltou um aliviado suspiro pelas narinas.

— Eu não entendo o Capitão. — disse Foreign, descontraindo — Nem sei se acredito no que ele acabou de dizer…

— U qui ele disse é vrêdade. — respondeu Applejack, porém com desdém.

Foreign olhou para ela na suspeita. — Sério? Tem certeza, Sinhá Applejack? Não creio que ele esteja realmente dizendo a verdade com aquelas atitudes presunçosas… e um tanto brutas, por assim dizer.

— Sim, tenho certeza. Ele tava sêno honesto, e isso me incomoda. Num sinti um pingo di mintira im seu discurso meia-boca.

Foreign se sentia confuso. — Mas não faz sentido, Sinhá Applejack. Se ele estava sendo honesto, por que dessas atitudes grosseiras? Creio que que a senhorita não esqueceu o quê ocorreu com a Srta. Dash quando ela “o recebeu”.

— Num, num mi esqueci. — disse AJ com sinceridade. — Már si ele agi assim, é pruque ele si tornô ansim; argo o fêz sê u qui é hoji.

Foreign aproximou de Applejack e perguntou aos sussurros — E o quê poderia ser? — isso estava ficando assustadoramente intrigante para ele.

— Num sei, Sinhô Aiê. Isso é coisa deli. Si quisé, pódi í lá mêrmo perguntá à ele…

— Por Celestia, não! — respondeu ele, nervoso e sacolejando os cascos negativamente — O-obrigado pela opção.

Os dois permaneceram em silêncio por um tempo. Não conversavam mais; já tinham conversado o suficiente naquela noite. Agora estavam refletindo o que aconteceu e o que acontecerá em seguida. Foreign ainda não parava de pensar na saúde de Srta. Sparkle. Ele, quando estava por perto para socorrê-la da queda, podia sentir a tensão que ela se encontrava e isso o afetou significativamente. Era a primeira vez que ele via isso acontecer a um unicórnio; afinal, ele mesmo é um e jamais o aconteceu algo assim. Foreign sentiu durante o desmaio de Twilight uma sensação de calor em sua nuca — grandes chances de ser febre —, além de que ela tremia um pouco. Foi uma aflição presenciar isso de perto e não poder fazer nada. Será que ela está bem? Ou vai ficar bem?

Applejack o conheceu hoje e já parecia que o conhecera há mais tempo. O seu jeito de cumprimentar os outros, com respeito e educação, demonstra que ele não tem desejos nem ambições maldosas ou egoístas. Ou ao menos aparentava não ter. Podia estar fingindo essas atitudes, enganando pôneis e distorcendo suas realidades. Mas AJ podia sentir mentiras de longe. As brincadeiras e o jeito amigável que ela possuí é efeito disso; é assim que ela descobre os reais sentimentos dos pôneis que ela conhece. Quando ela conversou com Foreign, percebeu que algo estava de errado com ele, apesar de toda a elegância e gentileza. Ele disse que estava apenas a negócios e não queria se “envolver” com ninguém. Mas isso foi uma decisão da mente dele; seu coração era contra. Tanto que ele aceitava suas brincadeiras com fervor e se divertia com elas. Isso quebrava a decisão que tomou; em ser ignorante e passivo. Mas ele não era assim; ele era alegre, divertido e muito amigável. Essa escolha amarga que fez quando chegou em Ponyville obviamente foi por causa de seu trabalho como Conselheiro e Diplomata Ofical do Reino das Terras Férteis. Applejack achava isso errado e definitivamente uma difícil e tola decisão. Mas era o que ela achava, não o que realmente dizia. Ela gostaria de conversar mais com Foreign a respeito disso, tentar ajudá-lo de alguma forma; como uma amiga.

— Boa noite a todos. — uma voz feminina e reconhecível pronunciou-se no cômodo.

Todos os pôneis presentes e atenciosos se viraram ao encontro da voz familiar. Era Twilight Sparkle, erguida de suas próprias patas, acompanhada de Rarity e Rainbow Dash logo atrás. Ela saía da batente do estreito corredor que ligava a cozinha e adentrava a larga sala principal de sua biblioteca, onde seria a reunião daquela noite. Suas amigas e companheiras responderam chamando-a pelo seu nome em felicidade. Muitas narinas suspiraram aliviadas e olhos brilhavam com alegria; mas apenas um rosto estava neutro dentre as demais.

Fim do Capítulo Sete

Escrito com amor

dinky

Autora: Serina

Gênero: Slice of Life

SINOPSE: Cheerilee pede aos alunos para redigirem um texto sobre seus pôneis favoritos.

A sala estava cheia de potras e potros conversando enquanto Cheerilee se sentava em sua mesa. Ela viu que as cutie mark crusaders estavam se divertindo muito planejando uma outra estratégia, ou problema, para conseguirem suas marcas. No outro canto da sala, Diamond Tiara e Silver Spoom estavam conversando sobre o passeio que iriam fazer no shopping em Canterlot, enquanto Snips e Snails estavam no meio rindo de suas piadas.

De repente, o sinal tocou e os pôneis energéticos correram para a saída. Mas antes que eles saíssem, Cheerilee se levantou e disse: “Antes de saírem, eu quero que vocês entreguem os relatórios sobre quem vocês acham que é o melhor pônei da história de Equestria!”

A enxurrada de papéis atingia sua mesa com seus alunos quase atropelado uns aos outros para sairem da sala de aula, enquanto os papeis se amontoavam em uma pilha que se erguia sobre a mesa. Ela sorriu e balançou a cabeça, se perguntando de onde eles tiravam tanta energia. A pônei vermelha começou a organizar os papeis enquanto uma pequena unicórnio roxa cinzenta colocava seu relatório na mesa da professora, longe do resto.

“Aqui está, senhorita Cheerilee!”

Cheerilee colocou seu relatório no topo da pilha de papeis.

“Obrigada Dinky! É melhor você ir agora, aposto que a sua mãe está te esperando.”

Dinky esboçou um largo sorriso. “Obrigada senhorita Cheerilee! Até amanhã!”

“Até mais querida!” Cheerilee observava a pequena potranca saltando para fora da porta antes de voltar a organizar os papéis.

Ela colocou outro papel na pilha crescente de relatórios e olhou para cima, observando o relógio marcar 16:30 hs. A pônei vermelha esfregou a cabeça e olhou para os papeis que lhe restava. “Só mais alguns papeis, Cheerilee.” Ela murmurou para si mesma, perguntando por que ela dava tanto dever uma vez que ela teria que ler tudo quando os alunos entregassem. Ela pegou outro papel, analisando as palavras lentamente, era o relatório de Dinky.

Minha Mãe

Por Dinky Hooves

“Eu tenho a melhor mãe do mundo e ela também é a melhor pôneis de todas! O nome da minha mãe é Ditzy Doo, também conhecida como Depy por alguma razão. Ela gosta muito de muffins e às vezes eu chego a fazer com ela, embora a maioria deles não saem tão bem. Não podemos assar muffins com muita freqüência porque mamãe disse que os ingredientes são caros, mas isso é bom, porque quando nós começamos a fazê-los, isso torna tudo muito mais especial. Às vezes mamãe diz coisas engraçadas para pôneis, isso sempre me faz rir, mesmo se ela é séria. Uma vez ela disse que ia jogar muffins em mim se eu não limpasse meu quarto, que eu limpei, mas ainda achava engraçado. Minha mãe trabalha no Correio de Ponyville. Ela costumava entregar encomendas, mas gora só entrega pelos correios. É uma longa caminhada da nossa casa até o local de trabalho, então ela tem que sair muito cedo, razão pela qual eu costumo me arrumar sozinha para a escola, mas tudo bem porque ela sempre faz o meu lanche da escola, eu adoro quando ela coloca uma laranja na minha mochila, pois essa é a minha fruta favorita. Minha mãe não pode ver muito bem, mas o chefe do posto de correios disse que estava tudo bem e a contratou mesmo assim. Eu acho que é por causa da sua visão que mamãe não voa muito, mas ela é muito boa em costura. Para o evento dos Corações Aquecidos do ano passado, ela fez minha própria bolsa de correios e colocou dentro uma laranja! Eu fiquei tão feliz, eu carrego essa bolsa para todos os lugares que vou, isso faz minha mãe sorrir me vendo com ela o tempo todo. Mamãe sorri muito também. O tempo todo eu vejo ela sorrindo, mesmo que às vezes eu sei que é um sorriso forçado. Eu nunca digo isso a ela  porque temo que poderia deixá-la triste se soubesse que eu estava ciente de seus sorrisos forçados. Provavelmente é por causa daqueles que zombam dela, fazem comentários e desenhos dela parecendo boba só por causa dos olhos, quando na verdade ela é uma pônei especial, porém os outros não entendem dessa forma. Mas geralmente mamãe não se importa, às vezes eu ouço ela chorar quando pensa que estou dormindo, e me pergunto se ela está sempre chorando por dentro. Mas, então, eu sei que ela nem sempre está triste porque quando ela sorri para mim, significa que quando fazemos coisas juntas, é a coisa mais divertida do mundo, como brincar no parque, desenhar e soprar bolhas de sabão. Uma vez eu estava voltando para casa e vi que a nossa caixa de correio estava quebrada, mamãe disse que foi um acidente, mas eu ainda acho que foi alguém novamente, mas está tudo bem, porque talvez eles simplesmente não sabem que às vezes mamãe quebra coisas também. Mas mesmo quebrando coisas a minha mãe ainda é a melhor pônei de sempre! Ela é a pônei mais valente de todas! Ela me abraça o tempo todo e é super inteligente! Às vezes ela me deixa trabalhar na plantação de tomate da Senhora Roma, e quando não está trabalhando ela me ajuda com meu dever de casa. Mas o que faz a minha mãe a melhor mãe do mundo é porque ela é minha mãe e ninguém mais é especial como ela.”

Cheerilee colocou o relatório na mesa e enxugou algumas lágrimas perdidas em seus olhos. Ela colocou o papel no topo, em cima dos outros. “Aquela pequena unicórnio realmente ama a mãe dela…” Vestígios de memórias da sua mãe cruzavam sua mente na época que ela era criança. Um piquenique aqui, uma viagem para Neigh York lá. Elas costumavam fazer tudo juntas. Depois que ela conseguiu sua marca especial, sua mãe sempre a levou para convenções de ensino. Mas mesmo antes disso, quando ela era uma potranca, as duas estavam sempre juntas, escrevendo poesias ou desenhando. “Quanto tempo se passou desde que eu disse à minha mãe que a amava e o quanto ela significava para mim, quando eu estava crescendo, e mesmo hoje o quanto ela significa pra mim?” Ela pensava sobre isso por um momento. Então Cheerilee puxou uma das gavetas e colocou na mesa um papel em branco, em seguida, pegou uma caneta. “Querida mamãe…”

[14+ – Remake] A Jornada de um lobo – Capitulo 1, 2.

 Resposta: #1

[+14 – Remake] Uma Jornada de um lobo – capitulo 1, 2 

Bem senhoras e senhores, esse é meu remake que eu estou fazendo de uma antiga FanFic minha “uma viajem inesperada” que é eu fiz inspirado na trilogia senhor dos anéis e o hobbit, mas eu comecei a ler o livro “Guerra dos Tronos” e assim eu melhorei um pouco minhas habilidades e assim decidi refazer a FanFic. Por favor comentem ela para que eu possa melhorar e saber que meu trabalho valeu a pena. Aqui esta ela:

Uma jornada de um lobo
 
Capitulo 1: The Jungle
 
Capitulo 2: Armadillo
 
Capitulo 3: Em produção