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O pai de Dinky Hooves – Parte final

 

Autor: RoyGbiv-MLP

Tradução: Drason

Parte 1 aqui

Parte 2 aqui

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Dinky trotava lentamente escadas abaixo depois do banho, se é que poderia ser chamado de banho. Nessa hospedagem, as banheiras geralmente eram usadas para armazenar as frutas colhidas. Mas tinha sido o suficiente para limpar toda a sujeira do cabelo, e o cheiro de pêssego da colheita estocada deu um aroma agradável para a sua crina e calda.

Rapidamente esticando seu corpo dolorido, a jovem unicórnio olhava ao redor da pousada para ver se havia mais algum hóspede. No canto estavam sentados quatro grifos, seus corpos grandes lançavam uma sombra de luz do sol poente enquanto jogavam uma partida de cartas. Na mesa perto da porta, um casal de pegasus idosos jantavam uma salada com um olhar de apaixonados um pelo outro.

E do bar, um pônei não mais velho do que ela estava sentado com seu violão enquanto o ajustava, na esperança de ganhar uma noite de descanso.

A unicórnio riu para si mesma, então fez uma pausa em sua procura. Um cheiro familiar estava flutuando no ar, um aroma que parecia com o de sua casa. Ela sentia esse cheiro todos os dias, quando voltava da escola. Sua mãe fazia uma comida melhor que a outra, e esse era o cheiro de uma refeição muito especial se espalhando pela pousada: muffins.

Dinky começou a farejar o ar mais profundamente, um sorriso cruzava seu focinho enquanto trotava até o balcão onde estava Peachstone. “Com licença senhor,” Ela começou, em um tom nervoso. “Mas você assou alguns muffins para acompanhar o jantar de hoje à noite?”

O pônei laranja olhou para a unicórnio balançando a cabeça, sua longa crina amarela caía pelos lados enquanto um sorriso agradável cruzava seu focinho. “É graças ao ajudante de cozinha que contratei há pouco tempo. Ele não fala muito, mas é trabalhador e ajuda bastante.”

O rosto de Dinky empalideceu em estado de choque, a potranca tropeçava para trás e o seu coração acelerava o ritmo. ‘Não poderia ser…’ Ela pensou para si mesma. Em seguida, ela balançou a cabeça e sorriu. “Bem, eles cheiram muito bem! Você se importaria se eu fosse até a cozinha para agradecer ao cozinheiro pela refeição maravilhosa que está preparando?”

O pônei terrestre jogou sua crina para trás e assentiu. “Bem, não vejo problema nisso. Apenas não o incomode muito, temos muitos clientes para chegar, e até lá tem que estar tudo pronto!”

Dinky acenou e sorriu. “Eu vou tentar, obrigada!” Um sorriso iluminava seu focinho, imaginando que sua busca finalmente poderia estar chegando ao fim.  Passando pelo balcão, a unicórnio se dirigiu rapidamente até a cozinha.

A pequena cozinha estava cheia de talheres, pratos e alimentos. No entanto, apesar da grande quantidade de coisas nela, tudo parecia impecável e limpo. Ela ouvia o som de comida fritando, o cheiro de espinafre misturado na massa cozinhando, fazendo suas narinas dançarem com o intensificado aroma de muffins recém tirados do forno. Rastejando em torno de um outro balcão, ela parou em choque.

Lá, na frente do forno usando magia para cozinhar vários pratos ao mesmo tempo, estava seu pai. Ele parecia mais velho, sua crina e cauda estavam muito mais longa, e seu corpo aparentava estar com algumas cicatrizes. Mas a marca especial em seu flanco, um muffin, não deixava dúvidas. Dinky não conseguia conter seu entusiasmo, e com um grito alto ela o chamou. “PAPAI!”

Bram Muffin se virou, suas orelhas sacudiam em curiosidade enquanto observava a jovem unicórnio na cozinha, parada na frente dele. Ele fez uma pausa, inclinando a cabeça interrogativamente com seus olhos assumindo um olhar confuso. Dinky saiu mais das sombras, a luz do sol de Celestia passava pela janela para iluminar sua forma jovem enquanto um sorriso cruzava seu focinho. Levantando seus cascos frontais, ela iniciou o teste final para ter certeza de que era ele. Dinky começou a falar com seus cascos, com a linguagem de sinais. “Papai, sou eu! Dinky Hooves! Eu procurei você por todos esses anos para te levar para casa!”

Um olhar de reconhecimento passava pelo focinho do unicórnio mais velho enquanto lia os cascos antes de galopar para frente e abraçar sua filha no mais apertado dos abraços, com lágrimas fluindo pelo seu rosto. Dinky sentia as lágrimas enchendo seus próprios olhos no alívio por sua busca ter acabado. Ela finalmente encontrou seu pai.

Peachstone trotou até a cozinha, onde observava com um olhar preocupado sobre o focinho os dois abraçados aos soluços. “E-está tudo bem?”

Dinky olhava para cima, com um sorriso aliviado em seu focinho enquanto balançava a cabeça fervorosamente. “Sim, por Celéstia, sim! Senhor, este é o meu pai que eu passei as últimas semanas procurando. Ele estava desaparecido por muito tempo, e temíamos pelo pior.” Ela se voltou para Bran e sorriu. “Mas agora eu posso levá-lo para casa… mamãe vai ficar tão feliz!”

Peachstone suspirou baixinho e abanou a cabeça. “Eu… não posso manter uma filha longe de seu pai. Unicórnio quieto, tire essa noite de descanso, eu termino o jantar e você vai conversar com sua filha certo?”

Bran Muffin acenou com a cabeça, levantando o focinho de Dinky antes de fazer alguns movimentos rápidos com os cascos dianteiros.

Dinky assentiu e virou-se para Peachstone. “Papai disse que seu nome é Bram Muffin, e ele é grato por você deixá-lo trabalhar aqui.”

O pônei terrestre acenou e sorriu para os dois. “Está tudo bem. Nós Peaches sempre ajudamos os viajantes. Agora podem ir… tenho certeza que vocês têm muito o que conversar.” Os dois concordaram e galoparam para fora da cozinha enquanto o pônei terrestre observava, virando-se em seguida para o fogão e terminando o trabalho de Bram, mas pensando consigo mesmo: “Minha mãe estava certa quando dizia que esse lugar era uma benção. Sempre uma nova história começando ou terminando com final feliz na Hospedagem Duas Árvores… e de alguma forma eu contribuo para que coisas maravilhosas aconteçam. Eu amo minha vida.”

Dinky e Bran sentaram-se na sala principal da pousada com um de frente para o outro, um tanto nervosos para dizer qualquer coisa. A unicórnio tinha tanta coisa pra fazer! Ela tinha que escrever para sua mãe, arranjar transporte para casa, e ainda fazer uma pergunta que queimava dentro de seu coração. Olhando para cima com um olhar nervoso em seus olhos, seus cascos tremiam enquanto tentava várias vezes dizer alguma coisa, apenas para perceber que não sabia nem mesmo por onde começar.

Bran soltou um suspiro pesado, vendo sua filha tão crescida e parecendo tão confusa. Levantando seus cascos, ele começou primeiro. “Minha palavra, Dinky. Eu não via você desde que tinha apenas três anos. E te olhando agora, parece que está prestes a se formar na escola! Mas como aprendeu a linguagem dos cascos?”

Dinky corou enquanto seus cascos respondiam na mesma língua. “Mamãe me ensinava todas as noites depois que me contou sobre você. Ela me disse quando eu tinha treze anos, e passou os próximos dois anos me ensinando enquanto me preparava fisica e psicológicamente para encontrá-lo.”

Bran balançava a cabeça enquanto um olhar triste cruzava seus olhos. “Doze anos longe de você e de sua mãe, não havia um dia em que não pensasse em vocês duas.”

Dinky se inclinou para frente, com um olhar zangado enquanto batia o casco esquerdo sobre a mesa. Piscando as lágrimas, ela fez um sinal com seus cascos novamente. “Então onde você estava? Por que não voltou para casa?! Tem idéia do quanto machucou mamãe? E eu? Cada criança tinha dois pais para vê-los crescerem. Eu tive apenas mamãe, isso não foi justo!”

O velho unicórnio saiu de seu banco e andou em volta, descansando o casco gentilmente no ombro de sua filha enquanto balançava a cabeça. “Não, não foi justo.” Seus cascos balançavam enquanto ele fazia os sinais. “Confie em mim, eu tentei várias vezes voltar para casa, mas estava sendo mantido preso por uma tribo de cães diamantes. Eles costumavam manter pôneis para o trabalho escravo até ficarem velhos. Várias vezes tentei fugir, mas eles me recapturavam. A única coisa que me mantinha de cabeça erguida nos trabalhos das minas era a esperança de reencontrar vocês duas novamente. E foi apenas recentemente, após uma cão diamante anciã, que era contra a escravidão organizar um motim entre a tribo, que eu e outros pôneis fomos finalmente liberados. Depois de me perder no deserto por um mês, acabei encontrando a Hospedagem Duas Árvores, e comecei a trabalhar aqui para ganhar o suficiente e poder viajar para casa e reencontrar a família que perdi, mas que sempre tive em meu coração.”

A unicórnio cinza azulada continuava sentada, lendo os cascos de seu pai enquanto balançava a cabeça. “Eu tenho dinheiro, papai. Se você quiser, podemos seguir viagem amanhã para Fillydelphia, enviar uma carta para mamãe avisando que achei você, e então pegar a próxima carruagem de Pégaso de volta para casa.”

Bran balançou a cabeça meio desacreditado. “Mas como você pode se dar ao luxo de pegar uma carruagem de pegasus? Eles são tão caros!”

Dinky apenas sorriu suavemente. “Eu tenho uma amiga que já foi uma wonderbolt, e agora está aposentada. Sei que com sua ajuda posso baixar o preço da viagem.”

Bran pausou por um momento e depois deu um aceno com a cabeça. “Bem, então é melhor comermos e partirmos cedo. Daqui até Fillydelphia vai ser um dia inteiro de caminhada.”

De repente, Dinky pulou para frente, seus cascos frontais agarraram o pescoço de seu pai enquanto o abraçava aliviada. “Obrigada por nunca se entregar dentro da prisão papai, a líder dos cães diamantes falou muito bem de você. E obrigada por ter ficado pelos arredores até que eu pudesse encontrá-lo e levá-lo para casa.” Bran apenas abraçava sua filha, com lágrimas transbordando em seus próprios olhos enquanto ele balançava a cabeça em silêncio. Às vezes palavras não são necessárias, e essa foi uma das ocasiões. Tudo o que era necessário agora era um caloroso abraço em silêncio em uma unicórnio que perdeu o pai que sempre precisava em sua vida durante muito tempo.

Derpy Hooves trotava para frente e para trás próxima do Torrão de Açúcar, a pégasus cinza olhava para céu em intervalos de tempo desde que o dia começou. Senhora Cake e Hairspray trotaram para fora, e a Senhora Cake colocou um casco gentilmente no ombro de Derpy. “Por favor Derpy, acalme-se! Estamos todas ansiosas, mas eles estarão logo aqui! A carruagem costuma chegar ao meio dia, e nunca atrasa!”

Hairspray acenou com a cabeça enquanto descansava no outro ombro de Derpy. “É irmã, você precisa se acalmar! Olha, sua crina está uma bagunça, e ontem ficamos um tempão arrumando ela para a celebração de Dinky e o retorno de Bran.” A pônei terrestre tirou um pente de sua bolsa. “Fique parada para eu arrumá-la.”

Mas Derpy estava tão ansiosa que não prestava atenção, e olhava para o céu enquanto seus olhos brilhavam de alegria. Levantando um casco no ar, de repente ela gritou. “MEUS MUFFINS!!” Senhora Cake e Hairspray se viraram, olhando para o céu, enquanto Quarterback e Carrot Cake saíam do Torrão de Açúcar para verem a causa de tanta agitação. Enquanto todos olhavam para o céu, eles podiam ver uma carruagem descendo lentamente em espiral, na direção da praça, até pousar próxima deles, levantando uma nuvem de poeira.

Saindo da carruagem, Dinky Hooves e Bram Muffin acenaram. Mas antes que eles terminassem de acenar, Derpy voou rapidamente através do ar, os abordando e os abraçando fortemente, lágrimas escorriam de seus olhos enquanto ela os abraçava. “Meus muffins, meus dois muffins voltaram para casa!”

Os olhos de Dinky e Bram também não podiam conter as lágrimas enquanto retribuíam o abraço. Senhor e Senhora Cake também abraçavam seu filho adotivo que temiam nunca mais ver. Quarterback descansava o braço em Hairspray enquanto observavam emocionados.

Finalmente, Bran Muffin se afastou e começou a mover seus cascos para Derpy. “Há algo em que estive esperando por doze anos para fazer, Derpy.” Andando para frente, ele envolveu seus cascos sob a pégasus cinza, enquanto a beijava, com Derpy beijando de volta. “Pequeno muffin aqui! Espere até a noite para nos beijarmos mais! Por enquanto, festa com muffins e abraços para celebrar a família inteira junta novamente!”

Enquanto toda a família entrava no Torrão de Açúcar para comemorar o retorno de Bram, Dinky Hooves parou por um momento ainda no lado de fora para olhar por cima do ombro, para Canterlot situado em uma montanha no horizonte. “Obrigada, Princesa Celéstia e Luna. Obrigada por me ajudarem a reunir minha família novamente.” Então, com um agito em sua cauda, a unicórnio entrou no Torrão de Açúcar para se juntar à celebração.

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Dia de circo – parte 1

Título original: Circus Day

Tradução: Lucas T.

Autor: Dragon Warlock

Gênero: aventura

Era uma bela manhã de verão na cidade de Ponyville. O sol da Princesa Celéstia estava iluminando a cidade, ruas e casas. Os moradores começavam a acordar, e as lojas estavam sendo abertas, se preparando para mais um dia. Ainda era cedo, e por isso havia poucos pôneis transitando nas ruas. Porém, para um dragão púrpura na Biblioteca da cidade, seu dia já estava bem movimentado.

Spike estava de pé olhando a bagunça espalhada no chão da biblioteca. Cheia de livros abertos, alguns de cabeça pra baixo, além de uma torre de livros que estava tão alta quanto as próprias prateleiras. Ele andou em torno da bagunça, pegando os livros em uma outra seção onde Twilight esteve estudando na noite passada. Spike sempre fazia esse serviço, mas ao mesmo tempo questionava aborrecido o porquê de Twilight não limpar a própria bagunça. Não era a primeira vez que ele teve que limpar e certamente não seria a última. Ele ainda pegava os livros quando ouviu o som familiar de cascos descendo as escadas. O dragão se virou para ver a unicórnio roxa passando por ele com um leve sorriso.

“Bom dia Spike.” Disse ainda meio sonolenta.

“Oh, bom dia Twilight. Como foram seus estudos na noite passada?”

“Foram ótimos.” A unicórnio respondeu alegremente. “Estudar sobre magias e teorias fazem o tempo voar.”

“Isso é bom Twilight. Então… o que vamos fazer hoje? Li dar com criaturas mágicas? Praticar magias? O que?” Spike perguntava com antecipação em sua voz.

Twilight olhava pelos arredores do chão da biblioteca. “Bem, primeiramente eu preciso terminar de arrumar esse livros. Você sabe que não podemos deixar tudo bagunçado.”

Spike olhou os livros e se lembrou que precisava organizá-los. “Bem, por que você mesma não pode pegá-los?” Ele deixou escapar sem perceber.

Twilight olhou para ele por um momento antes de falar. “O que quer dizer Spike?”

Spike ficou zangado consigo mesmo por fazer essa pergunta e procurou dar a melhor resposta possível para Twilight: “Bem, é que você sempre fica até tarde usando os livros. Por que não usa sua mágica para colocá-los de volta?”

Twilight suspirou e olhou para seu assistente número um. “Spike, eu não pretendo fazer isso para você. Geralmente fico muito cansada depois de ficar tanto tempo estudando, o que me deixa praticamente esgotada, sem contar quando tenho que me encontrar com as garotas.”

Spike queria encontrar outra forma de argumentar, mas acabou desistindo. Discutir com Twilight era complicado e ela era teimosa em estar certa em tudo, às vezes tanto quanto Applejack.

“Porém, eu tenho uma idéia.” Disse Twilight repentinamente.

“O que?” perguntou Spike depois de deixar seus pensamentos.

“Que tal eu limpar hoje, e então você pega folga?”

Spike sorriu levemente. “Certo, isso é um acordo.”

A unicórnio roxo sorriu para seu assistente. “Obrigada Spike, agora tenho que me encontrar com Applejack, prometi ajudá-la na colheita.”

Spike balançou a cabeça levemente assim que Twilight saiu da biblioteca, e soltou um grande suspiro. Era assim todos os dias e ele estava ficando cansado de tudo isso. Twilight sempre saía com suas amigas enquanto Spike era deixado para trás pra trabalhar. Ele perdeu a competição de vôo em Cloudsdale, a festa de Gummy, e muitas outras coisas divertidas que Twilight e suas amigas faziam. Tudo o que Spike fazia era trabalhar todos os dias limpando e organizando a biblioteca, ou ajudando Twilight com suas mágicas. Ele sabia que seria como um casco ferido saindo em Ponyville, visto que ele era um dragão, mas estava ficando cansado de ser deixado para trás em tudo. Isso não deixava o jovem dragão apenas triste, mas às vezes zangado. Muitas vezes ele se perguntava por que ainda estava na cidade uma vez que muitos dos pôneis nela ficavam nervosos em torno dele ou simplesmente não lhe davam muita atenção.

Spike gastou o resto da manhã colocando os livros em seus devidos lugares e limpando a poeira em todas as prateleiras. No momento em que estava terminando o serviço, o relógio na entrada da biblioteca soava indicando que era meio dia. O estômago de Spike grunhiu, então pegou algumas maçãs e um copo de água. Uma vez que a limpeza estava pronta, o jovem dragão imaginou que poderia se encontrar com Twilight e os outros e sair com elas. Ele rapidamente terminou seu lanche, arrumou a bagunça, e saiu com um sorriso em seu rosto para o Torrão de Açúcar. Ele imaginou que era lá onde Twilight estaria, já que ela e suas amigas costumavam se encontrar lá na hora do lanche. O jovem dragão chegou na lanchonete que tinha a aparência de um bolo e entrou. Ele olhou ao redor para ver Twilight e as outras e sorriu vendo elas sentadas em uma grande mesa vermelha.

Spike andou até a mesa, se sentindo um pouco nervoso. “Hum, Twilight?”

Twilight e os outros desviaram suas atenções para o dragão. “Oh Spike, estou feliz que você esteja aqui!” Disse a unicórnio roxa com um alegre semblante.

“Mesmo? você precisa de mim?!” Spike perguntou com entusiasmo em sua voz enquanto um sorriso crescia em seu rosto.

Twilight acenou com a cabeça, e usou sua mágica para levitar um grande livro vermelho, o entregando para Spike. “Eu preciso que você leve esse livro para a biblioteca agora. É uma nova edição da Mágica avançada para unicórnios talentosos.

Achei ele em oferta em uma loja de livros e ia voltar para a biblioteca para deixá-lo lá. Mas agora que você está aqui poderia, por favor, cuidar disso?”

Spike sentiu seu coração afundar, perdendo o sorriso. “Tudo bem Twilight.” Ele disse com um tom triste em sua voz enquanto pegava o livro.

Twilight sorriu. “Obrigada Spike! O que eu faria sem você?”

“Ei! Quem quer ver meus novos truques? Perguntou Rainbow Dash. “Vão deixar vocês impressionadas!”

Twilight se voltou para Rainbow e concordou em assisti-la. Todas saíram com pressa do Torrão de Açúcar para ver as habilidades da pégasus azul sem se despedirem de Spike. O jovem dragão partiu sozinho com o livro, abatido.

Spike se arrastava em direção à biblioteca, enquanto olhava ao redor para ver outros pôneis conversando. Ele viu as irmãs do spa, Aloe e Lotus, bebendo suco de maçã em uma lanchonete, conversando e rindo. Então, viu as cutie mark crusaders  passando por ele com Scoolatoo em seu patinete e Sweetie Belle e Applebloom em um vagão vermelho acoplado a ele. Ele também viu Snips e Snails conversando com Twist enquanto os três almoçavam juntos. Spike suspirava ao entrar na biblioteca. Ele andou até o quarto, colocando o livro de Twilight na cama, e depois deitou em sua cesta usada como cama, olhando no teto para o que parecia ser uma eternidade. Spike podia distintamente ouvir o som dos pôneis brincando e tentava bloquear o barulho, tapando os ouvidos. Ele nunca se sentiu tão sozinho em sua vida.

“Isso é tudo o que sou para Twilight? Estou aqui apenas para trabalhar e nada mais?” Spike pensou para si mesmo.

O dragão fugia de seus próprios pensamentos sobre o que ele era para Twilight e os outros. A porta da biblioteca abriu e Spike saía de seus pensamentos. Ele viu que o céu estava alaranjado, e a lua de Luna se levantando, brilhando no início da noite. Ele se levantou, foi até o hall de entrada, e viu Twilight em pé na porta do quarto com um sorriso agradável no rosto.

Ela viu Spike em pé ao lado da porta. “Ei Spike.” Disse Twilight. “Obrigada de novo por levar o livro para casa. Onde você colocou ele?”

Spike apenas apontou preguiçosamente para a cama dela. Twilight usou sua mágica para levitar o livro, e o levou com ela. A unicórnio roxo se virou e disse: “Boa noite Spike, espero que você tenha descansado bastante, amanhã será outro grande dia.”

Ela saiu, e Spike apenas desabou sobre a cama, olhando para o teto mais uma vez. “Outro grande dia do que? De ficar limpando e sendo deixado para trás denovo?” o jovem dragão questionou para si mesmo.

Spike queria ser amigo de outros pôneis, mas nenhum deles parecia notar o dragão. Ele se encolheu em sua cama, se sentindo deprimido e solitário. Spike se virou para a lua de Luna, que estava iluminando a sala e viu um ponto brilhante, a primeira das estrelas de Luna. Ele se lembrou de contos do qual dizia que a primeira estrela no céu poderia realizar um sonho, mas Spike nunca acreditou neles, pois eram apenas velhos contos de pôneis. Embora ele estivesse desesperado por qualquer coisa, e então fechou os olhos.

“Eu desejo ter alguns amigos.” Depois de falar, Spike se virou e caiu em um sono inquieto.

Sem que o dragão pudesse notar, fora da janela da biblioteca estava uma figura obscura, ouvindo o que Spike dizia. A figura se retirou em um beco próximo, antes de ser visto e desaparecer no meio da noite.

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O pai de Dinky Hooves – Parte 2

Autor: RoyGBiv-MLP

Tradução: Drason

Parte 1 aqui

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Finalmente chegou o momento decisivo em sua vida. No dia em que todos os seus amigos e familiares se reuniram para celebrar a descoberta de sua marca especial. O momento em que ela percebeu que seu destino era ajudar a todos em Equestria.

Dinky tinha adiado a busca pelo seu pai há quase dois anos enquanto se preparava para sua jornada. Caminhando nervosa para fora do Cubo de Açúcar, enquanto todos os seus amigos estavam dentro se divertindo, a jovem unicórnio olhava para sua mãe enquanto falava com uma pontada de medo e preocupação em sua voz.

“Mãe, você vai ficar bem? Provavelmente eu vou ficar muito tempo fora …”

Derpy Hooves estendeu seus cascos, segurando o rosto da filha enquanto ela se inclinava para frente. Descansando a testa em Dinky, os olhos da pegasus cinza encheram de lágrimas para mostrar a tristeza misturada com a esperança que este dia lhe trouxe.

“Meu muffin..” O tom de sua voz mostrava a tensão sobre suas emoções. “Você encontra grande Muffin. Mesmo que ele não estiver mais entre nós, você encontrará grande Muffin e me trará paz.” A unicórnio se aconchegou na testa de sua mãe, com seus cascos a abraçando de volta.

“Eu vou escrever todos os dias mãe. Sei que papai está vivo e vou trazer ele de volta para casa, para nós.”

Derpy fungou, com algumas lágrimas saindo de seus olhos, liberando sua filha do abraço. “Apenas retorne, minha filha. Não quero perder outro muffin.”

Dinky retia suas próprias lágrimas, inclinando-se para trás. Olhando seus olhos tristes, ela sorriu gentilmente. “Mãe, eu passei os últimos dois anos me preparando para essa busca. O tio esteve me ajudando a desenvolver resistência, e Twilight tem sido minha mentora para aperfeiçoar minha magia. Até os meus avós me ensinaram a cozinhar para eu poder sobreviver na floresta.” A jovem unicórnio estendeu o casco, tocando a ponta do focinho de sua mãe com um sorriso. “E você me ensinou a conversar com papai quando eu encontrá-lo… todos me ajudaram a me preparar, e estou finalmente pronta. Tenho que fazer isso. E vou voltar para casa.”

A pégaso olhou para sua filha, agora praticamente uma adulta. Havia muitas coisas que Derpy queria dizer a ela, muitas chances perdidas pela dificuldade de falar, mas ainda assim ela nunca deixou de se orgulhar de Dinky Hooves. Fungando, ela se afastou um pouco da jovem unicórnio e fez alguns gestos com seus cascos.

Dinky sorriu e acenou de volta. “Eu também te amo, mãe!”

Pelo brilho da lua minguante, a unicórnio trotava pelas estradas de terra de Ponyville.  Em cada lado de seu flanco haviam mochilas cheias de suprimentos, e em seu rosto um olhar triste, mas determinado. Ela ficou com sua mãe na cama, e não saiu até ter certeza de que ela já estava dormindo. A jovem unicórnio não queria partir de noite, mas tinha que sair ou sua mãe iria convencê-la a ficar mais um dia, em seguida mais um dia depois, e assim por diante até que ela acabaria não indo.

“Se escondendo no meio da noite, hein?”

Dinky se virou, olhando para a praça, onde viu uma pônei rosa com uma crina rosa escura trotando das sombras. “Tia Hair Spray!” Dinky ofegou alto, galopando através da praça e a cumprimentando levemente com o focinho. “Eu…não estou me escondendo, e sim partindo agora, ou nunca conseguiria!”

A pônei rosa acenou e suspirou. “Shhh, eu sei querida, mas há algumas coisas que precisamos discutir antes de você sair.”

Dinky pausou e escutou, seus olhos se encheram de curiosidade. “Poderíamos ter discutido em minha casa, não?”

Hairspray balançou a cabeça e suspirou. Não querida, tinha que ser em particular. Essa informação que você precisa ter, pode ajudá-la durante a viagem, mas não pode ser compartilhada.

Dinky piscou e balançou sua cabeça. “Mas você não terá problemas se compartilhar comigo então?”

Hairspray sacudiu a cabeça ao rir. “Oh, Dinky. Você é da família e eu apenas quero te ver segura, não importa as consequências. Em cada cidade de Equestria existem estabelecimentos onde muitos pôneis se reúnem à noite. Procure por aqueles que tiverem o escudo da Princesa Luna. Esses lugares são sempre cheios de fofocas, e você pode encontrar algumas pistas por lá. Além disso, se você precisa de comida ou alojamento, pode pedir para trabalhar lá como pagamento.”

Dinky balançou a cabeça lentamente enquanto suspirava levemente. “Foi uma ótima informação! Mas por que falar em particular?”

Hairspray fez sinal para a unicórnio se aproximar enquanto apontava para a direção de um edifício. Lá, gravada no último andar, estava o escudo da Princesa Luna. “Se você ver uma casa ou edificio com este símbolo, significa que este é o local de encontro dos soldados de Luna disfarçados de civis. Eles poderão ajudá-la. Mas você nunca deve compartilhar essa informação com outros pôneis. É um segredo, e que ajuda a manter a ordem em Equestria.”

Dinky olhou para a tia e acenou com a cabeça. “Obrigada tia Hairspray… eu não sei como você sabre sobre isso, mas com certeza vai me ajudar muito!”

A pônei rosa esticou o casco até a crina da unicórnio enquanto sorria gentilmente. “Esta é uma história para quando você voltar. No momento, saiba que conheci seu tio em um local como este, e desde então nunca estive tão feliz.”

Dinky acena suavemente com a cabeça e abraça fortemente sua tia. “Eu te amo tia… e obrigada.”

Hairspray a abraçou de volta aconchegando o focinho em seu pescoço. “Eu também te amo Dinky. Agora pode seguir com sua viagem, e volte logo. Eu quero saber sobre tudo o que aconteceu quando você voltar.”

A unicórnio balançou a cabeça enquanto abraçava, o sorriso em seu focinho se refletia nos olhos da tia no momento em que se afastava. Então, se virando, começou a caminhar até a saída da cidade. Hairspray inclinou-se, descansando o corpo em um poste de luz, observando a jovem unicórnio galopar para longe enquanto soltava um suspiro antes de virar-se, trotando até a casa de sua irmã.

Derpy Hooves voava possessa, a pônei carteira trabalhava duro em sua rota para terminar o serviço ainda mais rápido do que o habitual. Tinha passado uma semana desde que Dinky partiu em sua viagem para descobrir o que aconteceu com Bran Muffin. E hoje, enquanto reunia as cartas em seu trabalho, uma delas, com caligrafia familiar, estava endereçada à Derpy, ela sabia em seu coração que era de Dinky.

A pégaso cinza desviou, esquivando-se de um galho de árvore que parecia vir do nada para bloquear o seu caminho. Balançando a cabeça para se concentrar, ela viu a última casa à frente para entregar correspondência. Pousando próxima dela, tirou o último lote de cartas e os colocou na caixa de correio. Em seguida, fechando sua bolsa, Derpy correu até a estação de correios para guardá-la e se dirigiu ansiosa até sua casa para ler a carta.

Querida mãe,

Eu cheguei em Fillydelphia na noite passada. Por favor, agradeça à tia Hairspray por mim, sua dica me ajudou a encontrar um lugar para ficar durante a busca na cidade. A pônei  administradora é muito simpática e acho que você iria gostar dela. Seu nome é Silver Streak, e ela já foi uma wondelbolt. Seu esposo se chama Tiramisu, ele cuida de uma padaria na cidade fazendo sobremesas, que são muito deliciosas! Eu tenho que pegar algumas receitas para levar para a vovó!

Ainda não fiquei sabendo nada sobre papai, de qualquer forma apenas acabei de chegar. Assim que eu ficar sabendo de alguma coisa, prometo que você será a primeira a saber! Eu te amo muito, mãe, e queria que estivesse aqui comigo! Dê um abraço a todos por mim!

Com amor,

Dinky Hooves.

“IRMÃ! IRMÃ!!”

Derpy sorriu, vendo Quaterback e Hairspray entrando em sua casa, enquanto ela tentava acenar, se esbarrando neles.

“Ugh, sério Derpy… você precisa ver para onde está indo! Sei que fica animada quando recebe cartas, mas você deve ir um pouco mais devagar para não tropeçar!”

A pégaso cinza meneava a cabeça solenemente, olhando para baixo enquanto gemia.

“Desculpe…”

A pônei rosa descansou um casco sobre a asa esquerda do pégasus enquanto falava suavemente. “Quaterback, você sabe que é tão curioso quanto Derpy. Acidentes acontecem com qualquer um. Ou preciso te lembrar de como você se machucou no mês passado, hum?”

O focinho de Quaterback avermelhou enquanto ele balançava a cabeça suavemente. “Certo, certo.” Desviando o olhar rapidamente para mudar de assunto, ele observa a carta de sua irmã sobre a mesa. “Então Derpy, Dinky te enviou uma nova carta? Quer que eu leia pra você?”

Derpy balançou a cabeça positivamente com um sorriso habitual estampado em seu rosto. “Sim, por favor!”

Depois de limpar a garganta, Quarterback começou:

Querida mãe,

Depois de uma semana em Fillydelphia, fui capaz de encontrar o último local em que papai esteve: Hoofington. De lá, ele foi para a estrada em que todos os viajantes pegam para chegar a Coltland perto de onde fica uma fazenda. Eu usei um pouco do dinheiro que economizei para imprimir panfletos com a foto do papai e as espalhei por toda a cidade para ver se encontro alguma pista.

Em minha última noite em Fillydelphia, Silver Streak e Tiramisu me levaram em um jantar para me agradecer por todo o trabalho duro na padaria deles. Tentei recusar, pois não queria dar trabalho, mas eles foram insistentes. Silver Streak também me deixou ficar com a receita para a vovó, mas com a condição dela ser a primeira a experimentar quando nós tentarmos fazer.

Depois de deixar Fhyllidelphia, tive uma caminhada agradável até Hoofington. Aluguei um quarto com meus ganhos em Phyllidelphia, e comecei a pendurar mais folhetos. No dia seguinte, um investigador particular chamado Squeak se aproximou de mim e se ofereceu para pegar meu caso por 10 bits ao dia. É um tanto estranho para um investigador ter um pato de borracha como sua marca especial, mas suas referências não deixavam dúvidas quanto à sua competência. Então eu disse que o pagaria assim que trouxesse alguma evidência.

De qualquer forma, eu te amo mãe! Mais uma vez, queria que estivesse aqui comigo!

Dinky Hooves.

MÃE!

Consegui uma boa notícia ontem à noite, e tive que incluir nesta carta antes de enviá-la! Squeak realmente encontrou uma ótima pista! Um velho cão diamante na cadeia de Hoofington se lembrou de um pônei que seu bando havia sequestrado com uma descrição semelhante ao do papai! Ele deu aos guardas todas as informações que tinha, e talvez seja a pista que eu tanto esperava!

Sempre com amor,

Dinky Hooves.

O ar da noite fria provocava uma névoa fantasmagórica que se esgueirava ao longo do chão, enquanto Luna fornecia luz através da lua cheia, mas sem calor. Ansiosa, sob o manto da escuridão, Dinky não esperou o dia seguinte para investigar junto com Squeak e seus guardas, e naquela mesma noite já estava indo até o local indicado pelo prisioneiro, deslizando em todos os quatro cascos para baixo da encosta rochosa com seu manto de viajar puxado sobre a cabeça. A unicórnio chegava mais perto do que parecia ser vários barracos erguidos no campo dos cães diamantes, e nesse momento sua ansiedade aumentou ainda mais. A maioria deles havia sido preso por sequestrarem pôneis e forçá-los a fazer suas tarefas de mineração, mas o resto do bando ficava escondido nas planícies rochosas apenas para ficar longe da jurisdição da polícia de Hoofington. Chegando ao fundo do aterro, a unicórnio se preparava para o pior enquanto caminhava lentamente para a vila.

A maioria dos cães diamantes viviam perto dos depositos de pedras preciosas ou nas cavernas, mas estes estavam vivendo em barracos improvisados ​​construídos com algumas pedras altas e tecidos esticados sobre eles, para servir de teto. Dinky balançou a cabeça com o coração partido, vendo um par de filhotes aconchegados dentro de um desses abrigos, seus corpos minúsculos estremeciam enquanto eles se apegavam à sua mãe para tentar ficar mais quente no ar gelado daquela noite. Balançando a cabeça, o chifre de Dinky começou a brilhar, abrindo a aba de sua mochila esquerda. Um cobertor brilhante flutuou para fora dela e levitou todo o caminho até entrar no barraco da favela. Cobrindo os dois filhotes, Dinky observou o tremor deles diminuindo. Fechando sua mochila, ela sorriu suavemente.

“Pônei…”

A voz era áspera e masculina, olhando para a esquerda, Dinky se deparou com um jovem cão diamante vestido com trapos e brandindo suas garras enquanto as levantava, ele tinha o dobro do tamanho de Dinky, e arreganhou os dentes, grunhindo baixo.

Dinky se preparou, arrastando seu casco esquerdo na terra enquanto olhava de volta para o cão. “Você não me assusta… eu quero meu pai! Ele está aqui?”

O cão soltou uma gargalhada enquanto começava a andar ao redor da jovem unicórnio. “Todos os pôneis que estavam aqui se foram, e você será a próxima.” O cão diamante pulou sobre Dinky, com suas garras afiadas miradas na unicórnio.

Dinky se virou, posicionando os cascos traseiros em direção ao cão, prestes a lhe dar um coice. O som de impacto podia ser ouvido enquanto seus cascos conheciam o lado esquerdo do queixo do cão diamante. Um uivo de dor ecoava por todo o campo enquanto os outros cães se agitavam, acordando com o barulho.

Infelizmente para Dinky, o peso do cão a empurrou para a frente, fazendo ambos rolarem morro abaixo até caírem bem no centro do acampamento. O cão caiu em cima de suas costas, respirando cansado. Batendo no peito dele, Dinky o ouvia jogando o ar para fora. Seus cascos frontais começaram a chover sobre a cabeça e os ombros do cão, Dinky soltou um grito de raiva ao pensar que esses monstros tinham devorado seu pai. O cão sobre ela agitava os braços enquanto continuava apanhando, até alguém agarrá-la e tirá-la de cima do cão ferido.

Dinky se contorceu, lutando para se libertar. “Me solta! Vocês pegaram meu pai, vão pagar por isso!” Ela lutava contra as mãos que a segurava, com todas as suas forças tentando se soltar.

“CHEGA!”

A voz feminina gritando enchia o campo, fazendo todo mundo parar de repente e olhar para cima. A partir de um barraco, situado em uma parte alta da favela, surgiu uma cão diamante muito velha, com seu corpo adornado com colares e anéis de pedras preciosas. Em sua pata direita ela segurava um cajado feito de cristal de quartzo, usado para ajudá-la a andar. “Quem é essa que perturba o nosso sono nesta noite fria?”

Dinky continuava tentando se libertar das mãos que a seguravam, enquanto o cão diamante levantava a cabeça para apontar para a unicórnio com uma pata tremendo. Vendo o dedo apontado para ela, Dinky olhou com raiva. “Ele disse que vocês todos devoram pôneis, e que agora queria me devorar! Eu vou acabar com todos vocês!”

A velha cão diamante olhou para o cão caído no chão depois da surra que levou da unicórnio, balançando a cabeça negativamente. “Ah.. como meus netos sabem se expressar…” Seu cajado de cristal girou no ar antes de emitir um clarão e teleportar Dinky bem na frente da anciã.

Dinky engoliu seco, com a anciã olhando fixamente em seus olhos e deixando bem claro que embora seu corpo fosse de uma idosa, seus poderes estavam longe até mesmo do alcance de jovens.

A anciã riu baixo. “Estúpidos meus netos são. Ele quis dizer que os outros pôneis se foram porque não os usamos mais como escravos em nosso trabalho de mineração, e te atacou apenas para proteger os filhotes! Agora tentamos viver como pôneis, trabalhando em equipe como amigos, como uma família. Portanto, não há mais pôneis aqui para coletar pedras, nós os libertamos há muito tempo.”

Respirando um pouco mais aliviada, Dinky ainda precisava saber sobre o paradeiro de seu pai. Usando sua mágica, a unicórnio levantou a capa que cobria seu flanco para mostrar à lider sua marca especial. “Algum dos pôneis que vocês libertaram teria uma marca como essa?”

A líder anciã olhou atentamente para o flanco de Dinky antes de concordar. “Um pônei muito quieto. Sim. Ele partiu com os outros. Seria o seu pai?”

Dinky assentiu rapidamente, enquanto as lágrimas começaram a encher seus olhos. “Sim! Por favor, para onde ele foi?!”

A líder assentiu com a cabeça enquanto apontava o cetro na direção do oeste. “O unicórnio silencioso foi naquela direção, onde há uma grande plantação de pêssegos. Mas antes de ir, você precisa nos dar algo em troca.”

Dinky olhou à sua volta e viu os dois filhotes dobrados no cobertor que ela entregou a eles. Sua mãe ainda os mantinha abraçados para conservar seu calor. Sorrindo, Dinky deixou seu chifre começar a brilhar, abrindo as abas de suas duas mochilas.

“Que tal todos esses cobertores e essa barraca de montar?”

A anciã olhou os dois filhotes, voltando-se para Dinky com um sorriso satisfeito enquanto assentia com a cabeça. “Você, generosa como seu pai, ajuda os outros sem hesitar ou esperar algo em troca… pode ir, está livre.”

Na direção do oeste, havia uma hospedagem chamada “Duas Árvores”, que não era o melhor lugar em Equestria. Na verdade, as paredes de pedra eram cheias de frestas que deixavam entrar mais ar frio do que fora mantido durante todo o inverno, e o teto vazava como uma peneira, sempre que chovia. Mas para viajantes cansados ​​que transitam entre Hoofington e Coltland, parecia ser o melhor alojamento. Situado no meio do caminho entre as duas cidades ao longo da estrada, era o único lugar em kilômetros para conseguir um pouco de comida quente e uma cama.

O atual proprietário da Hospedagem Duas Árvores era um pônei chamado Stonepeach, e foi quem herdou a estalagem de seus pais Clingstone Peach e Spring May Peach. Os Peaches sempre administraram a pousada, da qual tinha várias pessegueirras plantadas pelos arredores e ao longo da estrada. Por trás da estalagem ficava a maior pessegueira de todas, e a pousada sempre ajudava a pagar as contas quando as colheitas não rendiam o suficiente.

Peachstone sentou-se ao lugar de sempre atrás do balcão, com um dos cascos ele jogava para trás sua crina macia, brilhante e alaranjada captando a luz do sol de Celéstia. O garanhão não era tão velho, embora a vida dura no sertão deixou ele aparentando uma idade acima do normal. Ainda assim, ele era feliz em ajudar os viajantes e ouvir suas histórias da estrada, e era contente em dar-lhes um pouco de conforto e vender pêssegos.

Em busca de um pano de bar, o jovem garanhão piscou quando viu uma pequena unicórnio encapuzada começar a trotar em sua pousada. Sorrindo brilhantemente, ele assentiu com a cabeça em saudações. “Olá, bem vinda à Hospedagem Duas Árvores! Vai precisar de alojamento para essa noite? Temos as melhores camas aqui, as únicas a kilômetros de viagem, mas as melhores!”

A unicórnio levantou um de seus cascos frontais, puxando para baixo o capuz, revelando uma crina loira suja com um igualmente sujo e pálido chifre de unicórnio roxo. Com o capuz dobrado, Dinky balançava a acabeça enquanto seu rosto ficava à vista. “Sim, por favor. E um banheiro, se você tiver um? Depois que parti de Phillydelphia, não tive a chance de me limpar.”

O garanhão acenou e sorriu. “Claro! O preço por um quarto com banheiro é oito bits, e já inclui jantar e café da manhã. Nós também temos suco e licor de pêssego por apenas um bit, se você quiser.”

Os olhos da unicórnio brilharam enquanto ela assentia com a cabeça. “Então eu quero uma garrafa com suco de pêssego e depois meu banho!” Ela estendeu o focinho para a bolsa de moedas escondidas em sua crina e rapidamente jogou para fora 5 bits sem hesitar com um aceno na cabeça. “Agora onde está meu quarto, por favor?”

Enquanto a unicórnio subia as escadas cansada, a porta de trás da pousada abria lentamente, rangendo. À medida que a porta abria mais, o braço castanho de um pônei podia ser visto sob as escadas empurrando a porta aberta; sua longa cauda marrom dourada balançava lentamente com a porta aberta, e em seu flanco podia ser vista a sua marca especial: um muffin.

Colunas, Tutoriais

Tutorial: escrevendo fanfic!

 

O Fandom brasileiro de MLP pode até ser recente, mas já possui o porte de várias comunidades estrangeiras criadas há muito mais tempo. Um exemplo disso é a quantidade de materiais elaborados por fãs que já pode ser encontrado, como comics, artes, histórias, dentre outros. No entanto, quando o assunto é fanfic, às vezes pode haver dificuldades para o autor transmitir as ideias de seu conto. Para auxiliar os escritores, o bronie Grivous elaborou um ótimo tutorial que irá ajudar a todos que queriam escrever uma fanfic, mas não sabia por onde começar. Boa leitura!

Autor: GRIVOUS

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Venho por esse tópico para tentar ao máximo auxiliar e orientar os futuros escritores que anseiam em escrever um conto simples como uma fanfic.
Primeira coisa que devemos nos perguntar: O que é uma fanfic?

Fanfic é a abreviação do termo em inglês fan fiction, ou seja, “ficção criada por fãs”, mas que também pode ser chamada do Fic. Trata-se de contos ou romances escritos por terceiros, não fazendo parte do enredo oficial dos animes, séries, mangás, livros, filmes ou história em quadrinhos a que faz referência, ou uma história inventada por eles. Os autores dessas Fics são chamados de Fictores.” – Wikipédia

Uma fanfic é um mero conto literário, feito por fãs para fãs. Fãs que compartilham pelos mesmos interesses de histórias e personagens conhecidos.
Assim como um livro, a fanfic aborda mundos e universos que você acha interessante que em seu show favorito tome um rumo diferente do que é de costume. Aquela vontade de fazer com que certo leitores se emocionem com o que você está escrevendo; que se envolvem com os personagens que você escolheu ou que você inventou; que se choquem com a sua forma de se expressar em seu conto. É você chamar atenção do leitor e, ao mesmo tempo, expressar o que você sente para ele sentir o mesmo que você.
Fanfic é uma forma literária de você se expressar o que você sente. É uma idéia que você quer compartilhar com outros que pensam na mesma coisa. É interagir com os pensamentos dos leitores, fazendo eles acreditar no que escreve. É a arte de fazer filmes… com palavras.
Se você sente aquela vontade de se expressar, mas não sabe desenhar, cantar, ou mesmo tocar um instrumento, aqui você tem chance de se destacar.
Se você está preparado para escrever uma fanfic, leia as dicas abaixo para orientar-se e pôr a mão na massa.

Como planejar sua história:

=> Escolha de Personagens:

A escolha de personagens parece ser uma etapa fácil para crianção do seu primeiro conto, mas sinto dizer que não é.
É uma etapa difícil, mas é mais fácil do que criar o seu próprio.

A escolha de personagens já criados do show involve compreensão de suas ações e de suas principais características para fazer um diálogo fluir naturalmente como uma nascente de um rio.
Ao escolher um personagem(ou mais), várias perguntas tem que se feitas a si mesmo para compreender o personagem e o que ele tem a oferecer a sua história:
“O que ele faz?”, “Quais suas características?”, “O que faz ele ser diferente dos demais?”, “Quais são seus medos?”, “Quais são seus desejos?”, “Ele é engraçado ou sério?”, “Ele é extremamente tímido ou abertamente extrovertido?”, “O que ele gosta?”, “O que ele não gosta?”, e várias outras que você irá se perguntar conforme “mergulha” fundo em seus pensamentos e em sua essência.

Com isso, poderá compreender o que o personagem possivelmente fará no ato seguinte, sem forçar a história para a cena acontecer.
Poderiamos usar, como exemplo para um curto diálogo, a Pinkie Pie e a Applejack.

Pinkie Pie é uma personagem alegre, sempre disposta a ajudar os outros e fazerem eles sorrirem, não importa como. Está sempre sorrindo e rindo. Em seus diálogos envolve assuntos aleatórios e dinâmicos, a ponto de confundir as pessoas por mudar quase sempre de assunto. Ela adora cantar, não importa o tipo de música, o que ela quer é fazer outros personagens sorrirem.

Applejack é uma personagem séria e carismática. Quando o assunto é trabalho e confiança, ninguém a supera. Num jeito bem interior e chamativo, ela orienta seus amigos com histórias cativantes e é sempre a primeira a dar o primeiro “casco” para ajudar alguém em dificuldades. Ela acredita que, através do trabalho duro e da confiança de seus amigos, pode-se conseguir tudo e um pouco mais.

Podemos seguir com um curto diálogo? Um exemplo segue-se abaixo:

Exemplo de uma Cena Escreveu:Rancho Maçã Doce, uma típica fazenda do interior, com sua horta quase infinita de macieiras prontas para serem colhidas de seus galhos. Uma família unida e esforçada mora neste pequeno pedacinho de terra, composta por quatro membros.
Applejack, um dos membros dessa família, saia de seu conforto para começar a sua rotina de trabalho: Colher maçãs.
O sol estava se erguendo no horizonte, apenas um pônei estava sendo aquecido naquela manhã por aquele sol. Applejack era um pônei responsável, ela sempre amou o que faz. Nunca se atreveu a reclamar ou amaldiçoar a vida que possuía. Ela era feliz, e isso era o que importava para ela. Colher maçãs; fazer doces com essas maçãs ao lado de sua avó e de sua irmã pequena; servir essas delícias aos seus amigos; ver seus rostos alegres apenas por saborear a essência de seu esforço e dedicação ao que faz.
Ela suspirou, sentindo o ar úmido e gelado da manhã. Os raios solares de Princesa Celestia esquentava seu corpo, e o vento frio batia em seu rosto. Já era hora.
Applejack trotou até a árvore carregada mais próxima. A mesma já tinha os cestos postos para juntar as maçãs que iriam cair. Num giro com o corpo, Applejack fica de costas para a árvore. Calculando o ponto exato para acertar o troco sólido da planta, ela apoia seu peso em suas patas fronteiras e ergue seus cascos traseiros no ar, ganhando impulso para o impacto. Essa concentração de força e equilíbrio era essencial para exercer uma força suficiente para apenas cair as maçãs maduras, sem misturar com as que ainda precisam amadurecer para serem apreciadas. Concentração… e equilíbrio.

“EI, APPLEJACK!”

“HÃ?! QUÊ?!” ▬ Applejack se desconcentrou e acabou dando um coice forte demais na árvore. A árvore sacudiu muito e, como uma chuva passageira, caiu todas as maçãs em cima dela.
A pônei que apareceu de repente, quebrando sua concentração, era rosa. Quando ela viu o que aconteceu, não se segurou.

“UAU! Como você é forte, Applejack! Numa única pancada, caiu todas essas maçãs?! Que massa!! Você faz isso com todas as macieiras da fazenda? Deve dar um trabalho que só! Imagina! Tirar TODAS essas maçãs de suas árvores, catar TODAS essas maçãs para o celeiro, selecionar TODAS essas maçãs para separar as bonitinhas das feiosas e as feiosas das bonitinhas, entregar TODAS essas maçãs para–”

Applejack ergue sua cabeça no meio das maçãs caídas, algumas ainda ficam empilhadas em cima de seu chapéu. A pônei rosa teve uma pontada. Tentou segurar o riso, mas foi em vão.

“HAhahahaha! Você parece a Carmín Quitanda! Hilário! Hahahaha! Se bem que a Camín Quitanda usava bananas na cabeça ao invés de maçãs. Espera! Ela também usava abacaxis, se me lembro bem. Ai! Era difícil prestar atenção em sua cabeça se o que chamava mais era os seus cascos, né?! Nunca vi um pônei sambar tanto como ela! Digo, já vi, sim, mas nunca vi alguém sambar tanto para tantos pôneis como ela!” – Ela tomou um fôlego de emoção, teve uma idéia brilhante – “E se eu começar a sambar para os novos pôneis que chegarem a Ponyville?!! Caraca, vai ser demais!! Eles vão ficar tão alegres e vão querer aprender a sambar comigo e… mas… eu não sei sambar! Preciso de alguém que me ensine! É isso! Vou procurar alguém para me ensinar, e, só assim, vou poder ensinar aos outros, que esses que aprenderam vão ensinar aos outros, que os mesmo vão ensinar os outros, que vão ensinar os outros, que vão ensinar os outros, que vão ensinar os outros, que vão ensinar os outros, –”

“AHH! QUÊ QUI SÊ QUÉ, CRIATURA?!” ▬ Applejack não aguentava mais o falatório da pônei rosa. Ela tinha coisas mais importantes para fazer. – “Num vê qui tô trabaiando?!”

“Sério? Parecia que você estava sendo soterrada por maçãs…”

Applejack gruniu e puxou seu chapéu para baixo, tentando tapar seus ouvidos.

“Afe, Applejack! Mau começou o dia e já tá nervosa, bufando tudo e todos? Acredito que seja pelo excesso de trabalho. Já pensou em tirar férias?”

“Apenas mi diga o qui qui cê qué, Pinkie… Qui qui cê vêio fazê aqui na fazenda à essa hora da minhã?”

” “O que eu vim fazer aqui?” Hm….” ▬ Pinkie coçou o queixo, pensativa ▬ “O que eu vim fazer– AH! Lembrei! Vim aqui de dar um bom dia!”

Silêncio. A pônei laranja ficou encarando a pônei rosada.

“Hã… Cumé?”

“É! Vim aqui te dar um bom dia!”

“Só isso?”

“Sim, só isso! Ah! E bom dia, Applejack!” ▬ E Pinkie virou as costas e saiu saltitando alegremente de volta para vila.

Applejack ficou alguns segundos olhando para a pônei rosada. Seguido de um grunido exausto, jogou-se em cima das maçãs caídas. ▬ “Ai, Celestia… Será um dia looongo…”
O céu, aos poucos, adquiria o tom azul celeste. O sol já aparecei por cima das montanhas. Enquanto Applejack olhava para as nuvens, um cisco azul rápido passou em sua frente, deixando um leve rastro de arco-íris por trás.

“Tá dando mole, Lydia?! Mexe esse flanco gordo aí que vai esmagar essas maçãs!!”

Applejack levantou-se da maçãs rapidamente e berrou alto, ▬ “Már mi dêxa, diacho!”.

O cisco azul saiu gargalhando, apenas deixando para trás um rastro colorido.

“Már será o impossívêr qui toda Êquéstria resorveu acordá cedo hoji?!! Arrê!!” ▬ Virou as costas, bufando, e andou até a colheita de maçãs.

Para escrever o “▬” em um texto, basta segurar o “Alt” e escrever “22” em seguida.

Alt + 22 = ▬

Nessa curta cena demonstrou os defeitos principais das personagens. Pinkie Pie, por ser alegre e energética, seu descontrole em falar demais e o que não é necessário faz os outros perderem a paciência, aponto de tentarem não ouvir mais ela.
E Applejack, por ser uma pônei esforçada e trabalhadora, seu nervosismo e impaciência flui quando não levam seu trabalho a sério ou quando o interrompem. Com isso, ela acaba ficando nervosa, até mesmo irritada com isso.
Mas não quer dizer que os personages são ruins ou só tem má qualidades. Você decide o que acrescentar neles. Demonstrar defeitos neles farão parecer mais reais, mais vivos. Todos tem defeitos, ninguém é perfeito. É nesses defeitos, e nessas qualidades, que nos fazem únicos. Assim como os personagens que você escolhe ou que você cria.

=> Criação de Personagens:

O primeiro passo para a criação de personagens é algo que já tocamos bastante lá em cima: pessoas (ou pôneis com personalidades humanas, e vice-versa) tem vantagens, defeitos e manias; estes três itens são indispensáveis.
Caso se sinta mais à vontade criando alguém parecido com você, vai na fé. É até mais fácil e economiza uma quantidade enorme de tempo para a criação. Mas o problema vem em seguida: se você tira todas as características suas, vai sobrar muito pouco para adicionar nas outras personagens.

Ironicamente, é muito mais fácil criar uma boa quantia de personagens se você pegar suas características e dividí-las igualmente. Você é conhecido por ser teimoso, falta de inocência, ser bom com as pessoas, ser extrovertido, ser aventureiro, ter a cabeça quente e falar demais? Que bom! Significa que você pode criar sete personagens diferentes usando apenas suas características!

Quando faltar características para outros personagens que você queira criar, pode-se usar personalidades de amigos(as), ou até mesmo conhecidos(as). Pegue tudo que sabe sobre eles(as) e divida nas personagens; há algumas características em comuns que não precisam ser repetidas, mas quanto mais diversificado, melhor; sem cair em contradição, claro.

É bom deixar claro que “características” ou “personalidades” engloba VANTAGENS, DEFEITOS e MANIAS! E não apenas uma delas.
Se algum dos seus amigos tiver traços, por exemplo, de TOC (Transtorno obsessivo-compulsivo) e sua história for de comédia, você tem uma das coisas que farão os leitores rirem, bastando usar sem exageros.

Toda a fórmula dita acima trata a solução de um dos maiores problemas vistos em personagens de fics: os(as) “Mary Sues”.

Personagens “Mary Sues” é toda personagem “perfeitinha” demais, aquela que não tem defeitos, não tem manias ou desvantagens, que é amada por todo mundo, que é bom em tudo.
Uma personagem esforçada é ótimo, uma Mary Sue não.

Na escolha de raças de pôneis, há as seguintes que são determinadas oficiais: Pégaso, Unicórneo, Terrestre, e Alicórneo.

Pégasos são pôneis com asas. Podem voar livremente pelo céu, até as alturas mais altas e em grande velocidade. É uma raça bem atlética e tudo o que eles querem é adquirir velocidade e mais velocidade para voar.
Muitos pégasos tem a personalidade ou característica principal de ser impaciente. Com ele, tudo tem que ser rápido, nem enrolação ou corpo-mole. Se algo não for direto e de seu interesse, ele simplesmente ignora e foge em procura de algo interessante para fazer.

Unicórneos são pôneis que possuem um chifre em suas testas. Esse chifre tem habilidades místicas de executarem magias como de levitação, teleporte e até viagens no tempo! São muito inteligentes e tentam resolver seus problemas de forma mais lógica possível. Por usarem magia para qualquer tipo de afazeres pessoais, são mais conhecidos por serem seres graciosos e elegantes. Não são muito de usar a força bruta e preferem permanecer com os “pés-no-chão”. Tem uma personalidade forte(independente do que for) e expressam de forma deliberada quando a tensão e o nervosismo forem grandes ou algo sai errado do que planejara.

Terrestres são pôneis normais, que não possuem asas, nem chifres mágicos. Por serem incapazes de voar ou de usar magia, suas vantagens são sua força e velocidade. Por treinarem mais coices e correrem em grande velocidade do que Pégasos(que treinam apenas seus vôos e os músculos de suas asas) e Unicórneos(que treinam suas magias e suas inteligências com leituras e memorização de magias), são mais fortes e mais rápidos que ambos. São mais esforçados em conseguir o que quer por pôrem mais “mão-na-massa” e não dependem de asas ou magias para fazerem coisas mais simples ou complicadas para eles. Por terem emoções ou impulsos mais controlados que muitos Unicórneos e Pégasos, são facilmente vistos como pôneis pacientes e muito educados. Mas isso varia de personagem a personagem.

Alicórneos são pôneis com asas e chifres. Eles são a representação das três raças principais unidas: Pégaso, Unicórneo e Terrestre. Assim como possui várias vantagens e qualidades dos três, também possuí suas desvantagens e defeitos. É impossível ter tudo de cada. Dificilmente um Alicórneo é forte como um Pônei Terrestre se ele treinar apenas vôo ou é inteligente como um Unicórneo se ele não estuda.
Suas características ou personalidades são um pouco misturadas já que pode possuir a paciência de um Terrestre e a impaciência de um Pégaso. Definir suas características e personalidades; vantagens e desvantagens; qualidades e defeitos; ficam totalmente ao seu critério.
Alguns autores vêem Alicórneos como Divindades, seres divinos. Dificilmente se vê Alicórneos como cidadãos ou habitantes normais de cidades(grandes ou pequenas). Por serem a unção das três raças, numa união harmônica, possuem um diferente papel nas histórias do que as outras três raças comuns.

Obs: Quer criar um alicórnio? Nada lhe impede, só que a depender da história, a existência de tal alicórnio será “conveniente demais”, deixando tudo “muito fácil”, então é bom pensar não incluí-lo em situações que ele é “útil demais”.
Como, por exemplo, seu grupo de personagens de Pôneis Terrestres e um Alicórneo estão presos em um desfiladeiro e não conseguem subir. O Alicórneo poderia levar um por um em suas costas ou usar sua magia para teleportá-los até o topo do desfiladeiro.
É essa uma das razões do porque de personagens principais que são terrestres(no sentido “pé-no-chão”) por facilitarem e muito as coisas para a construção de situações e momentos críticos para os personagens superarem durante o desenvolvimento da história.

Criou um personagem? Ótimo, agora não tire a essência desta sem nenhuma razão! Esse erro é estupidamente comum e condena em diversas histórias.
Tem uma personagem tímida e fraca? Não a faça ser extrovertida e forte sem nenhuma explicação convincente, ou seus leitores não aceitarão tão facilmente.
Crie seus personagens de um jeito, atentando a todas as suas características. Lembrar que eles são mutáveis, mas não mutantes, e deve saber usá-los da forma mais aceitável possível. Parece o óbvio, mas em muitas obras isso não segue nem mesmo tal óbvio.

=> Ambiente:

A localização do ambiente não é necessária ser tão óbvia assim; ela pode servir como uma espécie de mistério(descrição dos locais sem identificação, pensamento em conjunto com os personagens) e, às vezes, é necessário que o leitor não saiba mesmo onde o personagem está. Por exemplo: um personagem foi abatido e acordou enquanto era carregado. É óbvio que você vai descrever tudo que ele vê e todo lugar por onde ele passa, mas nem sempre é bom falar onde está acontecendo, ou boa parte da essência cai para fora.
O ambiente pode ser descoberto junto com o personagem, descrevendo aos poucos os itens ou objetos de cena que ele vê no cenário presente. O estilo varia de autor pra autor.

=> Tempo e Espaço na História:

Não apenas é ideal saber do tempo em que se passa a história, como também não se deve cometer deslizes em relação a ele. Se a história se passar somente em Equestria, é tudo mais fácil, por conta de que o passado é bem parecido com o presente em My Little Pony, exceto algumas coisas como a de que anos atrás não existia Ponyville e há mais de 1000 anos atrás, quando Luna não havia sido banida na lua, não existia Equestria. O resto é liberdade total até que vire Canon(oficial) e isso ainda depende da vontade do escritor de realmente se basear em “canonices”. O resto é pura e livre liberdade.

Mas se envolver o mundo humano, precisa saber de trocentas coisas, como as vestimentas da época, a tecnologia, a forma de agir de homens e mulheres, as modas da época… e por aí vai. Se passar no presente, ainda possa ser que cometa o erro de “tecnologias ultrapassadas”, mas é mais difícil. Sendo um conto de época, precisa retratar bem a época que deseja descrever em sua história.

Obras que retratam a antiga Equestria são ótimas, porque não há quase nada Canon(oficial). Se o problema for a liberdade, pois vai ter, e muita, caso se apegue a isso. E é o que recomendamos para escritores que não querem limitações e, ao mesmo tempo, não gostam de criar uma “dimensão paralela” ou “portais tridimensionais”.

Organização Textual:

=> Narração:

Narração é um tipo de texto que relata uma história real, fictícia ou mescla dados reais e imaginários. O texto narrativo apresenta personagens que atuam em um tempo e em um espaço, organizados por uma narração feita por um narrador.
Tudo na narrativa depende do narrador, da voz que conta a história.

Tudo depende do tipo de narrador que você representa na e durante a história. No caso, podemos tentar identificar o seu tipo de narrador. Os mais comuns são: Narrador-personagem, narrador-observador e narrador-onisciente.

O narrador-personagem conta na 1ª pessoa a história da qual participa, além como narrador, também como personagem.
Ele tem uma relação íntima com os outros elementos da narrativa. Sua maneira de contar é fortemente marcada por características subjetivas, emocionais. Essa proximidade com o mundo narrado revela fatos e situações que um narrador de fora não poderia conhecer. Ao mesmo tempo, essa mesma proximidade faz com que a narrativa seja parcial, impregnada pelo ponto de vista do narrador e do personagem.
O tempo verbal(passado ou presente) na narração varia de autor para autor, fica ao seu conforto escolher.

Exemplo de narrador-personagem:

Citar:”Celestia, minha guia. Como vim parar nessa floresta? Essas árvores altas podem estar cheias de criaturas horripilantes, devo sair de perto delas o mais rápido possível! Mas do que me adianta afastar dessas plantas gigantes se há essas crateras odiundas pelo chão? Valei-me, minha princesa, como queria sair dessa floresta! Floresta suja e imunda.
Não consigo me lembrar de muita coisa. Nem de como vim parar aqui e muito menos de por quê estou aqui. Eca, essa lama mole pelas minhas patas brancas não me deixam me concentrar. E esses galhos se batendo uns nos outros não param de me chamar atenção. Sempre penso que pode haver alguma morcego, cobra, ou mesmo uma onça para me atacar! Pelo amor de Celestia, me ajude! Quero encontrar o caminho para fora desse mato assustador!”

Neste exemplo, o narrador-personagem demonstra o estado de pânico do personagem. Ele descreve o tempo todo que quer sair dessa floresta e o quanto está com medo de ficar sozinho dentro dela, a ponto de clamar por ajuda, mesmo que seja por ajuda de Celestia, sua princesa.

O narrador-observador conta a história do lado de fora, na 3ª pessoa, sem participar das ações do personagem. Ele conhece todos os fatos e, por não participar deles, narra com certa neutralidade, apresenta os fatos e os personagens com imparcialidade. Não tem conhecimento íntimo dos personagens nem das ações vivenciadas.
O tempo verbal(passado ou presente) na narração varia de autor para autor, fica ao seu conforto escolher.

Exemplo de narrador-observador:

Citar:”Joe andava, cada vez mais, em busca de abrigo. Tudo que conseguia ver era a grande neblina em sua frente, que não permitia a visão de nada mais do que dez metros.
Em sua face era possível notar o medo que sentia; estava sozinho, com frio e com fome. Não sabia onde estava e nem sabia se chegaria a algum lugar.
Repetia aquele processo há horas; não sabia se estava andando em círculos ou se estava em algum campo aberto, mas estava prestes a desabar e desistir de tudo que buscava.
Ouviu um barulho. Era o primeiro som que ouvira há horas e não era nada bom.
Queria fugir, mas suas pernas não respondiam. Estava mais empacado do que um jegue.
Sentia que o responsável por aquele barulho assustador estava cada vez mais perto.
Era o fim?”

Neste exemplo há uma grande quantia de mistério e a narração serve bastante para ajudar o leitor a vivenciar a cena. Fazendo o leitor sentir a mesma dúvida e tensão que o personagem, mas de forma imparcial.

O narrador-onisciente(comumente conhecido como “Narrador Deus”), varia o uso da 3ª Pessoa com 1ª pessoa, há momentos narrativos que descreve como 3ª, outros como 1ª. Esse narrador conhece todo o pensamento de todos os personagens, sabe onde tudo está acontecendo, como está acontecendo e por quê está acontecendo, além de conseguir mostrar coisas que os personagens não tem acesso, como uma armadilha mais a frente. Tem também o narrador que está lá em terceira pessoa e é mais como um personagem “invisível”. Nesse caso o que você fará será a descrição de tudo o que os personagens estão vendo e, a depender da ocasião, nem de tudo assim.
O tempo verbal(passado ou presente) na narração varia de autor para autor, fica ao seu conforto escolher.

Exemplo de “Narrador Deus”:

Citar:”Joe andava, cada vez mais, em busca de abrigo. Tudo que conseguia ver era a grande neblina em sua frente, que não permitia a visão de nada mais do que dez metros.
Ele sentia medo, não sabia o que veria. Não sabia onde estava e nem sabia se dormiria em alguma cama naquela noite.
Provavelmente o seu medo aumentaria se soubesse que estava indo em direção a uma aranha gigantesca, que não gosta nem um pouco de visitantes. Sua última alimentação aracnídea foi há algumas horas e estava bem disposta a comer corpos consideravelmente grandes e bem frescos, para azar de Joe.
Ele também não sabia que, se resolvesse seguir a leste, encontraria um abrigo confortável e aquecido, em que seu dono é conhecido por ser bastante dócil.
Aquele nevoeiro não passaria tão cedo também; se fosse morto naquela ocasião, dificilmente achariam seu corpo, se é que sobrasse alguma parte dele para contar história. Seria devorado rapidamente e sem muita chance de gritar, sendo que sua voz não seria ouvida por ninguém que pudesse ajudá-lo.
E aquilo era o mais provável de acontecer.”

Neste exemplo, o mistério é completamente anulado; o narrador é direto, retrata todo o arredor e o triste e provável futuro que Joe terá.

Aí viria uma das possíveis perguntas: Qual é a narração certa, a correta?

Simples: Nenhuma delas.
Não existe “narração certa” e, sim, a adequada.

Em “Admirável Mundo Pônei”, fanfic do usuário Fluttershy, usa uma mistura; o narrador não é onisciente e nem onipresente; ele é apenas onisciente na maior parte da narração, mas pode passar a ser em terceira pessoa, saindo da primeira pessoa(assim como ocorre em “Narrador Deus”). Isso não é uma redação, então o escritor tem completa liberdade para escrevê-la.

Ainda assim existem dois grandes problemas que não podem ser cometidos em nenhuma das três ocasiões (narrador-onisciente, narrador-personagem e narrador-observador) no quesito “ambiente”:

O primeiro problema é esquecer de descrever algo de grande importância; os personagens tem o total direito de não notarem em tudo, mas o narrador não pode fazer isso se for necessário que algo seja perceptível para o bem da história.

O segundo problema é exatamente o inverso: a descrição de “enrolation” de coisas desnecessárias ao redor.
Que tenha uma vela caída em uma das mesas, um pedaço de carvão jogado perto da lareira ou uma mosca que pousou em cima do frango do jantar; a pergunta é: É relevante? É necessário? Vai mudar alguma coisa na história? Se não, você tá cometendo a velha “encheção de linguiça” e se busca isso apenas para deixar o texto maior, está agindo errado, muito errado.
Você até pode fazer esses detalhes oriundos caso sua história necessite esses detalhes para transmitir emoção, mas sempre no bom senso e sem exagero. Se não, o texto fica muito parado e cansativo de ler.

Mas há uma coisa que pode ser adicionado aqui também: o fato da importância da narração.

Por quê é importante a narração e a descrição em uma Fanfic?

Fluttershy(membro e moderador deste fórum) comentou uma vez no tópico da fanfic da membra Rari3(ou Rarity), “Eu Quero Acreditar”, algo bem simples: “diálogos são bons, pensamentos melhores ainda e narração é o suprassumo”.
Porque é isso mesmo. Um dos maiores erros que escritores cometem é encher de diálogos e acharem que está suprindo. Não, não está. Ao mesmo tempo que a narração, às vezes, pode ser exagerada; nenhum dos extremos é bom.

=> Descrição:

Descrever é caracterizar alguém, alguma coisa ou algum lugar através de características que particularizem o caracterizado em relação aos outros seres da sua espécie. Descrever, portanto, é também particularizar um ser. É “fotografar” com palavras.

No texto descritivo, por isso, os tipos de verbos mais adequados (mais comuns) são os verbos de ligação(SER, ESTAR, PERMANECER, FICAR, CONTINUAR, TER, PARECER, etc.), pois esses tipos de verbos ligam as características – representadas linguisticamente pelos adjetivos – aos seres caracterizados – representados pelos substantivos.

Ex. O pássaro é azul.
1 – Caractarizado: “pássaro”
2 – Caracterizador ou característica: “azul”
O verbo que liga 1 com 2 : “é”

Num texto descritivo podem ocorrer tanto caracterizações objetivas (físicas, concretas), quanto subjetivas (aquelas que dependem do ponto de vista de quem descreve e que se referem às características não-físicas do caracterizado).

Ex.: Paulo está pálido (caracterização objetiva), mas lindo! (carcterização subjetiva).

A descrição vem junto com a narração e é de fundamental importância também. Assim como a narração e diálogos, o exagero também não é bem-vindo. Óbvio que muitos autores não iriam concordar com isso, como o próprio Tolkien, que escreve muito, mas leva três a cinco páginas para descrever o formato de uma montanha ou que tal personagem subiu a colina(!), mas aí é mais questão do público-alvo: a maioria das pessoas prefere uma descrição mais branda, do tipo que sirva o suficiente para identificar o que está lá; outros preferem um pouco mais que isso, mas sem exagero, com “enrolation” ou “Tolkienismo”.
Apartir daqui dá para tirar a decisão final.

Mas o que podemos dizer de antemão é que a descrição é MUITO importante na/para história e esta só acontece se houver narração. Justamente, por conta disso, que o excesso de diálogos não é legal. O autor NUNCA deve usar o diálogo excessivo visando escapar da narração, até porque torna a leitura rápida (obrigatoriamente rápida) e confusa pois, se sabe o quê tais personagens falaram, mas não sabe quem está fazendo o quê, dando idéia que os personagens conversam um com o outro parados, sem se mexerem.

O uso excessivo de diálogos se torna aceitável somente se as coisas estiverem acontecendo muito depressa, como uma perseguição ou qualquer coisa que contenha adrenalina. Mas, ainda assim, a narração prevalece, mesmo que seja apenas três ou cinco linhas de narração e/ou descrição.

=> Como identificar um texto narrativo e um texto descritivo?

Eis um exemplo de um texto que tirei do nossa curta histórinha com Applejack e Pinkie Pie lá no começo, em “Escolha de Personagens”:

Citar:“Rancho Maçã Doce, uma típica fazenda do interior, com sua horta quase infinita de macieiras prontas para serem colhidas de seus galhos. Uma família unida e esforçada mora neste pequeno pedacinho de terra, composta por quatro membros. <= Isso ?? uma descri????o>
Applejack, um dos membros dessa família, saia de seu conforto para começar a sua rotina de trabalho: Colher maçãs.
O sol estava se erguendo no horizonte, apenas um pônei estava sendo aquecido naquela manhã por aquele sol. <= Isso ?? uma narra????o> Applejack era um pônei responsável, ela sempre amou o que faz. Nunca se atreveu a reclamar ou amaldiçoar a vida que possuía. Ela era feliz, e isso era o que importava para ela. Colher maçãs; fazer doces com essas maçãs ao lado de sua avó e de sua irmã pequena; servir essas delícias aos seus amigos; ver seus rostos alegres apenas por saborear a essência de seu esforço e dedicação ao que faz. <= Isso ?? uma descri????o>
Ela suspirou, sentindo o ar úmido e gelado da manhã. Os raios solares de Princesa Celestia esquentava seu corpo, e o vento frio batia em seu rosto. Já era hora.
Applejack trotou até a árvore carregada mais próxima. A mesma já tinha os cestos postos para juntar as maçãs que iriam cair. Num giro com o corpo, Applejack fica de costas para a árvore. Calculando o ponto exato para acertar o troco sólido da planta, ela apoia seu peso em suas patas fronteiras e ergue seus cascos traseiros no ar, ganhando impulso para o impacto. Essa concentração de força e equilíbrio era essencial para exercer uma força suficiente para apenas cair as maçãs maduras, sem misturar com as que ainda precisam amadurecer para serem apreciadas. Concentração… e equilíbrio.[size=x-small]<= Isso ?? uma narra????o>

=> Dinamicidade:

“Dinamicidade” vem de “dinâmico”, que se refere ao movimento, a energia, o troca-troca.
Quando você faz trocas de cenas para outras que estavam acontecendo no mesmo momento ou horas mais tarde depois do ocorrido, ocorre uma dinamicidade entre cenas e acontecimentos, deixando a história mais dinâmica, mais envolvente.

Cortes temporais são ótimos para descanso do leitor E do escritor, pois não são todos que tem a capacidade de escrever um capítulo em uma sentada e o interrompimento de uma escrita aleatoriamente causa grandes chances de uma variação positiva na qualidade da escrita.
Para o leitor, funcionam como um momento de pausa. Óbvio que toda divisão de capítulos traz isso naturalmente, mas, a depender do tamanho do capítulo, o leitor não consegue ler numa lapada só uma única cena ocorrendo, então os cortes servem bem para os intervalos, fazendo o leitor “acordar” de que há outras situações e revira-voltas ocorrendo neste exato momento da história.
Além disso, funcionam bem para o passar de uma cena para outra quando o escritor termina de contar um momento importante para história e deixa o leitor puto da vida por ter passado para outra cena nada haver com a situação atual.

Um exemplo de cortes(temporais ou não) numa história é quando um personagem seu está conversando algo sério com um amigo. Ele, por exemplo, acabara de perder um emprego e se encontra arrasado para enfrentar situações difíceis financeiramente. Seu amigo está tentando consolá-lo com uma conversa amigável, que tudo dará certo e que ele tem pessoas que se preocupam com ele e que podem ajudá-lo.
De repente, há um “corte na cena” onde a esposa do amigo está lavando os pratos na cozinha, se perguntando onde estará seu marido, imediatamente pensando que ele esteja no bar até tarde, enchendo a cara com os amigos e colegas de trabalho.

Isso é dinamicidade, é a arte do troca-troca de cenas, de mostrar outros lados de uma situação ou visões diferentes entre personagens e o leitor.

Outro exemplo de dinamicidade numa história, além de cortes temporais, são cenas que envolvem multíplos diálogos entre mais de um personagem, podendo ser uma conversa de três a seis personagens ao mesmo tempo.
Cenas com mais do que três pessoas (pôneis?) são demasiadamente pesadas de escrever, com muitas pessoas(pôneis?) se mexendo e conversando, muitas ações para descrever e narrar, tornando chato não só para o escritor(por ter que escrever muito) como também para o leitor(por ter que ler muito o que o escritor escreveu). Nada impede de fazer uma cena perfeitamente boa com muita gente(pôneis?) junta, mas o ideal é que evite/controle bem essas cenas com muitos participantes ativos durante o decorrer da trama.

Como Começar a Escrever:

“Como eu começo?”: sim, faz parte do planejamento para a criação de suas primeiras linhas e palavras, mas assim como o fim, tem grande importância e precisa ter os mínimos detalhes pensados. Se teve uma idéia, pense se ela pode ser usada no início; sendo boa ou não, não descarte-a: pode ser que esta seja útil mais a frente e aí, só lhe resta a pensar no início.

Mas há algumas coisas básicas, como o fato que o início tem que ser atrativo para os leitores, aquela velha coisinha de “primeira impressão”, ou a história não tem muito futuro. Ela pode melhorar, tornando-se a melhor fic de todos os tempos, mas se não começar aceitavelmente bem, poucas testemunhas vivas sobrarão para defender tal ideia, então é bom pensar em um início que prenda o leitor e aí a liberdade é livre: pode ser por ação, drama, originalidade, “bizarrice”, cena engraçada… não importa.
O que realmente importa é que o resultado de tudo isso seja um início com louvor e que você tenha orgulho ao escrever.

Agora, sem mais delongas, vamos começar a planejar sua primeira história:

=> Planejamento: Muitos dizem que isso é algo desnecessário em muitas histórias, que foram escritas improvisadas na maior parte, mas a falta de planejamento na história pode causar alguns problemas como:

Alongamento desnecessário de capítulos: Por conta de não saber como os capítulos terminarão, os escritores ficam perdidos sem saber quando terminar, criando capítulos ora minúsculos, ora gigantescos.

Finais-meio e finais-epílogo: O primeiro são os finais que acontecem aleatoriamente, quando a história está no clímax, quando o mocinho está prestes a ficar com a mocinha ou o vilão finalmente terá o cruel destino que merece, e simplesmente termina. O segundo são os finais que acontecem bem depois do que deveriam, inclusive estes são BASTANTE comuns. Os dois são ruins e podem causar um grande “baque” na imagem do escritor.

Abandono da história: existem escritores que não conseguem escrever de forma improvisada por muito tempo e chega um momento que não conseguem mais improvisar, consequentemente desistindo e chamando erroneamente de “Writer’s Block”(ou “Bloquei Mental”).

O planejamento é importante justamente para saber quando e como a história vai começar e terminar. Não precisa planejar TUDO que aconteça, mas saiba pelo menos o básico do começo, meio e fim.
Saber o fim, por outro lado, é REALMENTE necessário, senão a história vai alongar e alongar… e alongar… até que sobrem poucos leitores, sendo que a maioria destes só acompanham na esperança de que o escritor saiba, pelo menos, o fim daquela miscelânea toda.

=> Originalidade: Costumamos dizer que ser original não é um atributo TÃO necessário assim e, por mais que você se esforce para pensar em uma grande ideia, provavelmente alguém já pensou antes de você(histórias com bronies ou humanos em Equestria? É, muitos já tiveram essa idéia). É um dos fatores do porquê de considerar boas histórias serem melhores que as que se apegam pela originalidade da mesma. Temos certeza que não somos os únicos nesse mundo a pensar dessa forma.

Não se deve prender ao original porque, até mesmo se for REALMENTE original, não é o suficiente para caracterizar como uma boa história. O ideal é que você tenha uma boa idéia, mas que saiba desenvolvê-la. Não estou dizendo para apelar para o clichê ou coisa do tipo, mas também não deve achar que uma ideia é ruim só porque já foi usada outras vezes. Quem busca perfeccionismo na escrita, dificilmente vai a algum lugar.

“Minha história é boa ou não?”: Sinceramente? Quem deve dizer isso é o próprio escritor para si mesmo. Se não se sente bem com a sua história, desista, porque dificilmente você vai conseguir passar o que realmente quis nela.

Claro, não precisa achar que sua história é “A Melhor Fanfics De Todos os Tempos” ou “O Suprassumo da Fodasticidade”, porque isso também causaria o problema de não ver falhas em certos pontos em sua fic e, quando estas forem citadas e apontadas por seus leitores, você possivelmente não irá aceitá-las.
Mas a modéstia exagerada também enche o saco. Se não acha que está escrevendo algo bom e nem se sente bem ao escrever, minha dica é que pare. Não vale o esforço e forçar só piora.

=> Atualizações: Nunca abandone a história por muito tempo, pois você pode perder leitores fiéis. E parece que não, mas atualizações frequentes demais podem ser uma faca de dois gumes no futuro: se você atualizar mais de uma só vez, seus leitores ficarão exigentes e se eles ficarem exigentes, você pode acabar se forçando a escrever qualquer coisa somente para saciar tais exigências. Not good, not good at all.

Caso a história seja grande e/ou você leve muito tempo para escrever, é bom deixar avisado ao leitor. Que atualize de dois em dois meses, mas se o leitor não tiver tal informação, vai acabar desistindo pela lentidão da história, então não engane-o: seja sincero e diga que o intervalo entre capítulos é/pode ser grande.

Leu tais dicas e tem uma ideia em mente? Está cofiante de si mesmo e da história? Está com a mão coçando para meter dedadas em seu teclado velho? Ponha em prática e mete bronca!

Boa sorte, pequeno Padawan!